<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964</id><updated>2011-11-02T23:49:51.055-03:00</updated><category term='ônibus'/><category term='hospitalidade'/><category term='Brasil'/><category term='língua'/><category term='Alex'/><category term='tecnologia'/><category term='Caitlin'/><category term='música'/><category term='Alanna'/><category term='família'/><category term='Julie'/><category term='Katie'/><category term='gênero'/><category term='Kyle'/><category term='Gabriela Cravo e Canela'/><category term='escravidão'/><category term='email'/><category term='comentários'/><category term='classe'/><category term='interação entre pares'/><category term='praia'/><category term='dança'/><category term='Val'/><category term='TV'/><category term='leitor'/><category term='viagem'/><category term='cultura brasileira'/><category term='sexualidade'/><category term='português'/><category term='hipertexto'/><category term='celular'/><category term='saudade'/><category term='educação'/><category term='blog'/><category term='adaptação'/><category term='interlíngua'/><category term='paisagem'/><category term='choque cultural'/><category term='raça'/><category term='violência'/><category term='identidade'/><category term='teatro'/><category term='Salvador'/><category term='intercultura'/><category term='interação com brasileiros'/><category term='clima'/><category term='turista'/><category term='Seu Drake'/><category term='comida'/><category term='aula de português'/><category term='vida noturna'/><category term='pertença'/><category term='empregada'/><category term='esporte'/><category term='religiosidade'/><category term='EUA'/><category term='Rhea'/><category term='intertexto'/><category term='palavras'/><title type='text'>gringos tagarelas</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Alex</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_qtd50bBJHTk/R-RuaFHKOpI/AAAAAAAAADE/M9PbNKp9Ag4/S220/012308164653-00.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>58</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-8472410462533517755</id><published>2008-06-15T18:28:00.001-03:00</published><updated>2010-09-23T12:11:16.580-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palavras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pertença'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação com brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Katie'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saudade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercultura'/><title type='text'>Saudades sem fim</title><content type='html'>Mesmo que nós não tenhamos uma palavra que traduz exatamente para “saudades” em inglês, entendemos o sentido dela de modo inerente.  A primeira vez que entendi, ou pensei que tinha entendido esse significado, eu estava tentando dormir numa cama nova, num apartamento estranho, num outro hemisfério da minha terra, e além de tudo disso, estava fazendo um calor insuportável.  Pelo menos, na época não suportei.  Deitada lá, na escuridão que, no Corredor da Vitória, dificilmente escurece a mais de uma sombra amarelada, ficava imaginando tempestades de neve, noites geladas de Janeiro quando tudo está coberto por um glacê de gelo e fica escuoa e silencioso como se o mundo todo estivesse dormindo.  Com essas imaginações frias, adormeci. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Depois, falando com minha família pela primeira vez num orelhão na rua abaixo, onde quase não dá para ouvir seus próprios pensamentos, muito menos a outra pessoa, percebi que “estar com saudades” é muito mais do que simplesmente “sentir a falta” de alguma coisa.  Eu senti a falta do frio, até senti a falta de vestir três camadas de roupa e um casaco de penas de ganso, mesmo que saiba que me chateia muito.  Ter saudades de alguma coisa já é muito diferente.  Enquanto eu gritei pelo telefone na Av. Sete de Setembro, atraindo olhares das pessoas passando, a minha família toda estava passando as férias no Canadá, nadando nos lagos frios e fazendo fogueiras à noite.  Nesse momento entendi, realmente entendi, o que é que quer dizer saudade.  O desejo da sua alma de estar num lugar conhecido, fazendo as coisas, quaisquer que sejam, que sempre fizeram  com que as pessoas lhe conheçam como você verdadeiramente é.  Era isso que me faltava, a sensação de inclusão, de que eu pertenço a um lugar e ele a mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Ao longo desse ano, eu fui me adaptando ao calor, ao costume de um almoço pesado, às ruas cheias e agitadas, aos olhares das pessoas no ponto de ônibus, mas há umas coisas de que eu nunca deixei de sentir saudades; das manhãs tranqüilas e brilhantes na minha cozinha, de andar descalça pelas ruas à noite no verão, de rir com minha família sobre coisas que aconteceram no passado tão distante que já não me lembro mais, mas sei que deve ter sido engraçado.  Enquanto isso, porém, eu também fui me ligando ao esse local, descobrindo as coisas daqui que me encantam e criando uma história que não vai ser fácil deixar para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Estou aqui há um ano, imagino que vá sentir muita coisa após ir embora, após chegar de novo na minha terra.  No meu próprio quarto, silencioso e escuro, vou ter saudades dos sons da vida do Corredor da Vitória, que mesmo que esteja acontecendo sete andares abaixo, parece que está  sucedendo na varanda lá fora.  Vou ter saudades das folhas que aparentemente andam sozinhas, carregadas de formigas muito mais fortes do que as formigas de Michigan. Nas festas do inverno, onde todo mundo se veste de suéter e bebe rum quente, vou ter saudades dos reggaes espontâneos daqui, numa praça aberta à &lt;a style="mso-comment-reference: A_1"&gt;brisa maresia&lt;/a&gt; , onde é preciso apenas um pandeiro para rolar um som e dançar até já não saber mais de onde veio, nem para onde vai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Minha cama vai parecer grande demais; meu café, fraco; meu suco, azedo; as ruas, desertas; as calçadas, largas e as pessoas, muito distantes uma da outra.  Os biquinis vão ser folgados, os carros enormes, mas os motoristas bem-educados.  Os esquilos vão me lembrar de mico sem pêlo nas orelhas, as senhoras na fila do supermercado vão parecer muito caladas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Mesmo se nunca deixar de ter saudades de algum lugar, seja o Brasil, ou seja onde for, sempre vou saber que existem lugares aos quais pertenço, e que  me pertencem.  &lt;br /&gt;&lt;a name="_msocom_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-8472410462533517755?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/8472410462533517755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=8472410462533517755' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/8472410462533517755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/8472410462533517755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/06/saudades-sem-fim.html' title='Saudades sem fim'/><author><name>Katie</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15907374393140125544</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-343356921278863819</id><published>2008-06-12T12:37:00.002-03:00</published><updated>2010-09-23T17:57:54.445-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blog'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='português'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alanna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='leitor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação entre pares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercultura'/><title type='text'>Saudades</title><content type='html'>Minha experiência aqui no Brasil tem sido diferente de todas as experiências que eu já tive no passado. Nunca tive a oportunidade ter uma aventura assim—a oportunidade de viajar a um outro continente para aprender tudo que podia sobre uma cultura diferente, para viver com nativos dum país,e praticar uma língua que não era minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu voltar aos Estados Unidos, eu vou ter saudades de viver num mundo onde todas as coisas são novas e interessantes. Aqui, mesmo ligar a televisão oferece a oportunidade para aprender palavras novas, praticar ouvindo o português falado rapidamente, e observar as maneiras engraçadas em que as propagandas e programas de televisão como as novelas, são bem diferentes das propagandas e programas americanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, existe um monte de coisas para descobrir cada dia. Cada vez que eu exploro uma parte nova desta cidade, sinto que estou aprendendo mais sobre Salvador e a cultua desta cidade. Quando eu voltar, eu vou ter saudades da sensação de estar entusiasmada e descobrir mais e mais sobre a cultura e a cidade a minha volta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil começar a listar as coisas específicas das quais eu vou ter saudades porque há muitas! Vou começar com...a beleza de Salvador. Ver o mar azul quando abro a porta de meu apartamento. A presença do mar lindo, situado ao lado da cidade. A comida aqui. A combinação deliciosa de granola crocante, banana doce, e açaí cremoso. Frutas frescas e tropicais. Manga. Mamão.  A música, especialmente a música afro-brasileira de percussão. O Forró ao vivo, que não pode ser encontrado em nenhuma outra região do mundo. A dança. Vou ter saudades de sambar! Uma cultura cheia de pessoas que adoram dançar, divertir-se, e que são calorosas.  Meus amigos. Gente boa que conheci em minhas aulas universitárias brasileiras. Gente boa que conheci em meu programa de intercâmbio. A experiência de estar explorando este mundo com outras amigas que estão explorando este mundo ao mesmo tempo. As conversas entre nós sobre a cultura aqui, que ninguém de nosso país entenderia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a última coisa...o Português. Esta oportunidade de viver num mundo onde todas as pessoas falam em português tem sido incrível. Eu amo esta língua e o desafio que ela apresenta. Com cada conversa com uma pessoa brasileira, e cada vez de assistir um filme existe uma oportunidade para aprender mais uma palavra, e melhorar. Eu tenho certeza que eu vou sentir falta do português e o desafio divertido que me apresentava. Eu sei que eu vou querer continuar falando nesta língua quando eu voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este semestre tem sido cheio de experiências novas e inesquecíveis, e as coisas novas que aprendi sempre vão ficar comigo.Adeus, Gringos Tagarelas. O semestre com vocês tem sido um semestre bom &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-343356921278863819?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/343356921278863819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=343356921278863819' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/343356921278863819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/343356921278863819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/06/saudades_12.html' title='Saudades'/><author><name>Alanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02008266423190697963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-5496359580120985760</id><published>2008-06-11T12:08:00.001-03:00</published><updated>2010-09-23T17:59:28.450-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='choque cultural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação entre pares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação com brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Val'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tecnologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='celular'/><title type='text'>o celular brasileiro</title><content type='html'>Choque Cultural         O celular faz uma parte grande da Avida social da minha geração, quanto nos Estados Unidos que no Brasil.  Eu vivo mandando mensagens de texto aos meus amigos e à família.  Seja de pedidos de favores ou piadas, recebo mensagens a qualquer hora do dia e da noite.  Eu adoro mandar e receber mensagens porque é muito mais simples e rápido para resolver pequenas coisas do que falar com alguém.  Além de adorar mandar torpedos, também gosto muito de conversar com os meus amigos, meu namorado e minha família pelo celular.  Gosto de passar uma hora falando sobre tudoe sobre nada com uma amiga com quem faz tempo que eu falei.  Tudo isso para mim nos Estados Unidos é tão normal e fácil porque eu e quase todo mundo temos celulares pré-pagos.        Mas no Brasil este não é o caso para mim nem para os meus amigos e meu namorado.  Todo mundo aqui tem celulares de cartão e com isso vêm muitas questões de tabus sociais.  Por exemplo, acho que era difícil para mim e as minhas amigas nos acostumarmos com a falta de uso do celular aqui.  Nos Estados Unidos, você liga para o namorado muito mesmo se não tiver uma razão importante para ligar.  Sempre manda torpedos sem precisar, só para dar beijos e dizer ao seu amor que o ama.  No Brasil, pelo que eu já experimentei e ouvi falar das minhas amigas, o contato por celular em relações românticas não é tão habitual assim como nos EUA por causa da freqüência com que os jovens ficam sem crédito.  Eu já falei e escutei mil vezes as minhas amigas americanas aqui dizendo, "Por que ele ainda não me respondeu?! Ele vai demorar para me ligar, como sempre."  E também, se um cara brasileiro gostasse de você de verdade, te ligaria a cobrar com freqüência? E é mal educado ligar muito a cobrar para os amigos? Talvez seja superficial, mas esta &lt;a name="0.1_graphic02"&gt;&lt;/a&gt;é uma questão sobre a qual eu e as minhas amigas nos encontramos fazendo muito.  Tem a ver muito com o medo de as meninas americanas aqui serem enganadas pelos pegadores e consideradas ricas e ignorantes. E apesar disso, quando eu e as minhas amigas já tínhamos arrumado namorados bons e honestos, a frustração só continuava. Nós ficamos bem chateadas quando temos a vontade de ligar pros nossos namorados só para bater papo um pouquinho e temos que pagar cinco reais por uma conversinha.  Que saco! Antes de vir pro Brasil, eu nunca imaginei que eu ia sentir um choque cultural tão forte por causa de um negócio que no passado só funcionava para simplificar a minha vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-5496359580120985760?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/5496359580120985760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=5496359580120985760' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/5496359580120985760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/5496359580120985760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/06/o-celular-brasileiro.html' title='o celular brasileiro'/><author><name>val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13071928208263505475</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-7156210584862870843</id><published>2008-06-09T12:36:00.001-03:00</published><updated>2010-09-23T12:11:16.581-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intertexto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blog'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='palavras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='leitor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação entre pares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação com brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saudade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Julie'/><title type='text'>Saudades Saudades Saudades</title><content type='html'>A primeira vez que fui embora do Brasil, quase não agüentei as saudades.  Minha vida brasileira não é nada parecida com minha vida nos EUA, então senti saudades não só de coisas ou pessoas, mas de um estilo de vida.  É difícil saber o que vai fazer falta na vida antes de sentir aquela falta.  Às vezes é uma coisa tão normal e sem graça, mas fico pensando e realmente sinto a falta.  Por exemplo, sinto muito a falta dos ônibus nos EUA, mas imagino que vou sentir falta desses ônibus loucos daqui.  Vou entrar num ônibus lá nos EUA, achar um assento com facilidade, e começar a ler.  Depois vou pensar, “que isso”?  Vou sentir falta pelos motoristas malucos, o ônibus cheia de gente, e a idéia de eu ficar em pé segurando e tentando não parecer com Tarzan na selva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carinho: as pessoas aqui são muito carinhosas.  Como uma americana fria, penso que não preciso do carinho de cada pessoa que conheço, mas gosto do mesmo jeito.  Eu gosto da maneira de viver em que cada pessoa nova merece beijinhos no rosto, na chegada e na saída.  Gosto de como minha mãe toca minha cabeça quando ela está conversando comigo e eu adoro como as crianças na creche me chamam de tia (mesmo que eles estejam me tratando como uma madrasta malvada).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comida: Leia meu blog “Você é o que você come” e vai entender quanto eu vou sentir saudades da comida e do suco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karin: Vou sentir muito falta de minha amiga mesmo que ela não seja brasileira, ela fez uma grande parte de minha vida aqui.  Vou sentir saudades de nossas viagens juntas, nossas piadas, e nossa habilidade de arrasar em todos os lugares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Família: Outro dia eu estava brincando com minha irmã aqui, soltando piadas com ela e pensei que é tão normal eu estar aqui vivendo numa outra língua e fazendo uma parte dessa família.  Então vou sentir saudades da facilidade de brincar e conversar com minha família aqui.  Provavelmente vou ficar um pouquinho perdida sem uma mãe me dando tanta comida que não agüento mais.  Já tenho saudades de minha outra família brasileira.  Ajuda que eles estão no mesmo país, ainda que signifique que não os veja mais, a idéia de poder viajar para a casa deles com mais facilidade me deixou com mais tranqüilidade nesse semestre.  Família é tudo para mim e bons amigos fazem uma parte de minha família, mas a minha família nunca está completa e me deixa com saudades sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, vou sentir saudades de minhas palavras favoritas: saudade (quem não adora essa palavra?) e arrasar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-7156210584862870843?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/7156210584862870843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=7156210584862870843' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/7156210584862870843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/7156210584862870843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/06/saudades-saudades-saudades.html' title='Saudades Saudades Saudades'/><author><name>Julie</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12180551487959284136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-8949338581212190879</id><published>2008-06-08T11:16:00.003-03:00</published><updated>2010-09-23T17:58:20.122-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação com brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saudade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kyle'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='praia'/><title type='text'>Eu Não Vou Ter Saudades, Não</title><content type='html'>Um poema por Kyle Gerry&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha gente, eu não vou ter saudades, não&lt;br /&gt;Nem do mar, nem do povo, nem da comida&lt;br /&gt;Nem do Beijú dos Artistas,&lt;br /&gt;Nem da mulher do "Açaí da Barra"&lt;br /&gt;Que tem um sorriso mais doce que o suco de abacaxi&lt;br /&gt;Que vem da fruta mesmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha gente, eu não vou ter saudades, não&lt;br /&gt;Vejam, eu estou fazendo a mala agora mesmo.&lt;br /&gt;E tudo de que preciso&lt;br /&gt;Para prover as saudades&lt;br /&gt;Para eliminá-las antes de nascerem&lt;br /&gt;Vai caber&lt;br /&gt;Mesmo que eu tenha que alugar um avião só para ess mala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro vou colocar as coisas mais importantes.&lt;br /&gt;Elas são as coisas mais queridas, sabe?&lt;br /&gt;O oleo de dendê, a abará, minha professora de dança-afro,&lt;br /&gt;Vocês podem não acreditar em mim, mas tudo cabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois vem minha mãe brasileira e a empregada dela,&lt;br /&gt;E pelas ruas de Nova Iorque a gente vai passar.&lt;br /&gt;Eu também vou levar o feijão preto e a farofa,&lt;br /&gt;Os quais minha mãe verdadeira vai cozinhar e arrasar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada esquina vou botar um estudante da minha aula de inglês&lt;br /&gt;Embora a maiora deles me fizessem beber mais caipirinhas,&lt;br /&gt;O que me lembra de levar a cachaça e o açúcar&lt;br /&gt;Para usar antes de ir dançar forró nas festas nas esquinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cima desses objeitos queridos eu vou jogar,&lt;br /&gt;A praia em frente da Sorveteria da Ribeira,&lt;br /&gt;E também os sabores de tapioca e brigadeiro,&lt;br /&gt;sem esquecer as pulseiras que eu comprei ao descer a ladeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vamos fechar essa mala bem arrumada agora mesmo&lt;br /&gt;E começar a aproveitar todos os bolsos,&lt;br /&gt;Colocando um pouco de água de coco, sol e música de Ivete Sangalo,&lt;br /&gt;para brincar, festejar e impressionar os moços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha gente, eu não vou ter saudades, não&lt;br /&gt;Nem do mar, nem do povo, nem da comida&lt;br /&gt;Nem do Beijú dos Artistas,&lt;br /&gt;Nem da mulher do "Açaí da Barra"&lt;br /&gt;Que tem um sorriso mais doce que o suco de abacaxi&lt;br /&gt;Que vem da fruta mesmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha gente, eu não vou ter saudades, não&lt;br /&gt;Vejam, eu acabei de fazer a mala agora mesmo.&lt;br /&gt;E tudo de que precisava&lt;br /&gt;Para prover as saudades&lt;br /&gt;Para eliminá-las antes de nascerem&lt;br /&gt;Já couberam&lt;br /&gt;Mesmo se eu tivesse que trazer o país tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-8949338581212190879?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/8949338581212190879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=8949338581212190879' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/8949338581212190879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/8949338581212190879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/06/eu-no-vou-ter-saudades-no.html' title='Eu Não Vou Ter Saudades, Não'/><author><name>Kyle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13846397203690417341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-4605546679177555066</id><published>2008-06-08T11:08:00.000-03:00</published><updated>2010-09-23T17:57:54.446-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blog'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='português'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saudade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Val'/><title type='text'>Minhas Saudades</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;br /&gt;       Tem duas coisas particulares que vão me deixar com saudades quando eufor embora do Brasil daqui a duas semanas.  A primeira coisa da qualeu vou ficar com muitas saudades é um negocio que eu amo e detesto aomesmo tempo: andar pela cidade.  Como já reclamaram muitas mulheresneste blog, a "música" dos homens brasileiros faz com que eu fiquemuito chateada quando ando por Salvador.  Mas depois de cinco mesesaguentando isto, já acostumei e aprendi a ignorar e não deixá-lo meencher o saco.  Eu adoro voltar andando das minhas aulas no Largo 2 deJulho para minha casa que fica no Chame-Chame, descendo a ladeira eficando na sombra das árvores gigantes e lindíssimas da Vitória.  Medá um tempinho para ficar quieta na minha mente e refletir sobre o queestá acontecendo na minha vida e tentar dar sentido a todas asconfusões que vêm quando se mora num pais estrangeiro.  Cheguei a muitasconclusões importantes enquanto descia pela ladeira da Barra.  Adorotambém andar pela orla e me sentar por um pouquinho em frente ao mar.Apesar de ser uma cidade barulhosa e perigosa, Salvador tem um jeitoparticular de fazer você sentir que toda a beleza aqui foi feita sópara os seus próprios olhar curtirem.  Esta é a segunda coisa da qualeu vou sentir saudades – a beleza natural que é oferecida em abundância aqui naBahia.  Eu já vi muitas coisas esplêndidas, como a floresta ao lado domar em Itacaré e as cachoeiras da Chapada Diamantina.  Mas eu achoque a maioria das minhas saudades da natureza do Brasil vai ser doPorto da Barra.   Entre ver uma tartaruga enquanto mergulhava atéassistir inúmeros pôres-do-sol bonitões, eu sempre vou ter muitas boaslembranças dos dias que passei com os meus queridos no Porto.  Bom,aqui eu termino este blog porque estou ficando triste por pensar tantona minha saída deste pais maravilhoso!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-4605546679177555066?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/4605546679177555066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=4605546679177555066' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/4605546679177555066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/4605546679177555066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/06/minhas-saudades.html' title='Minhas Saudades'/><author><name>val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13071928208263505475</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-6799194081086797732</id><published>2008-06-07T10:16:00.003-03:00</published><updated>2010-09-23T17:57:54.448-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rhea'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blog'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='português'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interlíngua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saudade'/><title type='text'>A BOCA DO BRASIL</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_GK9bcnVP8Zg/SEqM97I_5xI/AAAAAAAAABE/kyv6-gN4lMo/s1600-h/pdem057008%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209130914482743058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_GK9bcnVP8Zg/SEqM97I_5xI/AAAAAAAAABE/kyv6-gN4lMo/s320/pdem057008%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Quando eu comecei a pensar no que eu ia sentir falta de Salvador, me ocorreram várias visões: um ônibus vazio, voando pelas ruas coloridas, um vento quentinho entrando pela janela aberta, com o cheiro de cocada, pequenos fragmentos de todo tipo de música vêm de todo canto da rua, formando uma melodia nostalgica que combina com a paisagem.&lt;br /&gt;Eu tenho certeza de que todo aluno no nosso programa tem uma visão parecida que, quando eles voltarem para suas terras, vai resumir vários sentimentos dessa experiência brasileira. Sem dúvida, essa visão vai incorporar os cinco sentidos, vislumbres da realidade dura e também pedacinhos das memórias romantizadas e idealísticas. Essa saudade brasileira vai vir à tona em momentos imprevisíveis no futuro, quando nós já estabelecermos as nossas vidas rotineiras de novo.&lt;br /&gt;Mas hoje eu optei por escrever sobre algo relacionado especialmente a mim, algo que eu, pessoalmente, vou sentir falta: as idiossincrasias da língua portuguesa brasileira. Eu adoro essas particularidades que não têm comparação em nenhuma outra língua. Por exemplo, agora eu estou tão acostumada a responder a uma pergunta com a conjugação do verbo adequada (em vez de “sim” ou “não”) que eu costumo usar a mesma estrutura quando estou falando inglês ou espanhol!* (“tú hablas castellano?” “Hablo.”) Eu também tenho muita vontade, ou necessidade, de usar o verbo “ficar” em inglês ou espanhol, mas não existe um verbo equivalente! O verbo “ficar” tem muita flexibilidade e pode ser usado informalmente em muitas circunstâncias. Em inglês, temos o verbo “to get” mas quase não existem regras para o indício do uso desse verbo; o uso é bem imprevisível.&lt;br /&gt;Outro exemplo seria a flexibilidade do uso da palavra “não” no Brasil, sobretudo no Nordeste. A negação de um conceito não tem de vir no início de uma frase (pode dizer “não sei,” “sei não,” “não sei não”).&lt;br /&gt;Mas a gota d’água foi o seguinte: a semana passada eu estava conversando com a minha mãe pelo telefone quando ela perguntou em inglês se a gente gostaria de fazer tal coisa. Aí, eu respondi, “Yeah, the people would.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Já li que os irlandeses nas áreas mais rurais costumam responder às perguntas com a conjugação do verbo adequada, tal costume é um resto do gaélico irlandês. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-6799194081086797732?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/6799194081086797732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=6799194081086797732' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/6799194081086797732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/6799194081086797732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/06/boca-do-brasil.html' title='A BOCA DO BRASIL'/><author><name>Rhea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03853402078079469206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_GK9bcnVP8Zg/R-mOsiHy-vI/AAAAAAAAAAM/7TPrv0ElzCY/S220/Wallace%2520and%2520Gromit%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_GK9bcnVP8Zg/SEqM97I_5xI/AAAAAAAAABE/kyv6-gN4lMo/s72-c/pdem057008%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-7639758106468623134</id><published>2008-06-06T18:19:00.002-03:00</published><updated>2010-09-23T17:58:20.124-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pertença'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação com brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saudade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caitlin'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='praia'/><title type='text'>Um elogio à comida brasileira</title><content type='html'>Quando eu penso nas coisas brasileiras de que vou ter saudades depois de eu voltar para os Estados Unidos, as primeiras coisas que aparecem na minha mente são pessoas: meu namorado, meus amigos, meus professores. Mas eu sei que posso encontrar um namorado, amigos e professores facilmente em qualquer país (não se preocupe, gente, estou brincando!) e o que não consigo encontrar no mundo inteiro é a comida brasileira. Meu Deus no céu, eu adoro comer aqui: doce, salgado, fresco, apimentado... tem tudo na Bahia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro ir à Ribeira para tomar um sorvete de amendoim com calda de chocolate e sentar-me ao ar livre olhando os barcos. Quando vou a um churrasco para o aniversário dum amigo, só como pasteis doces de goiabada e brigadeiros porque sou vegetariana, que é ruim para minha saúde mas perfeito para meus gostos porque eu adoro açúcar como se fosse formiga. Também fiquei completamente apaixonada pelo chocolate Sonho de Valsa depois quee recebi um grande ovo de Pascoa dessa marca--e fiquei complteamente enjoada quando eu comi o ovo inteiro em três dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu viajo, um americano sem presunto e suco Del Valle me sustentam. Como pão de queijo como se fosse pipoca, e depois duma noite bêbada de dançar forró, uma pequena esfiha de queijo de Habib's é a café de manhã perfeita. A barraca na Praia Buracão tem o melhor aipim frito em Salvador, com queijo e sal e catsup, e quando estou esperando pelo ônibus em Rio Vermelho para voltar a casa depois dum dia de tomar sol, sempre peço um beiju quente com tomate seco e catupiry de Beiju dos Artistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou ter tantas saudades da fruta brasileira que é cara demais nos Estados Unidos: nunca mais vou beber suco de carambola, de maracujá, de acerola, de goiaba; não vendem acaí na tigela nas lanchonetes americanas; não tenho o dinheiro suficiente para comprar um abacate toda semana para fazer uma vitamina para o café de manhã. Ai, vou ficar tão triste (e doente, por falta de Vitamina C).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira refeição que eu comi em Salvador foi uma moqueca de legumes num restaurante baiano no Pelourinho, e fiquei muito contente de ver todos os pratos cheios de feijão, arroz, salada, vatapá e molho de pimenta. Adoro o sabor forte de leite de coco com azeite dendé, e o sofrimento da barriga depois de comer uma moqueca completamente vale a pena. Sempre fico animada quando meu pai hospedeiro volta para Salvador do trabalho dele no interior da Bahia, porque ele sempre quer ir a Itapuã para comer acarajé da Cira. Como sou do Sudeste dos Estados Unidos, onde fritamos tudo, adoro umo acarajé bem frito, cheio de vatapá e salada e pimenta, com um bolinho de estudante para sobremesa e uma lata de Guaraná Antárctica estupidamente gelada...  que gostoso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acho que vou ter tantas saudades dessas comidas porque cada merenda, cada prato leva uma lembrança feliz do meu tempo aqui no Brasil. Quando penso em alguma coisa que eu comi aqui, me lembro de novos amigos, duma música bonita, duma noite divertida de dançar, duma praia que parece um paraíso, duma viagem louca... e começo a chorar porque tenho que me despedir de tudo e não quero. Mas pelo menos vou emagrecer um pouco quando eu voltar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-7639758106468623134?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/7639758106468623134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=7639758106468623134' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/7639758106468623134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/7639758106468623134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/06/um-elogio-comida-brasileira.html' title='Um elogio à comida brasileira'/><author><name>Caitlin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03756085834892168337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-2067303259297668820</id><published>2008-06-05T19:54:00.000-03:00</published><updated>2010-09-23T17:58:20.125-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blog'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='português'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esporte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação entre pares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saudade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seu Drake'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='praia'/><title type='text'>Cheio de saudade</title><content type='html'>Eu creio que a vida é lembrada através dos momentos individuais.  Como desaparecem as lembranças ruins e só restam as boas durante os meses e anos, a memória demonstra as suas tendências simplificadoras e, enfim, mentirosas.  É por isso que eu queria colocar aqui não minhas impressões gerais do Brasil, que vão ficar mais claras com o passar dos anos, mas alguns momentos inesquecíveis: os elos numa série de acontecimentos transitórios que, numerados suficientemente, fazem um semestre inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais recente na minha mente é o final da Liga dos Campeões.  Eu estava sentado num barzinho no Porto da Barra, com uns amigos americanos e uma cerveja brasileira.  A hora do jogo, que foi contestado na Rússia entre o Manchester United e o Chelsea F. C., coincidiu com o pôr-do-sol baiano, então também assisti a essa outra maravilha pela porta aberta do bar.  Embora o Brasil não tivesse nada a ver com o resultado daquele jogo, eu me alegrei que o Manchester United ganhasse, e que John Terry e Cristiano Ronaldo, dois dos meus jogadores mais detestáveis do mundo, perdessem os seus pênaltis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu estava começando a aprender português (faz quase dois anos), o primeiro artista brasileiro que eu conheci, além dos “imortais” que costumam ser chamados por um nome só (Chico, Caetano, etc.), foi uma banda pernambucana que se chama Nação Zumbi.  Mal entendi o nome da banda, quanto mais a letra, mas Da lama ao caos entrou rapidamente na minha lista imaginária dos melhores discos que eu já tinha ouvido.  A mistura do guitarra rock e da percussão tradicional, com um vocalista parecido com Zach de la Rocha da banda americana Rage Against the Machine é irresistível para mim.  Vocês podem imaginar que ter assistido um show da banda na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, como eu fiz em maio, mesmo sem o falecido Chico Science, foi uma realização de um sonho enorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último momento para descrever aqui é um momento em fevereiro, antes de chegar a Salvador.  Num sábado, eu acordei muito cedo para ir pra praia com alguns amigos em São Paulo, mas ninguém quis acordar, apesar de terem planejado esse passeio comigo a noite anterior.  Já bem acordado, eu resolvi andar pelo parque do Ibirapuera, cuja beleza na luz da manhã ainda está comigo.  No meio da maior cidade do Brasil, eu parei numa ponte, olhei para os peixes lá em baixo, e respirei fundo, aproveitando o limpo ar matutino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-2067303259297668820?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/2067303259297668820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=2067303259297668820' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/2067303259297668820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/2067303259297668820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/06/cheio-de-saudade.html' title='Cheio de saudade'/><author><name>Seu Drake</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15458280472582715398</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-1488522746576499277</id><published>2008-06-05T17:37:00.000-03:00</published><updated>2010-09-23T17:58:20.129-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gabriela Cravo e Canela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida noturna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saudade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esporte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação com brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ônibus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dança'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paisagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teatro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='praia'/><title type='text'>Saudades</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: arial; color: rgb(153, 51, 153);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Saudades não têm fim. Sempre que você sai de algum lugar, sente a falta de algo. Desde os oito anos, eu não moro com a minha mãe, e desde então sempre senti de certa maneira que eu era uma cigana. Não que eu não tinha casa, não é isso, mas que o meu lar ia comigo. Onde ela mudasse, era de fato um novo lar para ser descoberto e visitado. Faz cinco anos que eu saí da casa de meu pai. Desde que eu saí da cidade onde morava havia dezoito anos, só voltei duas vezes, sinto saudades dela. Morei um ano no Panamá, dois anos &lt;st1:personname productid="em Nova Iorque" st="on"&gt;em Nova Iorque&lt;/st1:PersonName&gt;, um ano aqui, e volto para mais um ano &lt;st1:personname productid="em Nova Iorque. Meu" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em Nova Iorque." st="on"&gt;em Nova Iorque.&lt;/st1:PersonName&gt;  Meu&lt;/st1:PersonName&gt; pai mora a seis horas de carro da minha faculdade, a minha mãe mora a seis horas de avião. Minha família hospedeira no Panamá mora a oito horas de avião, e a minha família aqui no Brasil, mora a mais ou menos dez horas viajando de avião. Saudades são parte da minha existência, onde eu for sempre será outro lugar para o qual eu sentirei saudades. Mas estou achando neste momento que Salvador vai fazer mais falta para mim do que todos os outros lugares. Óbvio que eu adoro esta cidade. Especificamente?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial; color: rgb(153, 51, 153);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Agora a lista:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;ul style="margin-top: 0cm; font-family: arial; color: rgb(153, 51, 153);" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pessoas      jogando futebol na praia dia de domingo enquanto um grupo de samba toca      num barzinho na Orla, e um homem vestido de camisa dizendo “Segurança”      samba no meio da rua principal. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beiju      dos Artistas, especificamente o Carlinhos Brown&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aula      de dança Afro-brasileiro, com a banda tocando “ao vivo”&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;A ilha de Itaparica&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Açaí,      quatro reais por 300 ml&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esperando      o ônibus, onde for, sempre pode assistir às pessoas e a seu comportamento.      O mendigo bebendo cachaça às duas da tarde no domingo, informando o pessoal      sobre qual ônibus precisa pegar para chegar a tal lugar. “Bêbado mas está      sabendo” eles comentam. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A      Fonte Nova e assistir aos jogos da Bahia, mas muitas pessoas têm saudades      disso.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;O Ramma, comida natural&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Doce      Sonhos, bolo&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Acarajé      no Rio Vermelho&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Beco      das Artistas, que viagem! &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Show      na Concha Acústica &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Peça      no Vila Velha&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sorvete      na Ribeira&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;MTV      Brasil, meu amigo eterno aqui&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Feijão      cremoso feito por Natalia&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Prática      de comprar qualquer remédio que você quiser sem prescrição &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Capoeira,      que teve um grande papel na minha vida brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Morar      ao lado do mar, passar por ele no ônibus às vezes duas o três vezes por      dia, ver a vida que passa ao lado dele, pessoas vendendo, carregando,      fazendo exercícios, esperando, beijando ao lado dele. Não vou ver um mar      sem pensar em Iemanjá agora. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Principalmente,      mais de tudo isso, vou ter saudades das pessoas que fizeram parte da minha      vida aqui. Brasileiros criam um povo muito único, perigoso, e ao mesmo      tempo muito amoroso, alegres mas trabalhador, que geralmente passa uma      vida dura com bom humor. Isto sim é talento. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;  &lt;p style="font-family: arial; color: rgb(153, 51, 153);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Até logo Bahia, eu te AMO.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-1488522746576499277?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/1488522746576499277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=1488522746576499277' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1488522746576499277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1488522746576499277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/06/saudades.html' title='Saudades'/><author><name>Gabriela Cravoecanela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11533569037872778047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-6567138193107283554</id><published>2008-06-03T20:29:00.002-03:00</published><updated>2010-09-23T17:05:11.373-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rhea'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interlíngua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação com brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hospitalidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='turista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='praia'/><title type='text'>O MEU PAI NA BAHIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GK9bcnVP8Zg/SEXU2Yr3nxI/AAAAAAAAAA0/0EDvHclWkHY/s1600-h/91099-urlauber-fat-suit-tourist-fat-suit%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207802574928322322" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GK9bcnVP8Zg/SEXU2Yr3nxI/AAAAAAAAAA0/0EDvHclWkHY/s320/91099-urlauber-fat-suit-tourist-fat-suit%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#cc6600;"&gt;O meu pai é ótimo para bater papo. Bater papo: sim. Relacionar-se com outros num nível profundo e espiritual: não tanto. Se você quiser bater papo como ele sobre qual universidade vai freqüentar, o fato de que o tempo anda frio para burro recentemente, ou para onde vai de férias: beleza. Ele também é anatomicamente incapaz de sentir vergonha; eu aposto que houve uma mutação genética quando nasceu. Todas essas características parecem se manifestar quando nós viajamos juntos num país onde não se fale inglês e estamos perdidos. Um exemplo de primeira seria quando meu pai e eu estávamos visitando uma universidade em Guadalajara, no México e precisávamos de indicações. Embora eu fale espanhol e ele não, ele sentiu a necessidade de gritar em “espanhglês” lastimável para um local, usando gestos exagerados e pulando entusiasmadamente, que estávamos perdidos e, por gentileza, o senhor poderia nos ajudar? Enquanto isso, eu estava escondendo o rosto vermelho nas mãos dos espectadores, fingindo estar extremamente interessada no fiapo do meu cardigã. Tal circunstância tende a ocorrer uma quantidade inumerável de vezes por ano. Agora, recentemente me ocorreu a idéia do meu pai aqui na Bahia, imaginando como ele seria recebido. De repente eu me lembrei de uma experiência quando eu tinha acabado de chegar na Bahia. Uma amiga e eu perambulamos por uma extensão de praias, incapazes de encontrar a barraca especial que procurávamos. Uma mulher roliça e bem bronzeada, com a pele lubrificada e os olhos agradáveis, deu uma olhada para nós, consciente de que não éramos soteropolitanas. Ela perguntou se nós precisávamos de ajuda, e ao ouvir aonde precisávamos ir, ela se levantou, nos guiou à barraca adequada, batendo papo o tempo todo sobre a preguiça do marido dela, até alcançar a nossa barraca. Aí, ela comprou a bebida preferida dela, para todas nós. Agora, essa história não foi a primeira vez, nem a última que alguém daqui nos mostrou tanta hospitalidade. Ações parecidas de hospitalidade, muitas vezes simples e sem fingimento, ocorreram durante toda a minha estadia na Bahia. Da minha experiência, há poucos lugares no mundo onde a hospitalidade seja tão comum e até trivial, esperada. Aí um pensamento bizarro entrou na minha mente, Será que meu pai, potencialmente vestido de roupas combinadas mal, equipado com os acessórios “necessários” de um turista gringo (chapéu de palha e meias com sandálias) seria . . . verdadeiramente . . . recebido com cordialidade e respeito aqui??&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-6567138193107283554?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/6567138193107283554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=6567138193107283554' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/6567138193107283554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/6567138193107283554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/06/o-meu-pai-na-bahia.html' title='O MEU PAI NA BAHIA'/><author><name>Rhea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03853402078079469206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_GK9bcnVP8Zg/R-mOsiHy-vI/AAAAAAAAAAM/7TPrv0ElzCY/S220/Wallace%2520and%2520Gromit%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GK9bcnVP8Zg/SEXU2Yr3nxI/AAAAAAAAAA0/0EDvHclWkHY/s72-c/91099-urlauber-fat-suit-tourist-fat-suit%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-4738007645723730873</id><published>2008-06-03T18:17:00.001-03:00</published><updated>2010-09-23T17:57:54.455-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adaptação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escravidão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alanna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='raça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empregada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='classe'/><title type='text'>“Traga o Sal, Por Favor”</title><content type='html'>Na minha casa, quem é que lava a roupa, às vezes à mão, que cozinha todos os almoços e jantares, que entrega a comida para a mesa como uma garçonete, que lava a louça, que passa a roupa, que limpa o banheiro, os quartos e a cozinha, que lava o chão... ? Não é minha “mãe” hospedeira ou meu “pai” hospedeiro. É Clarissa, nossa empregada doméstica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de estar no Brasil por quase cinco meses, a coisa a qual eu ainda não consigo me adaptar é a cultura de ser servido. Nos Estados Unidos, é extremamente raro ver uma empregada doméstica trabalhando na casa de uma família. Em geral, a mãe da família é a líder em termos de trabalho de casa, e ela divide as tarefas diferentes entre os membros da família. Aqui, ter uma empregada doméstica é muito normal para famílias de classe média. Não é visto como um signo de riqueza extrema como costuma acontecer muitas vezes nos Estados Unidos. Aqui, ter uma pessoa ajudando na casa é visto como ordinário e necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, existe a idéia de que é apropriado para algumas mulheres fazer algumas coisas, e outras mulheres, outras coisas. Uma ideologia brasileira que tem raízes nos tempos de escravidão é que fazer o trabalho de casa não é apropriado para a mulher de casa, antigamente a esposa branca do senhor da fazenda. O limpar e lavar eram vistos como trabalho designado para uma mulher de fora, antigamente a escrava preta ou parda, e hoje em dia em Salvador, a empregada doméstica preta ou parda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, durante o dia-a-dia no meu apartamento, a situação à frente de meus olhos parece ser uma cena dos tempos da escravidão. Uma família branca sentada na mesa, comendo comida deliciosa, mas não feita por nenhuma pessoa que está comendo. É feita pela empregada afro-descendente. A cada cinco minutos, alguém decide que precisa de alguma coisa da cozinha, mas não levanta para pegar, claro que não. É o dever de Clarissa. “Ô Clarissa, traga o sal,” “Ô Clarissa, traga o suco,” e ela vem da cozinha, trazendo a coisa pedida à mesa. A melhor cena é quando Clarissa está cozinhando o almoço e minha mãe hospedeira, sentada e assistindo televisão, decide que ela quer comer. “Clarissa, eu realmente estou com fome.” A resposta: “Está quase pronto, senhora,” e ela continua cozinhando.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Às vezes, me sinto frustrada ao observar este relacionamento entre donos de casa e mulher na posição de servidão. Eu sei que ela é paga, mas para mim, não resolve o fato ela está servindo as pessoas da família cada dia, e essencialmente realizando as mesmas tarefas feitas por escravas domésticas, um século e vinte anos atrás. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eu acho uma coisa alarmante que muitas pessoas brasileiras, especialmente homens nunca aprendem cozinhar ou limpar porque, quando estão morando com a família, a mãe e a empregada fazem estas coisas, e quando se casam e têm casa própria, a esposa ou a empregada fazem. Nos Estados Unidos, um das qualidades mais valorizadas é a independência e a capacidade de estabelecer uma vida própria. Eu sempre tive orgulho de que eu podia fazer quase qualquer coisa para mim mesma. Minha mãe me ensinou a lavar minhas roupas quando eu tinha doze ou treze anos, e eu tenho estado lavando minha roupa para mim mesma desde aquele ano. Eu sei cozinhar se eu precisar cozinhar. Eu sei limpar se eu precisar limpar. Aqui, quando eu falo com pessoas brasileiras sobre estas coisas, ficam surpreendidas que uma pessoa de minha idade já sabe como cuidar de si mesma e fazer trabalho de casa, e não tem uma empregada doméstica que faz estas tarefas. Eu já aprendi que a cultura de ser servido é uma parte importante da cultura brasileira, mas isso é uma coisa à qual eu vou sempre ter dificuldade me adaptar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-4738007645723730873?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/4738007645723730873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=4738007645723730873' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/4738007645723730873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/4738007645723730873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/06/traga-o-sal-por-favor.html' title='“Traga o Sal, Por Favor”'/><author><name>Alanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02008266423190697963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-2572426096019849222</id><published>2008-06-02T12:44:00.000-03:00</published><updated>2010-09-23T17:57:54.457-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='choque cultural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação entre pares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='raça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kyle'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empregada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='classe'/><title type='text'>As Portas da Percepção</title><content type='html'>“Vocês têm que se acostumar com o fato de que a maioria das famílias com as quais vocês vão morar são brancas, e que essas famílias vão ter uma empregada que é negra,” falou o diretor do nosso programa quando chegamos aqui em Salvador.&lt;br /&gt;            “É mesmo?” perguntou Aristóteles do fundo da sala.&lt;br /&gt;            “Você veio de onde? Eu achava que você não voltaria mais, sobretudo depois da vergonha que você tem causado nos últimos quatro centos anos aqui. Vá embora, vá!” o diretor gritou para Aristóteles.&lt;br /&gt;            “Se você e o resto da sociedade aqui no Brasil quiserem ir reproduzindo toda a bobagem que eu produzi faz mais que dois mil anos, fiquem a vontade. Mas todo o mundo já sabe que o fundamento teórico de meus ensaios sobre a escravidão é bem fraco, e todas as teorias das ciências físicas, naturais, e sociais já arrasaram a besteira que eu usei para justificar a escravidão e o uso de empregados no lar doméstico. Agora a gente sabe que não existe uma raça ou um tipo de pessoa que é melhor que as outras para a mão-de-obra física, mas que a sociedade vai criando e recriando o tipo de corpo que é usado para as tarefas manuais. A gente também não aceita mais a idéia de um sistema que usa a cor da pele como maneira de diferenciar as pessoas. Porém, parece que você quer ensinar esses estudantes que esses erros não têm nada demais, então vá-la!” E aí, ele desapareceu.&lt;br /&gt;            “Desculpe, gente, eu estava dizendo o quê?&lt;br /&gt;            De repente, Immanuel Kant apareceu na porta.&lt;br /&gt;            “Quem convidou você?” o diretor perguntou.&lt;br /&gt;            “A luta dos últimos quatro mil anos dos escravos, dos explorados, e dos oprimidos me convidaram. Aqui no Brasil, vocês estão continuando a criar esses grupos de pessoas da pior maneira possível. Vocês não entendem o princípio mais básico da organização dos seres humanos. É o princípio que deve ser encontrado no centro de toda relação pessoal, e que deve governar a sociedade. Esse princípio diz que os humanos nunca podem ser os meios para um fim. Ou seja, não se pode usar os humanos só com a intenção de aumentar os lucros, eficiência, ou mesmo a felicidade de um outro humano. Em lugar disso, os humanos são os fins mesmos de uma ação. A relação de duas pessoas leva em conta a humanidade de cada pessoa, a qual exige um direito universal de ser considerada a última meta em todo negócio.”&lt;br /&gt;            “Desculpe, amigo, pode fechar a porta aí?” pediu o diretor.  “Tem um vento particularmente forte hoje.”&lt;br /&gt;            Contudo, antes de ele poder começar a falar de novo, Karl Marx entrou pela janela e virou-se para a gente.&lt;br /&gt;            “Oi pessoal,” ele começou. “Eu tenho passado os últimos quinhentos anos observando as relações humanas dentro do Brasil. Que desordem! A maior parte das famílias aqui de classe media tem uma empregada. Essa empregada tem que viajar todo dia do bairro dela para um bairro no centro da cidade, e essa viagem é normalmente muito longa. Na casa do empregador, ela tem um papel bem desfavorável. Ela cozinha, mas do jeito que a dona da casa quiser. É a mesma coisa com a limpeza e com as outras tarefas na casa. Todo o trabalho que ela faz é para o empregador e não faz nenhuma diferença na vida dela a não ser pela satisfação do empregador. Além disso, ela trabalha num lugar desvinculado de todas as pessoas na comunidade dela. Portanto, qual é o resultado de todas essas circunstancias? A empregada fica alienada da comunidade dela, o trabalho dela, e finalmente de si mesma. Por isso, esse sistema faz com que todos os donos de capital tirem a humanidade da força de trabalho e alienem eles de todo aspecto da vida delas. Para os trabalhadores ganharem a humanidade deles de novo, eles têm que conseguir propriedade sobre o próprio trabalho deles.”&lt;br /&gt;            “Karl, você é tão chato. Gente, eu...” o diretor começou de novo. Mas eu não estava escutando. Eu estava indo buscar acarajé com Karl, Immanuel, e Aristóteles e escutando eles enquanto eu pensava mais sobre o choque de cultura que me esperava todo dia na porta da casa da minha família de classe média alta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-2572426096019849222?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/2572426096019849222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=2572426096019849222' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/2572426096019849222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/2572426096019849222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/06/as-portas-da-percepo.html' title='As Portas da Percepção'/><author><name>Kyle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13846397203690417341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-2413558238476331899</id><published>2008-06-01T18:05:00.000-03:00</published><updated>2010-09-23T17:57:54.460-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gabriela Cravo e Canela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='choque cultural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intertexto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blog'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saudade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='classe'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adaptação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='português'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação com brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ônibus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empregada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><title type='text'>O Choque Cultural</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: arial; color: rgb(204, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Kalvero Oberg foi um antropólogo do século XX, mais conhecido pela identificação das fases de “choque cultural.” Mas, que é o choque cultural? Nascendo num país, você é criado com hábitos e opiniões que você realmente nem percebe. Quando chegar num outro país, a pessoa começa a descobrir que nem todo o mundo foi criado com os mesmos hábitos, comidas, costumes, estações, vocabulário, etc. Oberg identificou cinco fases deste processo de descobrimento, os quais o estudante de intercâmbio geralmente vive sem saber o “porquê” dos sentimentos que passam pela cabeça dela. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial; color: rgb(204, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As fases:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial; color: rgb(204, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Primeira fase: “the honeymoon phase” o a “fase de lua de mel”- Chegando no aeroporto em Salvador, eu sabia que Brasil ia ser o lugar perfeito para mim. Nunca esquecerei a viagem no táxi do aeroporto até Ondina, onde passaríamos os primeiros dias. Tudo era diferente, tropical, lindo, e nada poderia ter aparecido feio, sujo, ou bagunçado. Sabíamos que o motorista de táxi ia tentar cobrar a mais, já nós avisaram disso antes de chegar no país, então não íamos pagar nem a mais nem a menos do que deve ser. Sabíamos que o Brasil “é muito perigoso” e que não seria “boa idéia” sair do hotel as primeiras noites. Sabíamos que a família que nos adotou ia ser perfeita também. O local era lindo, duas irmãs, um pai, uma mãe, algo que nunca vivei na minha vida: uma família completa, um apartamento grande, chique, no centro duma cidade. Tinha empregada, mas ela parecia muito feliz, quase uma parte da família, ainda que não almoçasse com a gente e ficasse de pé servindo até a hora de ela almoçar na cozinha, sozinha. Mas isso era “normal” no Brasil, já me disseram que ia ser assim. Tudo ia ser perfeito.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial; color: rgb(204, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Segunda fase: “Rejection” ou “Rejeição”- Os ônibus nesta cidade são impossíveis de aprender a usar. Minha mãe brasileira me falou que tinha que pegar ônibus na Reitoria da UFBA para chegar à minha aula em Ondina, mas ela só anda de carro e não sabe nada de ônibus, a família inteira anda de carro. Eu esperei no ponto, e com o melhor português que eu pude falar, perguntei mil e poucas vezes, &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial; color: rgb(204, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-você passa na Ufiba?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial; color: rgb(204, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-onde??????&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial; color: rgb(204, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Ufiba?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial; color: rgb(204, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-ONDE?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial; color: rgb(204, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-ufiba.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial; color: rgb(204, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- AHHHHHHH, UFBA, não, você tem que esperar no outro ponto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial; color: rgb(204, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Fui ao outro ponto, e o processo continuou, cada motorista falou “outro ponto”. Começou a chover (chegamos aqui no “inverno”- o que significa somente uma coisa em Salvador: chuva). Molhada, frustrada, e chegando no mesmo ponto onde comecei quase uma hora antes, peguei Vilas do Atlântico, e cheguei ao campus cinco minutos depois.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial; color: rgb(204, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ainda tenho dias aqui como aquele, e só posso falar uma coisa, que “este dia não vai funcionar.” &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial; color: rgb(204, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Terceira fase: “Regression” ou “Regressão”- Chegando em casa depois do fiasco com o ônibus, não sabia o que fazer. Não tinha muitos amigos, não deu para sair. A família ficava nos quartos deles, e eu não queria invadir a privacidade de ninguém. Ligue a televisão e achei o MTV Brasil, e “Punk´d” estava passando naquela hora, em inglês com legendas em português, as quais eu podia ignorar. Foi quinta-feira, e dia que a família comia Mcdonald em casa, uma tradição que eu nunca cheguei a entender. Minha irmã brasileira passou no meu quarto só para deixar o hambúrguer e voltou para o quarto dela. Ai eu fiquei no quarto, comendo Mcdonald e assistindo “Punk´d” em inglês, confundida porque eu estava estudando exatamente no Brasil. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial; color: rgb(204, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quarta fase: “Recovery” ou “Recuperação”- Eu não gosto de Mcdonald, realmente nunca o como nos Estados Unidos, e prefiro muito mais ao acarajé. Não moro mais com aquela família, e adoro a carioca que me adotou este semestre, a qual prefere andar pela casa só de calçinha, que figura! Adoro os dias que “não funcionam,” porque eu sei que estou em Salvador quando passo um dia maluco procurando um banco que não tem fila enorme, ou uma aula que ao final foi cancelada, ou um ônibus que me levaria ao local errado, ou quando saio de casa só com quatro reis e pego ônibus errado e quando chego ao Iguatemi, chego a descobrir que não posso tirar dinheiro com o cartão porque foi bloqueado pois os números foram roubados, e não tenho mais dinheiro para pegar ônibus. Aí, eu ligo para minha amiga para me buscar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial; color: rgb(204, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tem dias aqui que eu nunca esquecerei, nem mudaria para nada. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="color: rgb(204, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Quinta fase: “Reverse Culture Shock” ou “Choque cultural ao voltar”- O Brasil me ensinou muito sobre a minha própria cultura. Morar num outro país é quase como viver com um espelho sempre colocado na frente da sua cara; você pode ajustar como você se comporta, mas sempre será diferente. A coisa é que já me acostumei como funcionar nesta sociedade, nesta língua, nesta roupa, com este dinheiro, comendo esta comida. Aprendi a beijar duas vezes na cara quando conhecer alguém, a entrar no ônibus na porta de trás e descer na da frente, a não tocar a comida com as mãos nem comer enquanto andar pela rua, e vai ser difícil voltar a tudo que eu conhecia antes do Brasil. Mas isto é assunto para o próximo blog: “de quê eu vou ter saudades”.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-2413558238476331899?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/2413558238476331899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=2413558238476331899' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/2413558238476331899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/2413558238476331899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/06/o-choque-cultural.html' title='O Choque Cultural'/><author><name>Gabriela Cravoecanela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11533569037872778047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-804563903725200494</id><published>2008-06-01T16:16:00.001-03:00</published><updated>2010-09-23T17:58:20.130-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='choque cultural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adaptação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blog'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='leitor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação entre pares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação com brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Julie'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='praia'/><title type='text'>Cultura de Paranóia *</title><content type='html'>* (Gente, coloquei três blogs agora...desculpe por atraso!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento em que você sabe que você vai ser assaltada, o corpo é imobilizado, completamente imobilizado, a mente está correndo, e você sente que o tempo parou.  As manifestações de seus movimentos, decisões, e reações a maioria das vezes, são instintivas, não culturais.  Às vezes a situação formada que dá um assaltante a oportunidade de assaltar alguém é construída pela informação cultural daquela pessoa.  Às vezes parece que a pessoa não é muito inteligente, mas por outro lado, a informação da cultura dessa pessoa influenciou as suas decisões.  Por exemplo, na quinta feira passada, eu fui à ilha de Itaparica com meus amigos, alguns americanos do programa e alguns americanos visitando a gente.  A gente chegou à praia com todas as pessoas dos restaurantes e bares perturbando a gente, então seguimos a praia até a parte com menos gente (de verdade, sem ninguém).  Depois de alguns minutos todo mundo estava na água menos eu e minha amiga.  Estávamos lá na praia batendo o papo quando minha amiga olha na mata atrás da gente e me falou “tem alguém olhando para a gente”.  Nesse momento, não teve jeito.  Nós duas pensamos “puxa, somos idiotas aqui sozinhas nessa praia deserta com todas as coisas.”  Logo no momento em que peguei minha mochila, o homem na mata se levantou e falou “me dá a bolsa,” mostrou uma facão, e pegou a mochila de nosso colega.  E foi assim que fui assaltada a primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes me sinto bem acostumada com a vida aqui, minha vida brasileira.  Não consigo pensar numa coisa cultural que é chocante para mim, mas depois me lembro que não é uma coisa, é um estilo de vida que é chocante e ao qual é difícil de se acostumar.  Para mim a parte da vida brasileira ou a vida de Salvador mais difícil de entender e me acostumar é a possibilidade de perigo que sempre presente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa chocante não é só o fato de que essa cidade é perigosa, a coisa chocante é que pessoas nunca se acostumam com a realidade de perigo e vivem a vida carregando essa preocupação.  Minha mãe me falou outro dia que ela sempre tem que passar numa rua no caminho para casa em que ela já viu várias vezes meninos da rua brigando entre si com pedaços de madeira.  Ela falou que ela “morre de medo cada vez”.  Como pode viver assim, morrendo de medo cada dia da vida?  Ela também me contou várias historias de pessoas sendo assaltadas na frente de nosso prédio.  Uma vez alguém levou uma mochila, outra vez, um carro, outra vez os tênis dum rapaz andando na rua.  Como uma pessoa agüenta a possibilidade de ser assaltada cada dia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-804563903725200494?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/804563903725200494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=804563903725200494' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/804563903725200494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/804563903725200494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/06/cultura-de-parania.html' title='Cultura de Paranóia *'/><author><name>Julie</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12180551487959284136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-5402794138727828406</id><published>2008-06-01T16:10:00.001-03:00</published><updated>2010-09-23T17:57:54.463-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intertexto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religiosidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida noturna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EUA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Julie'/><title type='text'>e as mulheres?</title><content type='html'>Estudo numa faculdade de mulheres lá nos EUA (acho que já falei isso).  Não escolhi estudar lá para uma razão especifica e nem estava pensando em estudar numa faculdade de mulheres, mas desde entrando na Mount Holyoke, senti que lá é como qualquer outra faculdade pequena, até senti normal que não tem homem lá.  Depois alguns meses na minha faculdade, uma pessoa se acostume.  A falta de homens não passa na mente e o ambiente da faculdade como “uma comunidade de mulheres diversas” começa a representar a visão do mundo.  Em três anos estudando lá, comecei perceber e questionar alguma coisa durante as férias da faculdade: Onde são as mulheres (ou quero dizer, onde são as lésbicas)?! Voltando a minha cidade para as férias de verão eu não senti nada irregular com um mundo cheio de homens, não percebo que faltam homens na faculdade, mas não me surpreende quando homens reentram no mundo fora da faculdade.  O que percebo como estranho é que no mundo "normal", não tem lésbicas!  Agora, alguém vai me perguntar, “Julie, como você sabe que não tem lésbicas?  Você está perguntando cada mulher se ela é lésbica?”  Bem, talvez o mundo a fora também seja cheia de lésbicas, mas não como a faculdade.  No “mundo real” percebo que não existem tantas mulheres que se vestem um pouco mais ambígua ou até como um homem.  Mas nos momentos raros em que uma lésbica me passa na rua, eu penso primeiro, “que saudades desse povo”, e segundo, “onde é o resto das mulheres”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como minha mãe escreveu para mim uma vez (quando ela estava tentando demonstrar que ela não era tão ocupada com minha sexualidade), “a faculdade é para aprender idéias novas e decidir se você aceita ou rejeitar essas idéias”.  Quero dizer que o ambiente de lésbicas não é a única razão que minha visão do mundo mudou.  Também na faculdade aprendi (aprendemos, acho que temas de sexualidade são uma parte do currículo de cada estudante na Mount Holyoke ainda se não escolhessemos esse tema) uma visão da sexualidade que não é em termos de branco e preto, hetero e homo.  Essa visão de um espectro ou uma fluidez era contrario da visão que aprendi na igreja católica e na cultura rural e conservador de minha cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa aula aqui, uma professora convidada veio falar sobre mulheres no Brasil. Entre alguns estudantes, discutimos a falta de um movimento lésbica.  Comentamos que já vimos e ouvimos, pelo menos um pouco sobre a situação dos homens gays, do movimento gay, mas tudo em termos de homem.  Por que o mundo não parece ter espaço pela lésbica?  Por quantos personagens de homens gay na televisão e filme são quantos personagens lésbicas?  Acho que é obvio que minha visão do mundo é um pouco fora do “normal”, mas ainda acho que minha pergunta é valida.  Nas duas culturas do Brasil e os EUA sempre parecem ter um espaço (ainda se seja pequeno) maior para os homens gays do que as lésbicas?  Por que?  E de novo, vou perguntar, “Salvador, onde estão as mulheres?” (mas, por favor, não me responde, no Beco dos artistas. Estou perguntando em geral!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-5402794138727828406?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/5402794138727828406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=5402794138727828406' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/5402794138727828406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/5402794138727828406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/06/e-as-mulheres.html' title='e as mulheres?'/><author><name>Julie</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12180551487959284136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-3663301639395573001</id><published>2008-06-01T16:05:00.002-03:00</published><updated>2010-09-23T18:00:13.466-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='clima'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida noturna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pertença'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação entre pares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='email'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EUA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tecnologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Julie'/><title type='text'>"Você é o que você come"</title><content type='html'>Talvez no Brasil, essa expressão não seja comum, mas é verdade, né? Um dia eu parei e tive um insight, “Eu voltei ao Brasil só para comer mais frutas e beber mais suco!” Depois de alguns minutos pensando nisso, pensei, “Esse motivo para voltar é suficiente para mim,” e continuei com minha vida. Não acho que estou enganada que comida é uma coisa muito importante na identidade dos brasileiros (ou do mundo). O outro dia estava conversando com um colega meu e ele me perguntou primeiro, “Você está aqui há quanto tempo?” e depois, “Você já experimentou as frutas?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também na área de intercâmbio cultural, percebi que a comida é um dos temas mais discutidos. Quando não tenho nada para escrever a minhas irmãs, minha irmã Lizzie escreve, “Julie, escreva qualquer coisa, mas mais de qualquer coisa quero saber o que você está comendo!” Um amiga da faculdade me pediu que lhe enviasse um e-mail,, mas não sei onde começar. Ela respondeu assim, “Vou escrever perguntas e você vai respondendo. Pergunta 1: Você comeu o que na café de manhã? Pergunta 2: Você comeu o que no almoço...” Então, agora eu tenho o costume de escrever emails assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Acordei tarde (como sempre), tomei banho, e tomei café. Lá, sempre tomava café rápido, mas aqui, porque não tenho nada muito importante para fazer, demoro com a comida gostosa. Primeiro, comi uma maçã, depois uma laranja, uns pedaços de mamão, e duma manga. Ooooo o outro dia minha mãe comprou pinha!!!!! Hummm, também comi uma banana (que comi com manteiga de amendoim...algumas coisas não gosto de viver sem). Depois, comi pão com queijo e presunto, que esquentei no forno. Terminei com suco de maracujá.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os emails, de vez em quando, explicam alguma coisa sobre minhas aulas ou meus amigos, mas sempre volto ao tema mais importante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A gente estava andando pela orla, eu ia para casa, mas Kyle falou alguma coisa sobre tapioca e acabamos na esquina com Beijo dos Artistas (não estrelas). Comemos Caetano Veloso (queijo, coco, e manteiga com orégano se lembra de pedir) e Carlinhos Brown (queijo, brigadeiro e coco). A gente viu ele num show e o dia seguinte comemos ele! Depois estava com sede então fomos para Açaí da Barra (onde o suco é mais barato, mais gostoso, e as moças são mais amáveis) no lado de Suco 24 horas. Nossa amiga Tainá falou, “Vocês sabiam que na próxima vez podemos pegar a tapioca e trazer para o Suco?” Que idéia maravilhosa! Depois a moça de Açaí falou, “Vocês sabem que pode pedir a tapioca e os moços trazem para cá?” Sabia não!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ultimo email, pensei que não estava escrevendo sobre comida...mas estava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A gente (todo mundo sabe que a gente quer dizer, eu, o Kyle, e a Karin) estava na casa de Kyle olhando as fotos de nossos amigos até 3 horas de manhã. Eu e a Karin começamos ir para casa, mas antes disso tivemos que decidir o plano para o dia seguinte, então feijoada foi discutida. No momento, Kyle parou, olhou para a gente, e falou, “Feijoada 24 horas, vamos nessa?!” A gente, “Vamos!” No elevador descendo Karin comentou, “Brasil é perfeito né, você nunca tem que se preocupar com o tempo, sempre faz calor e não tem que trazer casaco ou nada.” Começamos andando para Barra (idéia brilhante dos gringos). No meio do caminho, no lado do Hospital Portuguesa, começou a chover, forte. Escondidos no lado duma banca de jornal, esperamos a chuva passar. Quarenta e cinco minutos se passaram...e a chuva não. Comentei varias vezes, “O que estamos fazendo aqui!” Finalmente decidimos ir andando na chuva. Passamos Shopping Barra mas o B e a A estavam piscando e a placa ficou assim: Shopping rra Shopping Barra Shopping rra. Kyle estava dirigindo um carro imaginário. Chegamos no restaurante de feijoada 24 horas (completamente doidos) e pedimos a feijoada para 2 pessoas que dá para 10. Comemos feijoada para o café da manhã porque já eram 5 horas de manhã. Fui para casa a pé, na chuva. Dormi. Acordei às 12, comi de novo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez minha identidade relacionado à comida não foi tão forte antes de conhecer Kyle e ler os emails de minha irmã Lizzie, que só conta o que ela ou qualquer pessoa comeu, mas comida faz parte do dia-a-dia. Se é parte de todo dia tem que ser uma coisa especial. Sempre lembro quando o dia não é perfeito e sinto que quero ir para casa (a casa lá nos EUA), paro e lembro que em casa não tem acarajé.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-3663301639395573001?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/3663301639395573001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=3663301639395573001' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/3663301639395573001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/3663301639395573001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/06/voc-o-que-voc-come.html' title='&quot;Você é o que você come&quot;'/><author><name>Julie</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12180551487959284136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-944878801759508304</id><published>2008-06-01T12:45:00.002-03:00</published><updated>2010-09-23T17:50:43.406-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='choque cultural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adaptação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Katie'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='TV'/><title type='text'>Domingão do Choqão</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jOU5CdRW-xw/SELGo6ohWTI/AAAAAAAAAAY/0e3Ia9VvQ7Q/s1600-h/0,,2638631,00.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206942525429995826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jOU5CdRW-xw/SELGo6ohWTI/AAAAAAAAAAY/0e3Ia9VvQ7Q/s320/0,,2638631,00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Qualquer pessoa que já tenha ligado a televisão de tarde num Domingo no Brasil provavelmente já viu a porcaria que é o Domingão do Faustão. A primeira vez que eu vi aquilo, nem acreditei que era de verdade.&lt;br /&gt;“Que coisa mais ridícula,” eu pensei ao ver o cara, Faustão, que mais parece com um sapo enorme na frente de trinta mulheres, magras, bonitas e, é claro, pouco vestidas. Durante o show, o qual eu ainda não consegui assistir na sua inteireza, as mulheres, nas suas saias curtíssimas e tops brilhantes, dançam atrás de Faustão, que apresenta pessoas com talentos estranhos e entrevista músicos e estrelas de novelas.&lt;br /&gt;A primeira coisa que surgiu na minha mente naquele momento foi, “Por que Faustão não tira a camisa dele e dá suas entrevistas enquanto samba em saltos extremamente altos?” Me pareceu uma injustiça enorme que, enquanto um homem, completamente vestido faz um show, um monte de mulheres usando pouco mais que biquinis e sapatos com saltos enormes o acompanham, explodindo em dança a cada cinco minutos. Porém, pensando melhor, percebi que Faustão também merece a minha pena. É muito provável que, se ele fosse mais malhado, mais jovem, se ele parecesse um pouco mais com Rodrigo Santoro e menos com um sapo, ele não teria que ter uma tropa de dançarinas às suas costas.&lt;br /&gt;Mas, de forma assustadora, onze meses depois de ver essa exposição pela primeira vez, já não me parece tão estranho. É lógico, penso eu, todo show tem que ter pelo menos uma mulher quase nua dançando ou cantando ou de outra maneira se mostrando. Se não, quem é que vai assistir?&lt;br /&gt;Assustador, esse tipo de pensamento. E foi justamente essa filosofia que me chocou após ter chegado aqui, que mulheres na televisão, e conseqüentemente no mundo afora também, devem ser bonitas e devem estar se mostrando, porque não basta ser talentosa ou inteligente.&lt;br /&gt;Não está certo. No entanto, talvez não seja um problema somente de machismo. Parece ser uma questão do que pessoas querem ver num Domingo de tarde...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-944878801759508304?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/944878801759508304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=944878801759508304' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/944878801759508304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/944878801759508304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/06/domingo-do-choqo.html' title='Domingão do Choqão'/><author><name>Katie</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15907374393140125544</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jOU5CdRW-xw/SELGo6ohWTI/AAAAAAAAAAY/0e3Ia9VvQ7Q/s72-c/0,,2638631,00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-3723882044703796106</id><published>2008-05-30T14:29:00.001-03:00</published><updated>2010-09-23T17:59:28.451-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='choque cultural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='português'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interlíngua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esporte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação com brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='turista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seu Drake'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='celular'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='praia'/><title type='text'>O choque cultural</title><content type='html'>Para mim, o “choque cultural” é um termo meio enganoso.  A frase sugere uma batida de carro: um acontecimento instantâneo que deixa as vítimas confusas, perdidas e inquietantes.  Durante cinco meses aqui no Brasil, minha própria perturbação surgiu lentamente, como uma série de realizações que rasgaram presunções tão íntimas que eu costumava pensar que elas faziam parte do meu próprio corpo.  Será que qualquer pessoa, quando chega num país, sofre um golpe inicial da mesma maneira, independentemente se ela pretende ficar por três dias ou um ano?  É claro que não.  As primeiras reações, que no caso do turista vão ser principalmente reações ao que vê, são mascaradas pelo entusiasmo dele.  É possível ser turista sem falar nenhuma palavra da língua do país.  É somente a significativa interação cotidiana com os habitantes locais que vai provocar a perturbação a que eu estou me referindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de algumas semanas, esse americano que resolveu se isolar do conhecido e estudar num país estrangeiro já tem alguns amigos com quem passeia e sai de noite.  Armado com algumas gírias mal entendidas que a sua professora de português lhe ensinou, demora pouco tempo para ele acreditar que está falando “direitinho”.  Um dia, sem importância nenhuma à parte de algum acontecimento que lhe deixa um pouco triste, um amigo pergunta “Tudo bem?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele responda em voz baixa “Não...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cara apavorada do amigo convence o protagonista a corrigir a sua resposta anterior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima semana há um feriado, e o estudante resolve ir pra praia.  Conhece vários brasileiros jogando bola e depois do jogo eles tomam uma cerveja juntos e trocam os números dos celulares, para passear no final da semana que vem.  Eles nunca ligam pro estrangeiro, mesmo dizendo que sim, ligariam.  Será que ele não entendeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levado para uma festa constrangedoramente chique pela sua mãe hospedeira, o estrangeiro não conhece ninguém e não tem nada a dizer.  A sua mãe e uma amiga dela se aproximam dele, “Vem cá para conhecer o meu americano...”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nice to meet-ch choo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um prazer”, o americano consegue falar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É muito tímido.  Você é tímido, não é?” pergunta a mãe hospedeira, sorridente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sou não.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ele é tímido.  Só fala comi-“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amiga interrompeu-a, “Mas, ele sabe português?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não sabia como responder.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-3723882044703796106?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/3723882044703796106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=3723882044703796106' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/3723882044703796106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/3723882044703796106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/05/o-choque-cultural.html' title='O choque cultural'/><author><name>Seu Drake</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15458280472582715398</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-3719396447990565312</id><published>2008-05-28T13:33:00.002-03:00</published><updated>2010-09-23T17:56:36.430-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interlíngua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pertença'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='turista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ônibus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caitlin'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><title type='text'>Sempre uma turista</title><content type='html'>Ontem eu fui para a casa do meu namorado pela primeira vez. Eu já tinha conhecido a mãe e as irmãs dele numa chá de fraldas, mas elas ainda me dão medo. Quero que elas gostem de mim, então eu passei mais do que uma hora me arrumando antes de sair: me vesti com as minhas calças preferidas e uma blusa colorida, e em vez de usar Havianas, eu usei minhas novas sandálias chiques. Ele mora longe demais de mim, em São Rafael-- qüase uma outra cidade!-- e quando cheguei lá, eu estava toda suada. Pior ainda, quando entrei no apartamento dele, todo mundo estava de bermuda e descalço. Meu Deus no céu, eu nunca me visto adequadamente para um evento aqui! A noite anterior eu tinha ido para uma chá de cozinha de calça jeans e Havianas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, a partir do momento em que eu cheguei, me senti burra, e nada que aconteceu depois melhorou isso. A gente sentava no sofá assistindo umDVD de Daniela Mercury e falando do Carnaval, quando meu namorado me olhou e disse "Não fique insultada, mas só têm turistas gordos e chatos no bloco do Chiclete." Eu não fiquei insultada, mas fiquei surpresa: ele me acha uma turista? E depois disso eu fiz o papel de tradutor para entreter a irmã mais velha dele, repetindo todos os nomes da família em inglês para que ela risse das pronunciações americanas. Quando eu falei alguma coisa que ela não entendeu, ela pediu ajuda ao meu namorado, como se eu fosse uma criança com deficiência auditiva. Eu tenho certeza que ela não queria ser antipática ou desagradável, mas eu ainda me senti estúpida demais quando eu sai de lá. Meu namorado viu que eu estava quieta e me perguntou o que foi que estava pensando, mas eu não consegui responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ônibus voltando para casa, quando eu tentava descobrir porque estava triste e calada, eu dei conta de que eu sou uma turista de verdade. Ainda que eu já tenha passado quatro meses aqui em Salvador, ainda que fizesse mais do que um mês que eu saio com meu namorado, eu sou uma turista na terra dele. Nunca vou conseguir entender tudo que ele fala, nunca vou conhecer todas as músicas famosas da Bahia, nunca vou falar sem sotaque americana. E no fim das contas, eu vou voltar para meu país e meu namorado vai ficar aqui. Ele nunca vai conhecer meus pais e minha irmã, nunca vai sair comigo para um show de Brother Ali, nunca vai jantar na minha casa com meus amigos, nunca vai andar de bicicleta quando está nevando, nunca vai estudar na biblioteca até quatro da manhã... tudo isso é minha vida lá que ele nunca vai entender. É tão diferente da realidade dele aqui, e quando eu penso nisso, já me sinto distante dele, mesmo que ele esteja vindo para minha casa agora. Graças a Deus que ainda tenho um mês em Salvador para continuar evitando minha existência turística!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-3719396447990565312?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/3719396447990565312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=3719396447990565312' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/3719396447990565312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/3719396447990565312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/05/sempre-uma-turista.html' title='Sempre uma turista'/><author><name>Caitlin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03756085834892168337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-853948315886071645</id><published>2008-05-27T11:32:00.000-03:00</published><updated>2010-09-10T10:27:29.811-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pertença'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='raça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Katie'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='classe'/><title type='text'>Racismo cabeludo</title><content type='html'>A mãe do meu amigo tem muito orgulho do cabelo dela. Ela quase não tem cabelos grisalhos, ainda que ela vá fazer cinqüenta anos no Abril que vem. Ela tem um corte bonito e jovem, e, mais importante que tudo, o cabelo dela é liso. Ela faz questão de chamar atenção a esse fato também porque, como ela diz, “Eu sou a cor de café, mas meu cabelo é lisinho” e passa a mão pelo cabelo.&lt;br /&gt;Não se enganem, se não fosse pelos vários produtos de alisamento que ela usa e pelas duas horas por semana que ela passa secando e fazendo escova no cabelo, ele não seria liso. Não sei exatamente como pareceria. Eu nunca a vi com o cabelo desarrumado, nem uma foto dela com cabelo cacheado, e ela não fala de como é seu cabelo naturalmente. O importante é que esteja liso agora.&lt;br /&gt;Essa obsessão pelo cabelo não parece incomum. Nas novelas, todas as personagens têm cabelo comprido, liso, brilhante, e já ouvi mais que uma vez alguém chamando seu cabelo crespo e cacheado de “cabelo ruim”. Esse é um padrão de beleza bem rígido, especialmente para uma região onde a grande maioria das pessoas tem cabelo cacheado. O racismo conseguiu chegar até o padrão de beleza, fazendo com que a imagem de beleza para uma mulher seja uma branca com cabelo liso, e preferencialmente loira.&lt;br /&gt;Não é de se admirar. Quando você leva em consideração o fato de que a maior parte da classe média—a classe média alta é branca, ou pelo menos não-negra, e por alguma razão, o dinheiro sempre tem sido vinculado com a beleza, até faz sentido de uma maneira incômoda. Talvez se você se parecer com “gente bonita”, você também será.&lt;br /&gt;Fazer sentido, no entanto, não justifica que essa forma de racismo bem manifesta seja tão aceita pela sociedade. A mãe do meu amigo já é uma pessoa bem-sucedida, fez duas faculdades, é muito inteligente, tem emprego bem remunerado, tem a sua saúde, e é sempre tomada como a irmã do meu amigo e não como a mãe dele. Mesmo assim, ela segue esse padrão ridículo de que o único jeito de ser bonito é de ter cabelo liso. O padrão pode mudar, mas precisa de pessoas que percebam a maluquice e que queiram mudá-la.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-853948315886071645?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/853948315886071645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=853948315886071645' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/853948315886071645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/853948315886071645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/05/racismo-cabeludo.html' title='Racismo cabeludo'/><author><name>Katie</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15907374393140125544</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-9040639940948287650</id><published>2008-05-26T12:29:00.001-03:00</published><updated>2010-09-10T10:30:56.893-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blog'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='leitor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Val'/><title type='text'>a sexualidade na conversa cotidiana brasileira</title><content type='html'>No Brasil, como em qualquer outro país, a sexualidade afeita todos os aspetos da vida. Uma coisa que eu quero discutir neste blog é o assunto da sexualidade nas conversas cotidianas dos brasileiros.  Umdia, eu estava passeando com meu namorado brasileiro e eu estavacontando para ele alguma historia engraçada que aconteceu com minhaamiga quando ela estava ficando com um homem brasileiro, (não voucontar os detalhes dessa história aqui, rsrs).  Depois que eu contei eele deu risada, eu perguntei para ele "Entre você e os seus amigos, sediscutarem muito suas vidas sexuais?" Ele imediatamente respondeu "Nãomesmo, não assim como voces americanos." Eu perguntei o que issoqueria dizer, e ele respondeu que achava que eu e meus amigosamericanos sempre falam de sexo, sexo, sexo.  Aí ele falou que nãoachava isso certo porque a vida sexual é algo privado na opinão dele.Ele falou que quase nunca se discute os detalhes de encontros sexuaiscom os amigos (não sei se acredito...).  Eu fiquei muito impressionadae queria saber mais, então perguntei, "E as meninas brasileiras, falammuito de sexo entre si?" De novo, respondeu que achava quenão.  Ele falou que "normalmente amulher jovem brasileira se presenta como virgem até que se casar."  Euachei isso incrível!  Como é que a sexualidade pode ser tão ausente nafala dos cidadãos do país conhecido no mundo entero pela suasexualidade liberal?  Eu fiqeui um poquinho ofendida poís eu penseique ele pensasse que eu falava demais da minha vida sexual com asminhas amigas, e queria dar minha opinão. "Mas, o sexo ocupa umagrande parte de nossas vidas, né?" Eu falei, "Então, não vejo problemanenhum em discutir isso com as pessoas com quem eu convivo.  Entrenós, não é nada para ter vergonha. Eu acho muito saudável conversarsobre o sexo."    Bom, na verdade não posso terminar com este blog comalguma conclusão profunda, porque eu só sei a opinião de um brasileirosobre o assunto do sexo na conversa normal entre brasileiros.  Alguémpode compartilihar alguma conversa semelhante à minha para podermosdescobrir o que é que os brasileiros falam de verdade entre amigosquando as portas estão fechadas?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-9040639940948287650?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/9040639940948287650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=9040639940948287650' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/9040639940948287650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/9040639940948287650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/05/sexualidade-na-conversa-cotidiana.html' title='a sexualidade na conversa cotidiana brasileira'/><author><name>val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13071928208263505475</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-3533258551778286121</id><published>2008-05-26T11:53:00.000-03:00</published><updated>2010-09-10T10:53:25.066-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religiosidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação com brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kyle'/><title type='text'>O Banho de Pipoca em Negro e Branco</title><content type='html'>Eu saio da minha casa às seis da manhã. Eu venho pensando que a vida começa muito mais cedo aqui no Brasil. Eu inspiro pela primeira vez quando eu alcanço a árvore na esquina da minha rua, e imagino como seria acordar lá embaixo dessa madeira elegante e régia.  Eu não expiro até que eu chegar em frente do homem vestido de azul que varre a calçada todo dia, com movimentos curtos mas poderosos e experientes. Acho que ele sente minha expiração mas ele não olha para mim. Eu paro por um minutinho para observar os braços dele movimentando pelo espaço, criando uma sensação de tranqüilidade nos meus pés e joelhos.&lt;br /&gt;            Depois de caminhar 25 minutos, eu chego na igreja de São Lázaro. São às sete da manhã. Eu tenho sentido muito cansado, mas quando eu vejo os baianos e as baianas vestidos de branco, roxo e amarelo eu inspiro uma energia nova. Há uma mulher ao lado direito vestida com saia rosa e uma camisa branca. Ela está em pé esperando a próxima pessoa entrar na igreja. Enquanto ela espera, ela sacode uma xícara na mão. Finalmente, um homem chega na frente dela. Ela deixa de sacudir a xícara e ela olha para ele. As mãos dela movem para cima e para baixo, inscrevendo um perfil dos ombros e dos braços dele. Ela abraça o homem e o homem avança e entra a igreja.&lt;br /&gt;            Há mais duas mulheres na entrada, vestidas com vestidos brancos. A mulher mais magra está fumando e olhando para a rua. Eu quero entrar na igreja mas eu ainda estou com medo. Eu espero até que mais uma pessoa chegue. A próxima pessoa que vem é um homem que pára na frente da mulher mais magra. Ela sente a cabeça dele, e deixa a mão lá em cima da cabeça dele alguns segundos. Depois, ela faz a mesma coisa, desta vez com as mãos fechadas na cabeça dele. Ela pega um galho de uma árvore e começa a esfregar na pele dele. Ela esfrega todo o corpo dele com um vigor impressionante. As mãos finalmente descansam nos ombros dele, e ela pega pipoca. Ela joga a pipoca sobre a cabeça dele e depois sobre os ombros. Eles se abraçam, ele entra na igreja.&lt;br /&gt;            Eu tenho que entrar. Já é tarde. Eu expiro, eu ando na direção de um homem vestido com camisa e calça roxa. Ele cheira muito bem, como o ultimo trago de água de coco do coco mesmo. A gente se olha. Ele é muito amável e ele quer muito bem a mim. Eu sinto a mesma coisa, eu quero muito bem a ele. Ele toca minha cabeça, ele escova meu corpo. Ele joga pipoca sobre minha cabeça e meus ombros. Eu inspiro e ele pergunta:&lt;br /&gt;            “Dá um real para mim?”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-3533258551778286121?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/3533258551778286121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=3533258551778286121' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/3533258551778286121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/3533258551778286121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/05/o-banho-de-pipoca-em-negro-e-branco.html' title='O Banho de Pipoca em Negro e Branco'/><author><name>Kyle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13846397203690417341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-8568748282913199961</id><published>2008-05-24T17:51:00.002-03:00</published><updated>2010-09-23T17:58:20.133-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religiosidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alanna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='raça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='classe'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='praia'/><title type='text'>Um Olhar Afro-Americano Sobre a Questão Negra na Bahia</title><content type='html'>Eu vim para Salvador, entusiasmada pela oportunidade de ser exposta à cultura afro-brasileira, na cidade conhecida como "o coração da cultura afro-brasileira." Minha expectativa foi a de que eu encontraria um povo que celebrasse sua identidade negra. A coisa que ainda me surpreende é que aqui em Salvador eu não tenho percebido o que nós chamamos "Black Pride" nos Estados Unidos, ou "orgulho negro." Salvador é uma cidade cheia de pessoas afro-descendentes, mas a coisa alarmante e perturbadora é que embora a maioria dos habitantes sejam afro-descendentes, eles não têm controle sobre este espaço. Sim, tem muitas pessoas afro-descendentes aqui, mas isso não muda o fato do que Salvador celebra um padrão branco e europeu, como o resto do Brasil.&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;Quem são os afro-descendentes de Salvador? Eu estou cheia de ver a pessoa preta ou parda como empregada doméstica, como "moço": porteiro, garçom, ou vendedor de jóias e bebidas na praia, como baiana de acarajé, como varredor de calçada, como trabalhador de construção. Eu estou farta de ver os afro-brasileiros em posições de servidão para pessoas mais claras. &lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;Dois meses atrás, recebi minha primeira lição de superioridade econômica. Eu saí com algumas amigas de intercâmbio para o Bahia Café, uma boate muito chique e muito cara. Quando entramos, fiquei surpreendida de encontrar mais de cem rostos brancos em volta de mim, todo mundo de salto alto, brincos, relógios, e pulseiras espalhafatosos, camisas e vestidos fabulosos. Precisei me lembrar que estava em Salvador. Foi a primeira vez que tinha estado num ambiente completamente branco nesta cidade e teria sido impossível não perceber a conexão entre riqueza e branquitude. "Como é que numa cidade que é quase completamente afro-descendente, nas esferas mais ricas, os únicos rostos escuros são do pessoal de serviço?", pensei. Durante meu tempo aqui, eu tenho me acostumado ao fato do que os bairros mais lindos, as universidades, e os outros espaços de poder são espaços de pessoas com pele clara. A Liberdade, o bairro com a maior população negra em Salvador, no Brasil, e na América Latina, é também um dos bairros mais pobres da cidade. &lt;br /&gt;             &lt;br /&gt;A proporção da população afro-americana em relação ao resto da população americana (12%) é minúscula quando comparada com a proporção da população afro-brasileira em relação ao resto da população brasileira (50%). A proporção da população afro-brasileiro em relação ao resto da população é ainda maior em Salvador, onde os pretos e pardos constituem 80% da população. Se nossa população afro-americana é tão pequena comparada a população afro-brasileira, como é que nós temos revistas, canais de televisão, e filmes negros, e estas coisas não existem no Brasil? Durante minha estadia em Salvador, eu apenas vi uma revista com pessoas afro-descendentes na capa. Uma. Eu quase nunca vejo pessoas afro-descendentes na televisão. Nos EUA, eu posso encontrar produtos feitos para cabelo negro, e aqui, onde a cidade é 80% afro, quando eu entro numa farmácia e pergunto à balconista negra se ela conhece uma marca de xampu feito para cabelo negro, ela me olha como se eu fosse maluca. &lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;Onde está a celebração de beleza negra? Se você anda pelos shoppings, todas as propagandas para roupa, maquiagem, jóias, ou qualquer outro produto apresentam mulheres branquíssimas, com traços europeus e cabelos lisos. Eu teria a expectativa da que as propagandas apareceriam assim nos EUA onde a população é 70% branco, mas aqui em Salvador não existe explicação. Eu só tenho encontrado a celebração da beleza e herança negra em esferas muito específicas. Na sede do bloco afro Ilê Aiyê, e num terreiro de Candomblé que visitei, o orgulho de ter herança negra e africana era palpável no ar, mas numa cidade com esta composição, a celebração da herança negra não deve ser limitada a espaços específicos.  &lt;br /&gt;           &lt;br /&gt; Como é que numa cidade com tantas pessoas afro-descendentes, a cor escura é mais associada com pobreza e classe baixa, em vez de sucesso e profissionalismo? A coisa que mais me perturba é que não existe uma elite negra em Salvador, ou na Bahia. Antes de chegar aqui, eu tinha certeza que aqui haveria um monte de profissionais negros, simplesmente por causa de probabilidade. "Claro, com uma população que é 80% preta e parda, tem que ter muitas famílias negras que fazem sucesso em Salvador," eu pensei. Porém, aprendi na minha aula de "Raça e Classe no Brasil" e de minhas colegas baianas que um grupo de elite negra nunca se  formou aqui. Como uma pessoa que vem de uma família de afro-americanos profissionais e influentes, que pertencia às organizações que incluíam famílias afro-americanas de alta escolaridade, e que freqüenta uma universidade excelente dentro da qual existe uma comunidade visível e ativa de estudantes afro-americanos, é muito difícil entender como uma cidade como Salvador não tem uma presença grande de negros educados e profissionais. Nos EUA, existe uma classe média negra concreta, e também uma classe alta negra. Mas aqui no Brasil, onde a população negra é cinco vezes maior, não existe nenhuma coisa parecida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade que é Salvador é uma realidade triste. Observar este mundo me causa frustração. Eu tenho saudades de uma sociedade na qual ser negro pode ser associado com poder e sucesso. Eu sempre achei que o fato de a população afro-americana sempre ter sido minoria era a razão de os afro-americanos terem tido menos poder do que os americanos brancos. Porém, observando a situação racial aqui em Salvador, onde os negros são maioria, mas têm menos poder que os americanos negros nos Estados Unidos, tem me mostrado que um grupo racial pode ser mantido numa posição subordinada, mesmo que seja maioria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-8568748282913199961?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/8568748282913199961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=8568748282913199961' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/8568748282913199961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/8568748282913199961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/05/um-olhar-afro-americano-sobre-questo.html' title='Um Olhar Afro-Americano Sobre a Questão Negra na Bahia'/><author><name>Alanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02008266423190697963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-5745669501730879194</id><published>2008-05-23T14:34:00.002-03:00</published><updated>2010-09-10T11:03:23.767-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gabriela Cravo e Canela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênero'/><title type='text'>sexualidade</title><content type='html'>&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 153); font-family: arial;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu estou morando com uma mulher carioca e a filha dela este semestre, e tenho que dizer que a maior parte do tempo, elas andam quase peladas pela casa. Não tem homem que mora com nós, então, quem vai se preocupar com isso? Entendo que não seja assim em todas as casas do Brasil, mas no último lugar em que morei, a família tinha o mesmo hábito de andar só de cueca pela casa. Baseado no que meus amigos falam, isso é comum. Naturalmente, isto faz pensar em que o Brasileiro seria mais confortável com a sexualidade do que nos Estados Unidos, e ainda que seja um povo que tem mais facilidade de mostrar e apreciar o corpo humano, eu acho que sexualidade no sentido do ato de sexo, é outra coisa. Por ser um país católico, os pensamentos sobre a liberdade de sexo, seja escolher ser homossexual, abortar quando se estiver grávida, ou experimentar com o sexo, são geralmente mais conservadores do que eu pensava. Educação nas escolas sobre o sujeito é pouco, e as pessoas que têm menor contato com a educação, nas favelas, sofrem mais as conseqüências disso. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Além de estudo feito por jornalistas em Rio de Janeiro que moraram em vários morros para estudar a “violência que oculta a favela”, é comum ter crianças de oito anos transando, e ter mulher grávida as quinze anos, o avó de 35 anos. O que acho interessante, é que estas pessoas provavelmente seriam contra o aborto e a homossexualidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153); font-family: arial;font-size:100%;" &gt;   Pessoalmente, eu acho que minha geração tem idéias mais liberais sobre o sexo do que os nossos pais, mas se este movimento no pensamento do povo não vem com aumento de educação (ao contrário do que afirma Alberto Carlos Almeida em “A Cara do Brasileiro), a população vai sofrer as conseqüências da gravidez cada vez mais jovem ou aumentando a população que vive com doenças transmitidas sexualmente. Ter liberdade de pensamento sobre sexualidade é diferente de ser liberado sexualmente.  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-5745669501730879194?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/5745669501730879194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=5745669501730879194' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/5745669501730879194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/5745669501730879194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/05/sexualidade.html' title='sexualidade'/><author><name>Gabriela Cravoecanela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11533569037872778047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-6763142696059037601</id><published>2008-05-22T10:58:00.004-03:00</published><updated>2010-09-23T17:57:54.466-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caitlin'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><title type='text'>Homem com H</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_efIAdHIn8I8/SDV8ZHFqSJI/AAAAAAAAAAg/wJIsM7tgl9s/s1600-h/n19401968_30720025_83.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203201715337840786" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_efIAdHIn8I8/SDV8ZHFqSJI/AAAAAAAAAAg/wJIsM7tgl9s/s320/n19401968_30720025_83.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Dia das Mães foi o dia 11 de maio, e como eu não consegui festejar esse feriado com minha mãe verdadeira, eu decidi festejá-lo com minha mãe hospedeira. Queria lhe dar um presente maravilhoso porque ela me mima todo dia: ela cozinha soja para o jantar porque eu sou vegetariana, comprou uma camiseta indiana para mim porque achou que tinha minha cara, sempre deixa um doce gostoso na mesa para mim, e todo fim de semana me leva por um bairro da cidade para conhecer Salvador melhor. Então, eu queria que o Dia das Mães fosse perfeito, porque se alguém merece um dia perfeito, é ela. Mas o que é que poderia lhe dar? Não tinha nenhuma idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Todo domingo minha mãe hospedeira compra o jornal A Tarde e eu leio só o "Caderno2." Um mês atrás eu lia esse jornal quando eu vi um pequeno artigo sobre um show de Ney Matogrosso que haveria os dias 9 e 10 de maio, no mesmo fim de semana do Dia das Mães. Foi exatamente o que eu procurava. Mas... podia ser que minha mãe hospedeira não gostasse do jeito de Ney. Ele é tão... sexual... e ela é tão inocente e doce e... tão mãe. Não sei, mas na minha experiência, "mãe" e "sexual" não são sinônimos. Mas como eu já tinha comprado os ingressos, não havia nada para fazer—minha mãe e eu fomos para o show de Ney.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sentávamos no Teatro Castro Alves, vestidas toda chiques e olhando o público. A primeira coisa que me surpreendeu foi sua idade: eu era a pessoa mais jovem no teatro! A boa parte das pessoas tinha mais do que cinqüenta anos, careca ou com cabelos brancos e usando óculos. A segunda coisa que me surpreendeu foi o número de pessoas heterossexuais: casais casados constituíram a maioria do público! Só vi dois casais gays, que num show de um artista gay numa cidade que é o berço do movimento GLBTT no Brasil, foi algo estranho. Mas mais surpresas estavam por vir...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As cortinas abriram e lá no palco tinha Ney Matogrosso, deitado num sofá como uma rainha egípcia. Ele usava roupa metálica e apertadíssima, com colar e mini-saia e um chapéu brilhante que parecia cabelo curto feminino. E de não sei onde veio essa voz maravilhosa de uma mulher sexy que já viveu muitas coisas e que já tem muitas histórias para contar, e o show começou. Ney dançou o tempo todo, mostrando a sua fonte inesgotável de energia e poder manipulador: às vezes ele pareceu com uma estrela burlesque dos anos 50, outras vezes ele me lembrou mais de uma feminista militante mostrando o microfone como se fosse um pênis. A cada duas ou três canções ele mudava de roupa sem sair do palco, provocando o público com um striptease até que ele ficou quase nu e mostrando o seu corpo musculoso que parece trinta anos mais jovem do que é.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas a maior surpresa foi a resposta do público às provocações de Ney: ele adorou! Todo mundo gritou e cantou e bateu palmas quando ele cantava e tirava a roupa, e quando ele saiu do palco para flertar com pessoas no público, todo mundo ficou maluco! Ney apaixonou homens e mulheres até que o espaço formal do teatro mudou e todo mundo saiu dos seus assentos e ficou de pé em frente ao palco, tentando tocá-lo e tirar fotos dele. Foi uma loucura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jeito dele é quase impossível de definir, mas acho que o forte magnetismo de Ney Matogrosso vem de sua habilidade de brincar com e manipular as definições de homem e mulher, heterossexual e homossexual, velho e jovem. A única coisa que eu sei com certeza é que ele conseguiu provocar e atrair a mim e a minha mãe hospedeira—e que foi um Dia das Mães inesquecível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Quando eu estava pra nascer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De vez em quando eu ouvia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu ouvia mãe dizer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ai meu Deus como eu queria&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que essa cabra fosse homem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cabra macho pra danar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah! Mamãe aqui estou eu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mamãe aqui estou eu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sou homem com H&lt;/div&gt;&lt;div&gt;como sou estribilho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu sou homem com &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E com H sou muito homem&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se você quer duvidar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olhe bem pelo meu nome&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já tô quase namorando&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Namorando pra casar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah! Maria diz que eu sou&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Maria diz que eu sou&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sou homem com H" --Ney Matogrosso&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-6763142696059037601?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/6763142696059037601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=6763142696059037601' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/6763142696059037601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/6763142696059037601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/05/homem-com-h.html' title='Homem com H'/><author><name>Caitlin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03756085834892168337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_efIAdHIn8I8/SDV8ZHFqSJI/AAAAAAAAAAg/wJIsM7tgl9s/s72-c/n19401968_30720025_83.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-2735000154241712427</id><published>2008-05-21T12:59:00.001-03:00</published><updated>2010-09-10T11:14:35.569-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='raça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seu Drake'/><title type='text'>Zumbi dos lojistas</title><content type='html'>Hoje em dia, com tanta preocupação em acompanhar as atualidades em nosso mundo, não deve ser muito surpreendente que percamos muitas conexões com o passado também por causa disso.  Quando tudo se torna produto, a questão se resume em dinheiro e, como diz o bem conhecido ditado, “tempo é dinheiro”.  O processo de tornar-se consumista da sociedade, então, se preocupa com o lançamento rápido das coisas, e não com as próprias propriedades delas, contanto que vendam.  Os valores culturais e históricos dos produtos são utilizados ora muito, ora pouco, mas sempre com fins lucrativos.  É por isso que eu estou olhando uma garrafa de álcool etílico de marca “Zumbi”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo da palavra “Zumbi”, tem um desenho de um negro, com jóias que eu identifico facilmente como símbolos da cultura africana.  Não sei quase nada sobre as culturas tradicionais africanas, mas esta imagem é bem clara para mim.  A única outra referência à marca é um desenho de uma lança e uma caixa com o telefone do atendimento ao consumidor a empresa.  Então quem é este Zumbi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta mais comum teria a ver com o líder legendário do quilombo de Palmares, mas a história é ainda mais profunda.  Segundo o livro Made in Africa, de Luís da Câmara Cascudo, o Zumbi veio ao Brasil (e a toda parte das Américas) com os escravos angolanos.  Embora começasse como nome de Deus (“N’Zambi”) entre alguns povos africanos, no outro lado do mar, referiria à “gente que morreu; alma do outro mundo” e o “espectro que vagava alta noite pelas ruas”.  Este fato deve fazer nos lembrar outro tal imortal, o “zombie” dos filmes de terror e da imaginação popular americana.  As semelhanças não são nenhuma coincidência – inclusive nos espíritos de vudu haitiano, os atores principais do filme americano “Dawn of the Dead”, o próprio Zumbi dos Palmares, o conjunto musical Nação Zumbi e minha garrafa de álcool têm raiz nos escravos que chegaram quase 500 anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, devemos parar de usar este palavra assim, bem fora do contexto original?  Claro que não.  Já tem bastantes expressões com raízes infelizes que se usam no cotidiano: restaurantes com nome “quilombo” e piadas que minha mãe hospedeira faz sobre a “senzala” em que eu durmo.  Podemos dizer que é certamente inapropriado?  Também não.  Apenas podemos procurar as fundações do nosso cotidiano para melhor entendermos as estruturas de poder que explicam as realidades da vida atual.  Sei lá porquê se usa “Zumbi” para vender álcool, mas sei que não são os escravos angolanos que ganham por esse uso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência bibliográfica:&lt;br /&gt;Cascudo, Luís da Câmara. Made in Africa. São Paulo: Global, 2002.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-2735000154241712427?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/2735000154241712427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=2735000154241712427' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/2735000154241712427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/2735000154241712427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/05/zumbi-dos-lojistas.html' title='Zumbi dos lojistas'/><author><name>Seu Drake</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15458280472582715398</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-1266805377674006115</id><published>2008-05-21T09:01:00.003-03:00</published><updated>2010-09-10T11:18:00.488-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rhea'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='língua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><title type='text'>A Torre De Babel</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_GK9bcnVP8Zg/SDQP7trtSCI/AAAAAAAAAAs/vTBFHlxMM88/s1600-h/Tower%2520of%2520Babel%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202800988069382178" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_GK9bcnVP8Zg/SDQP7trtSCI/AAAAAAAAAAs/vTBFHlxMM88/s320/Tower%2520of%2520Babel%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:georgia;color:#006600;"&gt;Ultimamente eu tenho pensado muito na Torre de Babel: por que será que há tanto debate sobre aquela torre? Enquanto eu pensava, a execução da torre por Pieter Bruegel apareceu na mente: uma torre altiva e ameaçadora. Como diz a história do Gênesis, era uma vez uma terra que tinha apenas uma língua entre os humanos. Uma viagem em direção ao Leste começou, e os humanos se congregaram para construir uma cidade magnífica, com uma torre que alcançaria o céu. Depois O Senhor desceu e observou que a humanidade esteve imitando Deus, portanto Ele os espalhou pela terra e confundiu todas as línguas deles. Essa cidade foi conhecida como Babilônia, muitas vezes considerada um símbolo das “falsas religiões.” A história infame da Torre aborda duas questões na minha mente: 1) Por que essa torre foi tão polêmica—o que representa? 2) Por que o debate sobre a criação em oposição à evolução das línguas entra em jogo em relação à Babel?&lt;br /&gt;Quanto à primeira pergunta, a cidade de Babilônia é tão discutida porque foi conhecida por ter a cidade capaz de satisfazer todos os desejos da mente e do corpo do homem. As cidades são centros de prazer, cultura e comércio, onde a fome da alma pode ser satisfeita: o desejo da beleza, a arte e a música e todos os ingredientes da cultura. A torre, por outro lado, foi construída para satisfazer o espírito do homem. Todas as necessidades dos humanos foram satisfeitas pela cidade e pela torre. A filosofia principal por trás da construção foi que os homens tiveram que conquistar uma boa reputação. Isso revela a idéia do humanismo: “glória aos homens como supremacia, pois o homem é o mestro das coisas.” Em outras palavras, glória à humanidade.&lt;br /&gt;Em relação à segunda questão, observando a Torre de Babel de uma perspectiva lingüística, eu fiquei interessada na ramificação de certas línguas indo-européias (aposta-se que a história de Babel aconteceu na Turquia). Por exemplo, por que algumas palavras não tão parecidas nas línguas que aparentemente são se parecem nada? O que faz com que alguns verbos sejam regulares e outros irregulares? Ambas as perguntas podem ser respondidas facilmente: a freqüência do uso. Algumas palavras se desenvolveram mais rapidamente dentro dos idiomas indo-europeus. Um bom exemplo seria a palavra “pássaro.” Em inglês: BIRD, em italiano: UCCELLO, em francês: OISEAU, em alemão: VOGEL. Nenhuma dessas palavras parece muito similar. Ao passo que a palavra “dois” tem muito mais semelhança entre os idiomas indo-europeus: em inglês: TWO, em francês: DEUX, em espanhol: DOS, em italiano: DUE. As palavras que são utilizadas com muita freqüência na vida cotidiana são bem conservadas (evolução lenta). As palavras usadas raramente evoluem a uma alta velocidade. Aliás, esse fenômeno funciona da mesma maneira em relação à genética! A freqüência do uso de uma palavra tem um efeito enorme na própria evolução dela. O fator singular de freqüência determina 50% da variabilidade. O mesmo é verdade em relação aos verbos: somente os que são muito usados continuam irregulares. De fato, não há dúvida de que os verbos “ser” e “ter” vão se manter irregulares na vida de qualquer língua.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-1266805377674006115?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/1266805377674006115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=1266805377674006115' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1266805377674006115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1266805377674006115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/05/torre-de-babel.html' title='A Torre De Babel'/><author><name>Rhea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03853402078079469206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_GK9bcnVP8Zg/R-mOsiHy-vI/AAAAAAAAAAM/7TPrv0ElzCY/S220/Wallace%2520and%2520Gromit%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_GK9bcnVP8Zg/SDQP7trtSCI/AAAAAAAAAAs/vTBFHlxMM88/s72-c/Tower%2520of%2520Babel%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-4273331409153709176</id><published>2008-05-15T11:22:00.005-03:00</published><updated>2010-09-10T11:26:59.343-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Katie'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercultura'/><title type='text'>Michigan, meu Michigan!</title><content type='html'>Assisti o filme Tiros em Columbine, (Bowling for Columbine) com meu namorado esse fim de semana. É um filme antigo que eu já tinha visto pelo menos duas vezes no cinema, quando estreou nos Estados Unidos no outono de 2002. Mesmo assim, o filme conseguiu me chocar e repugnar novamente, até mais do que nas primeiras vezes. Talvez tenha algo a ver com o fato de que eu tive que ficar explicando as coisas para meu namorado, dando desculpas por meu país problemático e tentando fazer com que ele não resolvesse nunca me visitar lá... Ele nunca vai me visitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma grande parte do filme ocorre em Michigan, meu querido estado emforma de luva (eu moro na base do polegar) circundada por cinco lagos enormes e bonitos, o maior grupo de lagos de água doce no planeta. Só que o filme não mostra nada disso. O que ele mostra de Michigan é um banco no interior que dá armas de presentes quando você abre uma conta, e a fazenda de soja onde foram produzidas as bombas que explodiram o Alfred P. Murrah Prédio Federal em Oklahoma City em 1995 (antes do ataque de 11 de Setembro, esse foi o ato de terrorismo mais mortal em solo americano). O filme também mostra o incidente absurdo de pessoas assassinadas por armas de fogo nos Estados Unidos, muitos dos exemplos sendo do meu caro e, infelizmente, perturbado, Michigan.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Como reagiu meu namorado?  Pior do que ficar chocado, ele não ficou muito supreendido com o fato dos Estados Unidos serem um país terrorizado por seu próprio governo e sua amada mídia.  O que realmente impressionou ele, porém, foi a grandeza incrível dos números de pessoas que têm armas em casa e a facilidade de obter-las -- até adolescentes conseguem comprar balas, mesmo que não tenham maioridade para ter a licença para possuir armas.  O que também chocou ele, que assustadoramente já não impressiona muitos Americanos, foi a mera existência de violência agressiva nas escolas que ocorre, pelo menos, cada ano.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A grande questão é, por que?  Tem várias teorias que o filme explora, mas provavelmente é uma mistura de nosso pavor de um inimigo desconhecido, sem-rosto que inspira tantos Americanos a comprar armas e gaurdar-las em casa, ao alcance de crianças e adolescentes.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas nem todo mundo tem armas em casa!” protestei. &lt;a style="mso-comment-reference: A_1"&gt;E nem&lt;/a&gt; todo mundo também é racista, nem cego quanto as tentativas do governo e da mídia de controlar a população sob o receio de terrorismo, doenças, imigrantes, qualquer coisa realmente, mas algumas pessoas são. Eu gostaria de agradecer a essas pessoas para que eu não vá poder viver e envelhecer ao lado do meu amado lago, no mato michiganense. Acho que eu vou pro Canadá, e quem sabe, talvez meu namorado me visite lá...&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a name="_msocom_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-4273331409153709176?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.bowlingforcolumbine.com/' title='Michigan, meu Michigan!'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/4273331409153709176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=4273331409153709176' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/4273331409153709176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/4273331409153709176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/05/michigan-meu-michigan.html' title='Michigan, meu Michigan!'/><author><name>Katie</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15907374393140125544</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-1011053864300117765</id><published>2008-05-14T17:57:00.001-03:00</published><updated>2010-09-23T17:59:28.453-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alanna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='celular'/><title type='text'>"Cuidado com Homens Brasileiros"</title><content type='html'>Antes de sair dos Estados Unidos para o Brasil, minha mãe, que é carioca, me avisou "Cuidado com os homens brasileiros." Eu ri, e lhe disse que seguiria o conselho dela. Quando eu cheguei no Brasil, uma coisa interessante foi que cada vez que eu falava com uma mulher brasileira, a mensagem de minha mãe era repetida. Quando minha "mãe"-hospedeira de São Paulo me avisou a mesma coisa, e ri de novo. Mas ela tinha uma expressão grave. "Eu sei que parece ser engraçado, mas é muito sério. Os  homens brasileiros são muito doces com suas palavras, e também muito persuasivos, mas você tem que ter cuidado com eles."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Duas semanas atrás eu estava voltando do interior da Bahia para Salvador com minha aula de Saúde Pública da UFBA. A conversa chegou ao assunto Estados Unidos e então todas as minhas colegas brasileiras me perguntaram com entusiasmo sobre a diferença entre homens brasileiros e homens norte-americanos. Eu tinha muito dizer! Comecei dizendo que lá, nos EUA, existe a idéia do que um homem precisa agir com sutileza quando gosta de uma mulher. Ele não vai dizer imediatamente que é "apaixonado" por uma mulher, como os homens brasileiros fazem aqui em Salvador. Ele vai prestar mais atenção á mulher de que gosta, fazer alguns favores para ela, e provavelmente tratá-la como uma pessoa especial. &lt;br /&gt;              &lt;br /&gt;        Minhas colegas acharam esta idéia muito romântica! Imediatamente me disseram que os homens brasileiros não eram assim, e que eles eram "ruins." Segundo elas, os homens brasileiros gostam de ficar com muitas mulheres, mesmo que seja em relacionamentos "sérios." Elas falaram que uma mulher nunca deve acreditar nas coisas que homens brasileiros falam, porque dão os mesmos elogios a todas as mulheres. "Você é a mulher mais linda que eu já vi na minha vida," "Sou apaixonado por você," "Adoro e amo você"—todas são linhas vazias. Segunda minha turma, a maioria dos homens brasileiros são mentirosos, safados, e "ruins" em geral, e os únicos homens que são bons são os poucos que não são como a média. Elas indicaram alguns homens da aula e disseram que eles seriam namorados bons, porque não eram como todos os outros homens. Depois da conversa, eu notei que de novo, a mensagem "Cuidado com os homens brasileiros" foi repetida. Eu achei muito triste que minhas colegas podiam dizer sinceramente que em geral, o homem brasileiro típico é desonesto. Ainda fico surpreendida que este grupo de mulheres tenha sido tão unanime com sua conclusão sobre homens aqui.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Recentemente, eu estava tomando açaí com um rapaz brasileiro bonitinho, Diego, que conheci através meu amigo. Foi a terceira noite que ele me convidou sair e comer ou beber alguma coisa com ele. Não considerei ele namorado mas com certeza o tempo que passamos juntos tinha um clima romântico. Nós conversamos muito e aquela noite o tópico de namorados surgiu na discussão. Depois de falar um pouco, por alguma razão eu estava sentindo que havia uma coisa que ele não estava dizendo. Perguntei se ele tinha namorada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       "Tenho," ele falou, com total tranqüilidade . Fiquei bem surpreendida! "Por quanto tempo estão juntos?" eu perguntei. "Quatro anos,"foi a resposta dele. Quatro anos! eu pensei  incredulamente. Eu disse a ele que era safado por estar comigo! Ele respondeu com a mesma tranqüilidade, "Sou. Mas, não é melhor ser um safado honesto do que um safado desonesto?" Depois de pensar e decidir que eu estava de acordo que é melhor ser safado honesto, ele continou falando. &lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;       "Na realidade, sou safado duas vezes,"ele falou, e olhou para mim com um sorriso brincalhono. "Duas vezes?" eu perguntei, sem saber o que significava.  "Sim, duas vezes. Um, fico com muitas mulheres. Dois, fico com mulheres fora de meu relacionamento." Nós continuamos conversando e eu aprendi mais sobre seu relacionamento com sua namorada, e  o fato de ele não ver problema em ficar com outras mulheres. Aquela noite foi uma noite inesquecível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Alguns dias depois, pensei em Reinaldo, um rapaz bonitinho que conheci numa sorveteria na Barra. Nós nos falamos muito sempre que eu compro sorvete e descobri que ele tem a mesma idade que eu e que estudava também. Ele tinha me pedido meu número de celular e me convidado para sair durante o fim de semana.  Eu decidi ligar para ele, para conversar. Quando eu liguei, uma mulher atendeu. Ela falou que não, Reinaldo não estava lá. Alguns segundos depois,  aprendi que eu estava falando.....com a esposa dele. E...como minha noite com Diego, aquela tarde foi uma tarde para lembrar. &lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;     Parece que não ser digno de confiança é um padrão dos homens brasileiros. De meu ponto de vista, é claro que a falta de lealdade é uma manifestação do machismo que está na fundação da cultura brasileira. Se ser desonesto e ter relações extraconjugais é comúm aqui, é possível que o conceito de um relacionamento é mais flexível aqui do que nos paises onde as relaçoes extraconjugais são menos comúns. É possível que quando duas pessoas entram num relacionamento no Brasil, existe uma compreensão que a lealdade não será realizada. Como uma pessoa que valoriza relacionamentos e que acha que um relacionamento entre duas pessoas que se amam deve ser uma coisa sagrada, para mim é difícil entender como esta sociedade permite o desrespeito dos relacionamentos continua, sem consequüencia. Depois de observar o dinâmico entre homem e mulher aqui, eu posso dizer com certeza que  que não gostaria de ser mulher aqui. Eu destestaria ficar sem saber se meu homem estivesse me dizendo a verdade. ~&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-1011053864300117765?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/1011053864300117765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=1011053864300117765' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1011053864300117765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1011053864300117765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/05/cuidado-com-homens-brasileiros.html' title='&quot;Cuidado com Homens Brasileiros&quot;'/><author><name>Alanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02008266423190697963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-1148860099675691891</id><published>2008-05-13T17:52:00.000-03:00</published><updated>2010-09-23T17:57:54.470-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blog'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='leitor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caitlin'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aula de português'/><title type='text'>Tudo cinza</title><content type='html'>Para começar, eu quero que todo mundo saiba que esse blog não é nada concreto ou bem-definido--é mais algo em que tenho pensado porque ainda há muitas coisas do Brasil que eu não entendo. Eu escrevi esse blog pensando nas possíveis críticas que vou receber, e que eu quero receber. Queria criar um pouco de controvérsia com esse blog para ver as respostas, para ver se alguém sabe por que a corrupção,o atraso nas aulas e a traição acontecem com tanta freqüência aqui. Não quer dizer que essas coisas não acontecem nos EUA, nem queria falar duma posição de superioridade sobre essa questão, e por isso eu vou falar um pouco sobre meus próprios atos irresponsáveis. Como eu estou aqui em Salvador, eu sou uma participante ativa da vida brasileira, então eu sou tão culpada quanto as outras pessoas de agir sem respeito às regras aqui. Mas basta dessa introdução ao assunto, e vamos ao que interessa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, alguns escândalos aconteceram na esfera pública do Brasil, como a traição de Ronaldo com as prostitutas e a viagem européia da sogra de Cid Gomes. Mas também aconteceram alguns pequenos escândalos na minha vida pessoal na semana passada, como o dia em que faltei uma aula para beber uma cerveja com um amigo, ou quando eu esqueci de fazer uma tarefa para a aula de Português, ou quando ouvi falar dum rapaz (que tem uma namorada de seis anos) que fica com uma menina diferente cada semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois de todos esses escândalos, ninguém vai para a cadeia, ninguém fracassa na aula, e ninguém perde a namorada--porque não têm um sistema rígido de conseqüências aqui no Brasil. Com certeza existem conseqüências em alguns casos: os pais de Isabella provavelmente vão para a prisão, o personagem de Guilherme na novela "Beleza Pura" perdeu o emprego depois do acidente de helicóptero, e eu peguei uma infecção no dedo com uma manicure ruim. Mas tem uma séria falta de rigidez na aplicação das regras e da lei nesse país. Não existe um sistema de castigos que seja aplicado com igualdade e rigidez a todos os que fazem coisas erradas. Então, às vezes parece que todo mundo tem a liberdade de trair os namorados e chegar atrasado às aulas e roubar um pouco de dinheiro do povo ou do governo. A corrupção é tão comum que ainda mesmo os funcionários dos postos de saúde têm que roubar instrumentos médicos e dinheiro para que o posto fique funcionando, e muitos dos brasileiros jovens que eu conheço podem ser chamados safados pela maneira em que eles brincam com as namoradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo (falando metaforicamente) do governo, da aula, e do namoro não tem regras claras-- tudo parece cinza. Então, cadê o preto e o branco de certo e errado nesse jogo? Como fala o conhecido soterpolitano Caetano Veloso no poema “Americanos,”&lt;br /&gt;     Para os americanos branco é branco, preto é preto...&lt;br /&gt;     Enquanto aqui embaixo a indefinição é o regime&lt;br /&gt;     E dançamos com uma graça cujo segredo&lt;br /&gt;     Nem eu mesmo sei&lt;br /&gt;     Entre a delícia e a desgraça&lt;br /&gt;     Entre o monstruoso e o sublime...&lt;br /&gt;     Americanos sentem que algo se perdeu&lt;br /&gt;     Algo se quebrou, está se quebrando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-1148860099675691891?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/1148860099675691891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=1148860099675691891' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1148860099675691891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1148860099675691891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/05/tudo-cinza.html' title='Tudo cinza'/><author><name>Caitlin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03756085834892168337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-1056705477425671689</id><published>2008-05-12T10:55:00.003-03:00</published><updated>2010-09-23T17:57:54.471-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gabriela Cravo e Canela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blog'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='leitor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><title type='text'>O Diário Metropolitano</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RFrHafk-658/SChNF3rbtRI/AAAAAAAAAAY/gz__5Zk39MA/s1600-h/nicole+bengiveno+ny+times.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 408px; height: 237px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RFrHafk-658/SChNF3rbtRI/AAAAAAAAAAY/gz__5Zk39MA/s320/nicole+bengiveno+ny+times.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199490533040043282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Uma amiga me avisou de uma parte do site do New York Times na internet, o “Diário Metropolitano”: uma página de histórias únicas da cidade de Nova Iorque, escrito pelos que melhor conhecem a cidade, os cidadãos. Eu gostaria de criar algo parecido aqui no blog, então hoje seria a primeira parte deste trabalho...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um dia qualquer, eu entrei no ônibus de mau humor (tinha despertado assim), indo para aula. Sentei numa cadeira no centro, não tinha ao lado da janela como prefiro, com ainda pior humor. Eu estava preparada a passar um daqueles dias que eu digo que “não vai funcionar”. Você sabe, um dia que não importa o que você tenta fazer, não vai conseguir o que queria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No mesmo ponto de ônibus, onde eu subi, um homem de idade, com mais rugas no rosto do que tinha a minha avó, subiu na parte dianteira do mesmo ônibus. Eu estava determinada a não ver pessoas desafortunadas este dia, que no Brasil é o único modo de se sentir merecidamente num mau humor. O homem sentou-se calmamente, e começou a bater sua bengala ritmicamente no chão. De repente, uma voz cantada, forte e sábia, saiu dele, batendo o mesmo ritmo da bengala. Ele levantou da cadeira no ônibus já em movimento, e deixando a bengala, continuou com o ritmo usando moedas na mão. Ao final da canção, um homem quase da mesma idade, agradeceu-o por lhe dar um pouco de luz naquele dia chuvoso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Senti isso também, mas fiquei quieta na cadeira. Até hoje, ele não me conhece, mas eu vejo ele no ônibus, e fico feliz. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por favor, se comentar, deixe uma história da cidade de Salvador... &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-1056705477425671689?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/1056705477425671689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=1056705477425671689' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1056705477425671689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1056705477425671689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/05/o-dirio-metropolitano.html' title='O Diário Metropolitano'/><author><name>Gabriela Cravoecanela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11533569037872778047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RFrHafk-658/SChNF3rbtRI/AAAAAAAAAAY/gz__5Zk39MA/s72-c/nicole+bengiveno+ny+times.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-1835427941531982681</id><published>2008-05-10T17:49:00.000-03:00</published><updated>2010-09-23T17:58:20.135-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='português'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kyle'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='praia'/><title type='text'>A vida no raso</title><content type='html'>“Estou roxo de raiva”, falou o caranguejo. “Eu não vou voltar lá, de jeito nenhum!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quem agüenta desse povo? Eu concordo com você. A partir de agora, vamos ficar mais perto do mar,” respondeu a mulher do caranguejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pois é, mas vamos desistir tão fácil? Eu estava falando com Carlos ontem. Ele disse que aqueles peixes amarelos que moram perto de Praia do Forte estão perdendo toda a integridade deles. O povo que fica olhando eles vai aumentando todo dia, sem respeitando nada. Um homem vestido de sunga vermelha com a pele da mesma cor assistiu a filha do Ministério Publico de Saúde dos Peixes Amarelos tomar banho ontem, e um monte de italianos assistiu Ângela sendo fertilizada. Imagine!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu sei. Mas as coisas aqui são péssimas também, e vamos melhorar a situação como? Olhe aquela mulher aí, com os chinelos azuis. Ela estava aqui a semana passada com uma criança horrível. Horrível, viu? Essa criança achou nosso filhinho, nosso amorzinho que é só um caranguejo miudinho, e jogou ele no mar. Que coisa! Se ele fosse minha filha, eu teria dado uma surra nela. Mas ela só sorriu e aplaudiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Esse povo é assim, não é? Os caranguejos pertencem a esse lugar, já temos milhões de anos aqui. Pois, de repente, esses seres humanos aparecem de mala e cuia e esperam ser donos da praia. Mas olhe, nem sabem que fazer com os corpos deles. Eles vestem essas sungas que deveriam cobrir ao menos a bunda, mas nem cobrem!  A maioria fica sentada nas cadeiras, olhando para a praia como se esperasse uma mensagem do Deus do Mar. Tem gente que tenta nadar na água, mas que coisa! Eles só caem no chão engolindo água e esquecendo que eles não têm nadadeiras. Se eu falasse o português deles, ...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Oi Senhor Caranguejo, você está tão gostoso hoje,”gritou um peixinho boiando na água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vai ver se eu tou lá na onda, puxa!” Ele virou-se para sua mulher. “Ninguém merece essa comunidade de peixinhos. Faz algum tempo que eles dão um trabalho dentro do ministério da vida submarina baiana. Graças a deus que eu fico na praia durante a maior parte da noite”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“De qualquer jeito,” começou a sua mulher, “eu estou pensando em mudar de casa. Tenho família no Espírito Santo e eles me avisaram que o povo lá é muito mais tranqüilo. E esse novo jogo com as raquetes e a bola, nove caranguejos já morreram por causa dele só nesse bairro.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Amor, acho que eu quase morri também, mas você me dá sorte na vida.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Espere aí, Caetano. Você está vendo aquela mulher dividindo aquele picolé com o cachorro? Ele morde, e depois o cachorro morde. Seria como se você estivesse dividindo um peixinho com um golfinho!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Amor, você está ouvindo essa música? Que coisa linda!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os caranguejos deixaram de falar e começaram a andar na direção do som, bocas abertas. De repente, alguém gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os caranguejos gostam de Ivete Sangalo também, é? Venham cá para escutar, meus filhos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim acabou a conversa dos dois caranguejos, naquele momento e para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-1835427941531982681?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/1835427941531982681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=1835427941531982681' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1835427941531982681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1835427941531982681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/05/vida-no-raso.html' title='A vida no raso'/><author><name>Kyle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13846397203690417341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-8676397673611927129</id><published>2008-05-09T13:23:00.003-03:00</published><updated>2010-09-10T11:45:49.790-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='língua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='português'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pertença'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação com brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><title type='text'>LÍNGUAS METIDAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_GK9bcnVP8Zg/SCR9fqHkwoI/AAAAAAAAAAk/P0ssp3RfURE/s1600-h/language_books%5B1%5D.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198417852727870082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_GK9bcnVP8Zg/SCR9fqHkwoI/AAAAAAAAAAk/P0ssp3RfURE/s320/language_books%5B1%5D.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A língua é um modo de comunicar pensamentos, idéias e conceitos. Por evidência empírica, sabemos que a língua não é uma parte do processo do pensamento, é somente um resultado. Ao sugerir que a língua desempenha um papel na formação da ideologia dum povo, uma pessoa demonstra uma inclinação racial que falantes duma certa língua são mais inteligentes do que uns falantes duma outra língua. A língua opera independentemente dos pensamentos que ocorrem na mente. Esse fato explica por que as teorias marxistas podem ser entendidas da mesma forma na Rússia, na China e em Cuba, por pessoas que falam russo, chinês e espanhol.&lt;br /&gt;Simplesmente, não há uma língua que seja superior às outras. Esse fato parece bastante simples e compreensível, mas eu encontro tantas pessoas que ou discutem o fato abertamente ou discordam dele sem dar-se conta. Até professores me comentaram que achavam uma língua “melhor” do que outra, o qual me parece um exemplo vivo da ignorância. Por exemplo, eu nem acreditei que um professor aqui (aparentemente com conhecimento na área de lingüística) disse que o português é a língua “mais rica” que existe. Esse professor se baseou no fato de que o português tem uns 14.000 verbos, mas isso não quer dizer que é simplesmente a língua “mais rica” de jeito nenhum. Uma língua pode ser mais rica em alguns aspectos, mas não como totalidade. Por exemplo, o português é uma língua extremamente rica na expressão dos tempos verbais. E o inglês tem mais adjetivos do que qualquer outra língua do mundo. Mas esses fatos só representam alguns aspectos da língua.&lt;br /&gt;Pode ser difícil de admitir que a sua língua não seja capaz de se expressar melhor do que qualquer outra, porque VOCÊ sabe se expressar melhor nessa língua melhor do que qualquer outra. Você não poderia imaginar tantas expressões, matrizes sutis ou sagacidades num idioma que não seja a sua língua materna. Inclusive muitas pessoas acreditam que “se você insulta a minha língua, o insulto é para mim.”&lt;br /&gt;Mesmo assim, uma língua só abrange as necessidades dos falantes, e enquanto o número de falantes aumenta, ela vai inventando novos termos ou tomando emprestado de outras línguas.&lt;br /&gt;Também, qualquer lingüista de hoje pode explicar que não existem línguas “primitivas,” como não existem pessoas primitivas.&lt;br /&gt;Eu já ouvi vários colegas e amigos meus falar que o espanhol, o inglês, o português, o francês, o alemão e o italiano são a língua mais “inteligente”, “desenvolvida”, “bela”, ou “complexa.” Pura besteira. Eles podem ter as suas opiniões, mas lingüísticamente, isso é bobagem.&lt;br /&gt;Por exemplo, existem fenômenos lingüísticos muito mais complexos do que os nas línguas indo-européias. Numa língua nativa do Sudeste Asiático (Boro), existe um verbo só para descrever quando uma pessoa se apaixona pela última vez (“onsra”). Também há um verbo para descrever o ato de procurar por algo abaixo d’água por pisar (“gagrom”). A tribo Iroquois nos Estados Unidos tem dentro de todos os verbos, a habilidade de expressar o sujeito, o objeto, o tempo, a quantidade de vezes, tudo isso num verbo só. Nas línguas européias, não somos capazes de expressar o conceito de “nós” muito precisamente. Pode significar você e eu, vocês e eu, ele e eu, ela e eu, eles e eu, etc. Mas, em muitas línguas nativas da Austrália, há uma distinção entre “nós” exclusivo e “nós” inclusivo. Não podemos permitir que essas complexidades ricas sejam desapercebidas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-8676397673611927129?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/8676397673611927129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=8676397673611927129' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/8676397673611927129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/8676397673611927129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/05/lnguas-metidas.html' title='LÍNGUAS METIDAS'/><author><name>Rhea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03853402078079469206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_GK9bcnVP8Zg/R-mOsiHy-vI/AAAAAAAAAAM/7TPrv0ElzCY/S220/Wallace%2520and%2520Gromit%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_GK9bcnVP8Zg/SCR9fqHkwoI/AAAAAAAAAAk/P0ssp3RfURE/s72-c/language_books%5B1%5D.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-6025562685003339862</id><published>2008-05-08T11:37:00.006-03:00</published><updated>2010-09-10T11:49:07.898-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hipertexto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='raça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seu Drake'/><title type='text'>O "baixo QI" deste baiano</title><content type='html'>Há alguns dias que um professor da UFBA, o Dr. Antonio Natalino Manta Dantas, chegou às manchetes dos jornais por zombar do instrumento musical baiano bem conhecido, o berimbau. O professor, branco e velho, disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O berimbau é o tipo de instrumento para o indivíduo que tem poucos neurônios. Ele tem uma corda só e não precisa de muitas combinações musicais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse comentário vergonhoso, entre outros, foi dito durante uma entrevista com o professor sobre os resultados ruins dos estudantes baianos em duas provas, o Enade e o IDD, que foram administradas aos estudantes universitários de âmbito nacional para averiguar o desempenho deles. Ele também achou prudente rejeitar a música do Olodum como “barulho” e sugeriu que a imigração européia e asiática seriam muito melhores para o país do que a tal imigração que fez da Bahia o que é hoje em dia. O reitor da UFBA condenou as declarações como “racistas e ignorantes” imediatamente, assim como todo repórter na TV, e nos dias seguintes nos programas de notícias houve muitas visitas às academias de capoeira para afirmar a valorização cultural do querido berimbau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito errado no que o professor falou, mas posso falar melhor sobre o conteúdo musical. A lógica do professor parece uma comparação entre duas coisas, usando um padrão que injustamente favoreça um em relação ao outro. Neste caso, o senhor sugere que, primeiro, a música do berimbau seja simples demais e, segundo, que a música “simples” vala menos do que a música mais complexa. Este ponto de vista convenientemente supõe que existam algumas regras para reger toda a música no mundo, que sejam o padrão de toda música. O “bom senso” do professor, que sugere que o que importa na música seja a complexidade dela, revela os seus próprios preconceitos que, tomados no contexto dos comentários sobre a imigração, favorecem a cultura européia em relação à própria cultura brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música clássica européia se distingue da música “primitiva”, é claro, tanto pela complexidade dela como pelo acúmulo de regras que pretendem reger toda música. Como toda regra que exista por bastante tempo, estas se tornaram “leis”, como se o percurso de tempo lhes desse ainda mais poder. A realidade é que tal que parece “barulho” para um pode soar como música para um outro, e toda música tem suas próprias “regras”, que definem o “estético”. A música clássica é apenas uma voz entre muitas, com regras que não são universais nem absolutas. Por que o berimbau tem uma corda só? Sei lá. Será que um violino é, com quatro cordas, mais difícil de aprender tocar? E um violão, outro instrumento essencial à música baiana, ainda mais difícil tocar com seis cordas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que diria nosso professor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Professor atribui baixa nota do Enade ao "QI dos baianos"&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gloria.reis.blog.uol.com.br/"&gt;http://gloria.reis.blog.uol.com.br/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-6025562685003339862?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/6025562685003339862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=6025562685003339862' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/6025562685003339862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/6025562685003339862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/05/o-baixo-qi-do-baiano.html' title='O &quot;baixo QI&quot; deste baiano'/><author><name>Seu Drake</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15458280472582715398</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-7629200024657489673</id><published>2008-05-04T11:53:00.002-03:00</published><updated>2010-09-23T17:58:49.589-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='português'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pertença'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação com brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='turista'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Val'/><title type='text'>Valéria, o turista perpétuo</title><content type='html'>Depois de 4 meses morando no Brasil, ainda sou considerada um turista&lt;br /&gt;pelos brasileiros.  E, na verdade, eles têm razão – em muitos&lt;br /&gt;aspectos, eu sou turista no país deles, sim.  Estou aqui para aprender&lt;br /&gt;da sociedade deles, mas sendo que eu já construí uma vida cotidiana&lt;br /&gt;própria aqui em Salvador e eu integrei bastante -  por falar português bem,&lt;br /&gt;morar com uma família brasileira, ter um namorado brasileiro e fazer&lt;br /&gt;faculdade com outros estudantes brasileiros - não sinto a distância&lt;br /&gt;típica entre culturas que define a experiência turística.  Fico chateada quando peço ajuda, num bom português, e as pessoas tentam me responder em inglês mesmo se quase não falam minha língua.  É difícil sempre ser respondida como um estrangeiro, como alguém que não&lt;br /&gt;pertence aqui no Brasil. Por exemplo, o outro dia eu estava na Barra, esperando um&lt;br /&gt;ônibus para eu chegar na Aliança Francesa que fica na Ladeira da&lt;br /&gt;Barra.  Quando o 'Praça da Sé 1' passou, não tinha certeza se ele&lt;br /&gt;passava pela ladeira, então eu perguntei ao motorista, com o meu&lt;br /&gt;melhor sotaque baiano e sem erros gramaticais, "Sobe a ladeira?" Aí,&lt;br /&gt;ele me olhou, sorriu e falou "Pelourinho? Pelourinho???" como se essa&lt;br /&gt;fosse a única destinação que eu pudesse querer.  Ahhh!!&lt;br /&gt;        A pesar de quanto eu sou apaixonada por Salvador, muitas vezes eu penso em como&lt;br /&gt;seria minha experiência no Brasil se eu tivesse escolhido estudar num&lt;br /&gt;lugar menos turístico.  Sonho com uma vida na qual não teria que&lt;br /&gt;explicar, pela centésima vez, o que eu estou fazendo no Brasil aos&lt;br /&gt;homens no Porto da Barra que procuram falar com qualquer gringa.  Outro dia, quando estava passeando com meu namorado no Pelourinho, um&lt;br /&gt;homem passou por nós e chamou ele de 'pegador'. Eu sei que o Pelourinho é o&lt;br /&gt;lugar mais turístico de Salvador e portanto o local predileto de&lt;br /&gt;pegadores de verdade, então não me surpreendeu que um cara falasse isso&lt;br /&gt;para ele.  Mas, falei pro meu namorado "Estou bem bronzeada e tô&lt;br /&gt;usando roupas brasileiras hoje. Tomei banho em água brasileira&lt;br /&gt;hoje...então por que é que quando a gente passeia no Pelourinho,&lt;br /&gt;pessoas ainda lhe chama de 'pegador de gringa'?" Ele respondeu que no&lt;br /&gt;Pelourinho, e em locais turísticas como na Barra, sempre vou ser gringa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-7629200024657489673?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/7629200024657489673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=7629200024657489673' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/7629200024657489673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/7629200024657489673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/05/valria-o-turista-perptuo_04.html' title='Valéria, o turista perpétuo'/><author><name>val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13071928208263505475</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-1239230153442406619</id><published>2008-04-26T19:36:00.000-03:00</published><updated>2010-09-23T17:58:20.136-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alanna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='classe'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='praia'/><title type='text'>A Pobreza Brasileira</title><content type='html'>Estou no caminho para ser médica, e eu sempre me interessei pelo campo de saúde internacional. Antes de chegar no Brasil, eu sabia que eu queria participar numa atividade que me expusesse à situação da saúde aqui. Quando chegou a época de escolher aulas da universidade, encontrei uma que se chamava “Atividade Curricular na Comunidade: Educação e Saúde, Prevenção das Anemias.” Eu aprendi que esta aula consiste dum componente na sala de aula e outro no “mundo real.” Na sala de aula os estudantes aprendem sobre doenças e como educar as pessoas sobre a saúde. Depois, os estudantes viajam ao interior da Bahia, à cidade de Conde, para ajudar a comunidade carente de Jacu. Condé é uma cidade pequena de 22.600 pessoas, que fica norte de Salvador. Muitas pessoas da comunidade de Jacu especificamente sofrem de problemas de saúde sérios, por causa de falta de atenção medica.  Eu achava este tipo de oportunidade muito legal e decidi em matricular na aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Durante nossa aula na semana passada, nós falamos sobre nossa primeira viagem ao Jacu, e discutimos as entrevistas que vamos usar para coletar informação sobre o status da saúde das famílias da comunidade. Enquanto nós lemos as perguntas das entrevistas, percebi que quando nós fazemos a primeira viagem, eu vou ver um nível de pobreza que nunca vi em minha vida. Quando perguntamos sobre a ocupação dos adultos, as respostas possíveis são pescador, artesão, ou agricultor. Precisamos inspecionar a estrutura da casa e observar se é construída de pedacinhos de madeira. Quando perguntamos como e onde a família pega a água para beber, cozinhar, e tomar banho, o rio e a chuva são respostas possíveis. O rio também pode ser a resposta quando nós perguntamos onde a família joga o lixo. Quando perguntamos sobre que tipo de banheiro a família tem, uma “fossa” é uma resposta possível e se a família tem uma fossa, nós precisamos inspecionar se a fossa está perto da horta. Precisamos perguntar se os membros da família escovam os dentes e quando nós discutimos esta pergunta, nosso monitor falou que é muito comum a mãe da família mostrar a escova que todos os membro da família usam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Este tipo de simplicidade é bem diferente da imagem brasileira que muitos americanos conhecem. Se eu perguntasse a muitos de meus amigos o que eles visualizam quando pensam sobre o Brasil, a maioria responderia que pensam sobre praias lindíssimas, mulheres belas na moda, uma celebração de Carnaval espalhafatosa e outras imagens de glamour. A coisa interessante é que embora a pobreza não faça parte da imagem brasileira exportada, ela afeta uma grande percentagem da população brasileira. Eu ouvi falar que 60% do povo brasileiro seria considerado pobre segundo padrões americanas. Se for verdade, a imagem brasileira de glamour realmente não é uma representação correta do povo brasileiro. Se a maior parte do Brasil vive em pobreza, significa que a identidade brasileira é muito mais vinculada com a pobreza que as imagens exportadas e consumidas sugerem. Embora sejam muito comuns, as comunidades mais carentes aqui são ignoradas, esquecidas, e não fazem parte da consciência nacional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-1239230153442406619?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/1239230153442406619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=1239230153442406619' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1239230153442406619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1239230153442406619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/04/pobreza-brasileira.html' title='A Pobreza Brasileira'/><author><name>Alanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02008266423190697963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-5220529694928954561</id><published>2008-04-25T12:29:00.002-03:00</published><updated>2010-09-10T11:58:39.751-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gabriela Cravo e Canela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação com brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercultura'/><title type='text'>Jeitinho Brasileiro</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu juro que não sabia. Ele só me falou que se eu chegasse aquele dia que podia me ajudar. Deixa me explicar. Faz quatro anos que um sisto apareceu nas minhas costas. Não sabendo o que era, eu pensava que ia desaparecer eventualmente. Só que, sistos não desaparecem, ficam, e de vez em quando eles incham. Aqui no Brasil foi a quarta vez que meu sisto ficou inchado. Acontece que eu estava morando com um médico e a família dele. Quando viu o sisto inchado, o médico me falou que ele podia, até, removê-lo quando tivesse diminuído &lt;st1:personname productid="em tamanho. Eu" st="on"&gt;em tamanho. Eu&lt;/st1:PersonName&gt; odeio cirurgia, e nunca insisti com ele sobre o assunto depois. Mudei-me da casa dele e pensava que nunca mais ia ouvir sobre aquela cirurgia. Voltei para casa só para almoçar um dia, e me falou,&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;-Se você chegar na hora de almoço quarta-feira que vem, a gente pode tirar este&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;              sisto para você.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Só isso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cheguei na casa quarta-feira, e a gente saiu para o hospital. Eu não levei dinheiro, nem documentos, realmente, não estou certa se tenho um plano médico este semestre. Então suponho que eu sabia algo da idéia do jeitinho, mas não foi até que eu vi a fila de pessoas esperando fora da porta dele que eu me dei conta do que estava fazendo. Todo mundo me olhava passar, esperando que o meu problema não ia demorar, porque imagino que eles já esperavam todo o dia para fazer uma cirurgia que ia demorar meia hora. Realmente, eu me odiaria se eu fosse um deles naquele momento. Eu reclamaria que não era justo, que o Brasil tinha que mudar e parar de categorizar ações como jeitinho e se dar conta que era corrupção mesmo. Mas eu não falei. Porque eu estava recebendo. E vi as coisas de um outro ângulo. Recebi&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;uma cirurgia de graça, que seria muito cara nos Estados Unidos, e entendi por que uma pessoa usaria o jeitinho. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Perguntando a brasileiros conhecidos, eu achei que a palavra “jeitinho” tem muitos significados; de “gato de luz” até furar fila, de falsificação de documentos até conserto dum aparelho com cola quando é preciso. Tinha dois exemplos que eu gostei muito: o primeiro era verdadeiro, e o segunda era um desses “eu ouvi falar, mas juro que é a verdade...”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No primeiro, o tio era caminhoneiro que, em vez de ficar enrolado em postos de controle, ele colocou cinqüenta reais no meio dos documentos. O policial, coincidentemente, deixou ele passar, e o que ele gasta nos pontos, ele ganha com tempo.&lt;/p&gt;              &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;A outra história foi sobre um caminhoneiro que foi parado pela polícia por causa da placa que estava coberta de lama. Querendo multar, o policial deu chance para o caminhoneiro oferecer algum jeitinho. O caminhoneiro falou&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;                &lt;/span&gt;- uma cerveja ou refrigerante limparia isto&lt;br /&gt;O policial pensou do jeitinho oferecido e respondeu,&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;                - mas, claro!&lt;br /&gt;O caminhoneiro pegou uma cerveja e, despejou-la na placa, ora, limpando a placa...&lt;br /&gt;Usando jeitinho para lutar contra o jeitinho, neh? &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-5220529694928954561?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/5220529694928954561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=5220529694928954561' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/5220529694928954561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/5220529694928954561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/04/jeitinho-brasileiro.html' title='Jeitinho Brasileiro'/><author><name>Gabriela Cravoecanela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11533569037872778047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-3189439428464928540</id><published>2008-04-24T16:15:00.002-03:00</published><updated>2010-09-23T17:58:20.137-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aula de português'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Val'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='praia'/><title type='text'>Minhas aulas brasileiras</title><content type='html'>Aqui no Brasil, o lugar onde eu me sinto menos como um estudante é na sala de aula. Eu me sinto mais como parte da audiência dos meus professores do que um membro ativo do processo educacional. Das minhas quatro aulas, é só em uma que eu e os outros estudantes são obrigados e encorajados a conversar e falar na aula. As minhas aulas na UFBA com estudantes brasileiros não devem ser chamadas de "aulas", mas duas horas para o professor falar sem estar consciente dos outros seres humanos na sala." (só quero clarificar aqui que não acho que a minha experiencia na UFBA não representa ela em total, viu?!) Antes de vir pro Brasil, eu achava que já sabia o que é que faz uma matéria ruim – falta de interesse do curso, um professor chato, etc. Mas as minhas aulas aqui são algumas das piores da minha vida. A minha identidade aqui como estudante está sofrendo bastante. Eu acredito que entre professores e estudantes, tem que ter um entendimento mútuo das metas do curso – quer dizer, o que o professor gostaria que o estudante fizesse e sacasse da matéria e o que o estudante deve esperar do professor sãoA claros. Não tem que ser expectativas muito exigentes, mas os dois lados tem que ser dedicados e conscientes áA experiência do outro. O que é que meus professores acham que eu estou aprendendo deles, exatamente, se não dão a oportunidade para eu dar minha opinião, falar e trabalhar com meus colegas e participar do progresso da aula? Na verdade, os professores não possuem a culpa completa. Talvez seja porque depois de 5 minutos tentando prestar atenção aos meus professores, minha mente começa viajando na maionese, sonhando com o fim de semana e as praias que me esperam, mas não estou aprendendo muito na sala de aula este semestre, não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-3189439428464928540?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/3189439428464928540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=3189439428464928540' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/3189439428464928540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/3189439428464928540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/04/minhas-aulas-brasileiras.html' title='Minhas aulas brasileiras'/><author><name>val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13071928208263505475</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-4538524104234960987</id><published>2008-04-23T20:43:00.003-03:00</published><updated>2010-09-10T12:03:24.180-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Katie'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercultura'/><title type='text'>Jeitinho ou revolução</title><content type='html'>Uma rápida pesquisa na Internet para “jeitinho” produz uma quantidade assustadora de 611.000 páginas de resultados. Nem precisa do adjetivo especificador “brasileiro” porque, o artigo da Wikipedia (o primeiro site na lista) nos diz, “(j)eitinho é uma forma de navegação social tipicamente brasileira” (grifo nosso) . E eu fico me perguntando, por que? O que é que o brasileiro tem que o habilita a utilizar “recursos...emocionais e familiares, etc.” para conseguir favores ou exceções às regras (wikipedia.org)? Por que o americano não tem essa capacidade?&lt;br /&gt;Segundo Lourenço Stelio Rega, autor do livro Dando um jeito no jeitinho: Como ser ético sem deixar de ser brasileiro, a necessidade do povo brasileiro de dar um jeito em tudo vem da corrupção do governo nas áreas de segurança pública, fiscalização e outras, que faz com que o cidadão não tenha outra saída, a não ser que seja “dar um jeito”. É a corrupção, então, que dá luz ao jeitinho. Desse ponto de vista, o jeitinho brasileiro é simplesmente a manifestação de inventividade, criatividade, flexibilidade e capacidade de adaptar a uma situação inesperada pelo brasileiro.&lt;br /&gt;Isso não explica, porém, por que não existe um “jeitinho americano”. Não há discussão quanto à existência de corrupção nos Estados Unidos. Há bastantes exemplos infelizmente, como a Guerra no Iraque (a gente ainda não recebeu uma explicação satisfatória por ela), a eleição de George W. Bush pela primeira vez quando milhares de votos de negros na Flórida, sob a jurisdição de Governador Jeb Bush, irmão do Presidente, não foram contados, e muitos mais. De alguma forma, no entanto, essa corrupção é diferente. Talvez seja que a corrupção dos Estados Unidos não chegue a ser uma coisa que afeta a vida da gente diretamente (porém, os sete mil negros na Flórida provavelmente não concordariam com isso). Também pode ter algo a ver com o fato de que o povo dos Estados Unidos não precisa de uma ferramenta de “navegação social” como o jeitinho, já que não tem para onde navegar – a maioria já está na classe média.&lt;br /&gt;Será que a gente não tem do que chorar? Com certeza esse não é o caso, mas talvez a gente não experimente tanta corrupção no dia-a-dia quanto o povo brasileiro. A maioria desse povo é de baixa renda e ainda paga impostos altos, como o já-extinto CPMF, sem ver um resultado porque, aparentemente, o dinheiro está indo não para melhorar a saúde pública e a previdência social como foi proposto, mas para engordar os bolsos dos próprios políticos. Isso não quer dizer, entretanto, que uma boa qualidade de vida é uma desculpa para ignorância. Também não quer dizer que o jeitinho brasileiro é um passo na direção da revolução, pois não se está tentando mudar o status quo, mas se ajeitar numa situação corrupta.&lt;br /&gt;Embora os dois países sofram de corrupção política, eles têm maneiras bem distintas para lidar com ela, nenhuma das quais tenta exterminá-la. Enquanto o americano corta a grama do seu quintal e finge que não sabe do suborno do governo, o brasileiro tenta “dar um jeito” para furar a fila no cartório.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-4538524104234960987?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/4538524104234960987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=4538524104234960987' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/4538524104234960987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/4538524104234960987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/04/jeitinho-ou-revoluo.html' title='Jeitinho ou revolução'/><author><name>Katie</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15907374393140125544</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-4460402779156009312</id><published>2008-04-23T14:07:00.004-03:00</published><updated>2010-09-23T17:57:54.475-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seu Drake'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='classe'/><title type='text'>O jeitinho: ruim, mas necessário?</title><content type='html'>O jeitinho brasileiro, sendo um conceito unicamente brasileiro, é difícil compreender fora do país.  Quando eu primeiro aprendi a expressão “dar um jeito” na minha aula de português, meu professor, um americano, a descreveu parecida com a expressão americana “Give it the old college try” (que quer dizer, mais ou menos, “vamos tentar sinceramente, mas não preocupar-nos com o êxito” ou pelo menos foi assim que eu compreendi.  Como aprenderia mais tarde, fui errado.  O jeito não é questão de tentar, mas de conseguir.  As pessoas com as relações vantajosas as usam para evitarem a burocracia e as complicações do dia-a-dia e, mais importante, para se distinguirem do resto do povo, esperando na fila. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha amiga, uma estudante na Universidade Católica Salvador, descreveu o jeitinho por trás das manifestações dele na vida cotidiana dos próprios brasileiros.  Inclui tudo que as pessoas fazem para burlar a lei ou “a instituição”, até usar um grampo de papel para informalmente consertar um computador, para ela.  É ruim, minha amiga disse para mim, mas às vezes é necessário.  A parte mais interessante da entrevista, para mim, era o fato de que ela reconheceu também as complicações da sociedade que faz necessário o jeitinho.  Ela afirma que a burocracia, que realmente existe em toda parte no Brasil, é um obstáculo para ser vencido, e que o jeitinho, mesmo sendo às vezes injusto, é a resposta da cultura própria.  Olhando a elite, acima da hierarquia brasileira, as pessoas do povo percebem vários trajetos, por trás das ligações pessoais, que as levantam e fazem a vida mais conveniente.  Visto desse modo, o jeito é menos uma espécie de corrupção é mais uma ferramenta para a liberação das vítimas da distribuição desigual dos direitos, educação, dinheiro e respeito no Brasil.  Mas ela insistia na injustiça dele, até que o funcionário da sala dos computadores pegou seu grampo de papel para tirar um disco travado no computador dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-4460402779156009312?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/4460402779156009312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=4460402779156009312' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/4460402779156009312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/4460402779156009312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/04/o-jeitinho-ruim-mas-necessrio.html' title='O jeitinho: ruim, mas necessário?'/><author><name>Seu Drake</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15458280472582715398</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-4738485281963427073</id><published>2008-04-23T08:25:00.003-03:00</published><updated>2010-09-10T13:36:23.153-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rhea'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='língua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercultura'/><title type='text'>TUTOIE-MOI!</title><content type='html'>Eu gostaria de investigar as conseqüências sociais de falar uma língua que tenha a distinção de T-V. A distinção T-V quer dizer "Tu-Vos," a qual vem do latín, a versão latina de "Você-O Senhor." Em outras palavras, uma língua que distingue entre tratamento formal e informal da segunda pessoa. A distinção T-V descreve a situação na qual a língua tem dois pronomes da segunda pessoa que distinguem vários níveis de etiqueta, educação, distância social, familiaridade ou insulto. Por exemplo, um exemplo de uma língua que não tem a distinção T-V é o inglês moderno. Por isso pode se tornar difícil para um estudante que apenas fala inglês aprender os pontos complexos desse sistema. Mesmo assim, o inglês tem outras maneiras de distinguir formalidade (tratar uma pessoa de "Mrs." ou "Sir", por exemplo). Antigamente, o inglês se diferenciou de "você" e "a senhora," utilizando os pronomes "thou" e "you." Contrariamente à crença popular, a forma informal era "thou" e a forma formal era "you." "You" era usado na mesma maneira do que o francês (tu-vous) ou o latín (tu-vos): funcionou como ambas a forma singular formal e a forma plural da segunda pessoa.&lt;br /&gt;Um fenômeno curioso é quando uma pessoa cresceu numa cultura que tem distinção T-V, e começa a perceber uma diferença no jeito em que a sociedade a vê. É claro que não há uma idade específica quando essa mudança ocorre, mas eu já ouvi muitas pessoas comentar que acontece por volta dos 30 anos. Uma pessoa pode notar que as pessoas a tratam de "a senhora" com mais freqüência do que antes.&lt;br /&gt;Para complicar a situação, a distinção T-V não é apenas usada para demonstrar respeito, formalidade, ou distância, também pode ser usada para dar um tom "frio" a uma disputa entre pessoas íntimas (que normalmente não usariam a forma formal). Eu ouvi dizer que essa técnica lingüística usa-se muito no Japão. Para dar um exemplo equivalente do inglês: quando um pai grita o nome inteiro dum filho (em vez do apelido) quando o filho o aborreceu ("Elizabeth Marie Walters, come here!" Essa situação não é estranha a vocês?)&lt;br /&gt;Para piorar o assunto ainda mais, outro uso seria em alguns países hispanofalantes na América Latina, quando os pais costumam tratar seus filhos de "usted" quando querem mostrar carinho ou afeto.&lt;br /&gt;          E para lidar com sociolingüísticas, qual conclusão podemos fazer em relação à etiqueta social? Distinguir entre tratamento formal e informal representa uma hierarquia social que seja arcaica e conservadora? E por nos manter fiel a esse sistema de normas sociais, nós estamos reforçando essa luta de classe e poder? Ou talvez a distinção T-V seja uma maneira de diversificar e enriquecer uma língua-- nos permitindo expressar mais precisamente e dum jeito complexo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-4738485281963427073?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/4738485281963427073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=4738485281963427073' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/4738485281963427073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/4738485281963427073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/04/tutoie-moi.html' title='TUTOIE-MOI!'/><author><name>Rhea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03853402078079469206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_GK9bcnVP8Zg/R-mOsiHy-vI/AAAAAAAAAAM/7TPrv0ElzCY/S220/Wallace%2520and%2520Gromit%5B1%5D.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-1902815049178303002</id><published>2008-04-22T13:05:00.003-03:00</published><updated>2010-09-10T13:40:13.849-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Julie'/><title type='text'>A linha entre a corrupção e o jeitinho</title><content type='html'>Em pensando do jeitinho, chego ao ponto de perguntar por que um povo, um país, ou uma individua precisa dum jeitinho. Para mim, entendo o jeitinho como uma maneira de realizar o que não pode ser realizado facilmente dentro do sistema que já existe. Normalmente, entendo isso como um resulta da burocracia que é tão difícil de ultrapassar que há necessidade de procurar outro “jeito” na vida. Acho que o jeitinho e a corrupção são muito ligados, mas não porque um é quase o outro. O contrário deve ser verdade. Normalmente a corrupção não deixa o sistema funcionara bem, especialmente para as pessoas sem poder. A linha entre jeitinho e corrupção é um (jeitinho) respondendo ao outro (corrupção). O jeitinho existe porque a corrupção não deixa o sistema funcionar e com um sistema quebrado, tem que achar um jeitinho.&lt;br /&gt;Na sala de aula discutimos se os EUA têm jeitinho. Concordamos que claro existe jeitinho em qualquer lugar, mas alguém falou que deve ser importante notar quando uma sociedade tem uma palavra para descrever “o jeitinho.” Talvez nos EUA não tenham uma palavra para jeitinho, porque o jeitinho não é tão necessário na vida cotidiana, mas existe sim. Por exemplo, na cidade de Pittsburgh, estudantes da Universidade de Pittsburgh podem pegar qualquer ônibus de graça, mas outros pessoas e estudantes de colégio e de outras universidades não podem fazer isso. Então pessoas vendem suas identidades de estudante para amigos ou desconhecidos por um preço baixo comparado ao preço comum. Pode dizer que isso ajuda o pobre estudante ou trabalhador que não tem o dinheiro para pagar para ônibus todo dia, mas também pode-se dizer que esse jeitinho é realmente problemático pelo sistema de transporte público que já está precisando de mais recursos. Acho que o jeitinho de pagar menos para viajar no ônibus existe no Brasil também. Será porque o ônibus é um problema da burocracia? Em geral, acho que não. Talvez a falta de dinheiro para pegar ônibus seja um exemplo dum problema maior como um sistema econômico que não deixa as pessoas com seus próprios recursos, mas acho que normalmente “o pobre estudante” não é um bom (ou pelo menos não o melhor) exemplo de pessoas exploradas pelo sistema.&lt;br /&gt;O que estou chegando dizer é que o jeitinho pode ser realmente um instrumento de sobreviver sob uma burocracia muito insuportável ou o jeitinho pode ser somente uma maneira de ganhar um pouco mais na própria vida. Se concordasse com jeitinho depende muito no sistema. Se realmente não consegue fazer qualquer dentro do sistema, o jeitinho não parece uma coisa ruim. Se consegue fazer qualquer dentro do sistema, mas decide que é mais fácil dar um jeitinho para beneficiar-se e no mesmo tempo piorando o sistema para todos, já é outra coisa. Agora chegamos à área cinza! Vamos sentir o delito por nossas ações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-1902815049178303002?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/1902815049178303002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=1902815049178303002' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1902815049178303002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1902815049178303002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/04/linha-entre-ocrrupo-e-o-jeitinho.html' title='A linha entre a corrupção e o jeitinho'/><author><name>Julie</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12180551487959284136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-6071968045958968620</id><published>2008-04-20T11:25:00.002-03:00</published><updated>2010-09-10T13:44:02.363-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='português'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interlíngua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação com brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kyle'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aula de português'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><title type='text'>Uma tempestade durante o almoço</title><content type='html'>Andando bem devagar, minha mãe brasileira entrou na sala de jantar. Quando ela chegou em frente da cadeira, ela olhou para a esquerda e para a direita. Ela inspirou profundamente, e depois de expirar ela se sentou com cuidado na cadeira. De repente ela olhou para mim e sorriu, e quando eu voltei o sorriso os olhos dela caíram imediatamente ao prato dela. Ela ficou lá por trinta segundos ao menos, pensando em que ela poderia dizer a esse estrangeiro incapaz sentado ao outro lado da mesa. "Tenho que estar preparada," ela deveria estar pensando. "O rapaz não fala bem português, e só tem determinados temas que ele vai entender. Mas eu já falei demais sobre o tempo, a comida baiana, e a mestiçagem das três raças no Brasil." Ela começou a sacudir o garfo na mão. "Eu devo achar um novo tema, eu devo-mais qual é?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah, Jana, eu queria saber, você já teve que dar um jeitinho, ou você já teve uma experiência com o jeitinho?" eu perguntei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo que eu comecei a falar, ela levantou os olhos com uma cara de surpresa e alívio, e eu vi que ela estava começando a sorrir. "O rapaz está falando direitinho, ele chegou no ponto onde ele pode iniciar uma conversa", o sorriso dela estava dizendo. Ela ficou assim pelo menos dez segundos antes de registrar o que eu tinha perguntado. Quando ela finalmente se deu conta da minha pergunta, seu sorriso evaporou. Nuvens se formaram no teto, e começou a chover no meu prato de peixe."Estamos voltando ao mar, estamos livres!" os peixes estavam gritando enquanto a chuva acumulou na sala de jantar. Naquele momento em que eu quase tinha afogado na incredulidade dela e meu peixe tinha escapado, ela tentou limpar o desordem que eu tinha criado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Kyleee, você está tentando dizer o qué?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A gente aprendeu sobre o jeitinho brasileiro hoje, e o professor queria que a gente perguntasse a um brasileiro sobre esse conceito."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Entendi," minha mãe respondeu. Claramente surpreendida que um estrangeiro tenha aprendido esse conceito, e cada vez mais surpreendida que eu mesmo estava tentando entender esse conceito quando eu nem podia falar "cachorro" corretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Olha, Kyleee, algumas pessoas aqui no Brasil têm que dar um jeitinho por causa do monte de burocracia que existe. Não é algo certo ou errado, é uma coisa necessária. É bem difícil de explicar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você já deu um jeitinho?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não," ela respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você conhece alguém que já deu um jeitinho?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não conheço." E assim terminamos essa conversa. Aquela noite, minha mãe me falou o seguinte: "Você sabe que o homem que dá banho no cachorro se aposentou? Eu vou lhe dar um dinheiro extra para vir aqui e dar banho ao cachorro aqui no banheiro."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-6071968045958968620?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/6071968045958968620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=6071968045958968620' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/6071968045958968620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/6071968045958968620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/04/uma-tempestade-durante-o-almoo.html' title='Uma tempestade durante o almoço'/><author><name>Kyle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13846397203690417341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-7703961295101468477</id><published>2008-04-16T21:36:00.008-03:00</published><updated>2010-09-23T17:57:54.477-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alex'/><title type='text'>De jeito maneira!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qtd50bBJHTk/SAadYjPqztI/AAAAAAAAAGs/p0VS_ccjacw/s1600-h/estacionado+na+faixa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190008665694457554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qtd50bBJHTk/SAadYjPqztI/AAAAAAAAAGs/p0VS_ccjacw/s320/estacionado+na+faixa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Exemplo de jeitinho: Uma empresa precisa &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;retirar entulho na avenida Sete em horário &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;comercial e tem problemas para estacionar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Olha que idéia genial teve o motorista. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Resolveu o problema (dele) estacionando &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;na faixa de pedestre! Foto: Alex Simões&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qtd50bBJHTk/SAadCjPqzsI/AAAAAAAAAGk/DHpKJm3J5x0/s1600-h/estacionado+na+faixa.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive pensando em um jeito de ensinar a palavra jeito com todos os trejeitos que ela possa oferecer em termos de significado. No Brasil, dizem, pratica-se o jeitinho, que se não é exclusividade nossa, pelo menos gostamos, nós, os brasileiros, da palavra e ainda acompanhada do nosso RG coletivo: jeitinho brasileiro. Tem muitos jeitos de dizer uma coisa, como por exemplo, você pode dizer jeito ou maneira querendo dizer a mesma coisa. Preferi dizer dizendo porque esse é meu jeito. Por isso, segue um passeio por uma palavra, de um jeito que não necessariamente chegará a algum lugar, ou não além da afirmação crítica dos nossos inúmeros jeitos de ser. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Às vezes fico meio sem jeito de tocar em assuntos como corrupção, jeitinho, classismo e patrimonialismo brasileiros. Talvez por isso seja mais fácil dividir com meus bravos estudantes essa difícil tarefa, pois assim eles desenvolvem as quatro habilidades comunicativas (falar, ouvir, ler e escrever) e pensam sobre nós, brasileiros, pensando a si mesmos e fazendo com que nós brasileiros também pensemos sobre nós e sobre eles. Que jeito mais estranho de mostrar que um texto confuso e exageradamente repetitivo é um bom motivo para usarmos a expressão “desculpa o mau jeito”! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não posso perder a oportunidade para afirmar que acredito que o Brasil tem jeito. Nós levamos jeito para encarar as adversidades, fomos treinados durante séculos para viver, apesar de tudo, com esperança. É verdade que guerras, guerras mesmo, daquele jeito, não foram tantas, mas problemas nós sempre tivemos e não podemos negar. Que jeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a melhor tradução dessa palavra, no sentido que temos insistido em pensar, para ainda demarcarmos lugares onde se produzem discursos sobre uma suposta identidade nacional, seja um slogan de uma ex-candidata a vereadora de Salvador: “me ajeita que eu te ajeito”. É bem verdade que o verbo ajeitar é uma derivação parassintética do substantivo jeito que significa “dar um jeito em”. O fato é que, com essa frase concisa, a candidata propunha aos seus possíveis eleitores uma troca. Ela ganharia poder, estabilidade financeira, viabilidade para projetos em comum e, em contrapartida, "ajudaria" aos eleitores. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Poderia finalizar com uma reclamação sobre a falta de ética na política e com um lamento do tipo “Nós estamos todos quebrados, precisamos que alguém dê um jeito em nós. Mas com jeito.” No entanto, prefiro acreditar que o nosso jeito de ser não necessariamente tem que ter jeitinhos de resolver, que nós estamos dando um jeito nesse lado desajeitado nosso. Até porque não há outro jeito. Em tempo: a candidata não se elegeu. Para ela, talvez, tenha ficado claro que nem sempre é adequado falar daquele jeito. Para quem quer ver, talvez seja um sinal de que o país está mudando para melhor, ainda que no nosso ritmo, que é o mesmo que dizer: do nosso jeito.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=yqEQqNX3D_Q&amp;amp;NR=1"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=yqEQqNX3D_Q&amp;amp;NR=1&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Jeito&lt;br /&gt;[Do lat. jactu.]&lt;br /&gt;S. m.&lt;br /&gt;1. Modo, maneira: &amp;amp;&lt;br /&gt;2. Feição, feitio, aspecto: 2&lt;br /&gt;3. Disposição de espírito; índole, caráter, feição, feitio: &amp;amp;&lt;br /&gt;4. Propensão, pendor: 2 &amp;amp;&lt;br /&gt;5. Habilidade, capacidade; arte: &amp;amp;&lt;br /&gt;6. Torcedura (2): 2&lt;br /&gt;7. Arrumação, arranjo: 2&lt;br /&gt;8. Bras. Fam. Jeito ou modo de proceder próprio de pessoas bem-educadas; boas maneiras, bons modos; modos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;u Ao jeito de.&lt;br /&gt;1. Ao modo de; à maneira de: 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;u Com jeito.&lt;br /&gt;1. Com habilidade; com perfeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;u Dar um jeito a. Bras.&lt;br /&gt;1. Encontrar uma solução ou saída para (determinada situação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;u Dar um jeito em. Bras.&lt;br /&gt;1. Fazer com que se comporte convenientemente; submeter à disciplina.&lt;br /&gt;2. Consertar, reparar, compor: 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;u Daquele jeito. Bras. Fam.&lt;br /&gt;1. Expr. com que se traduzem numerosas idéias, em geral pejorativas: 2 2 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;u Desculpar o mau jeito.&lt;br /&gt;1. Expr. muitas vezes irônica (us. em geral no imperativo), com que se inicia uma crítica, uma restrição, ou se pede desculpa de incômodo que se vai causar a outrem: 2 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Fazer jeito.&lt;br /&gt;1. Ser conveniente, útil; convir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Levar jeito para.&lt;br /&gt;1. Ter jeito, aptidão, queda, para: 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Sem jeito.&lt;br /&gt;1. Acanhado, embaraçado, atado: 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;· Ser de jeito.&lt;br /&gt;1. Ser possível; dar certo:&lt;br /&gt;FONTE: Dicionário AURÉLIO Eletrônico. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-7703961295101468477?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/7703961295101468477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=7703961295101468477' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/7703961295101468477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/7703961295101468477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/04/de-jeito-maneira.html' title='De jeito maneira!'/><author><name>Alex</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_qtd50bBJHTk/R-RuaFHKOpI/AAAAAAAAADE/M9PbNKp9Ag4/S220/012308164653-00.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qtd50bBJHTk/SAadYjPqztI/AAAAAAAAAGs/p0VS_ccjacw/s72-c/estacionado+na+faixa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-1912744060766764608</id><published>2008-04-16T19:49:00.004-03:00</published><updated>2010-09-10T13:48:30.210-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caitlin'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aula de português'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='classe'/><title type='text'>O que me incomoda em "Cabeça do brasileiro"</title><content type='html'>Lemos a introdução ao livro "A cabeça do brasileiro" para nossa aula de Português, e o autor Alberto Carlos Almeida diz muitas coisas com as quais tenho problemas já na primeira página. Ele pretende vincular uma pesquisa recente da população brasileira com o trabalho de Roberto DaMatta em criar generalizações sobre "a cabeça do brasileiro." Mas ele só conseguiu criar pressuposições erradas sobre o que é ser brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele falou que "é grande a parcela da população que compartilha uma visão do mundo arcaica" mas essa não é uma característica exclusiva do Brasil. Eu sou do Sul dos Estados Unidos, e eu acho que eu sei algo do arcaísmo. Muita gente lá ainda tem muita preconceito contra todos os tipos de diferença, ainda sobrevive na agricultura local, ainda mora isoladamente na floresta, ainda vota pelo partido republicano... parece que Almeida nunca ouviu falar de Eric Rudolph ou de Ku Klux Klan. Esse é arcaísmo verdadeiro. E como Almeida diz que tem dois Brasis, o arcaico e o moderno, também tem dois Estados Unidos. Esse fenômeno acontece em qualquer país que abra os seus braços ao capitalismo moderno, criando um mundo rico e um outro mundo pobre no mesmo lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Almeida esquece quase completamente do papel que o dinheiro representa na mentalidade e "modernidade" duma pessoa. Ele se recusa a discutir a óbvia correlação entre a renda e o nível da educação que um brasileiro tem: quanto mais dinheiro tiver uma família, mais estudos os filhos dessa família vão ter. E é minha opinião que esse fato (ou essa falta) da riqueza vai ter uma influência muito mais forte nas crenças duma pessoa do que a educação. Aqui no Brasil o dinheiro e a educação são tão vinculados numa maneira tão complicada que não se pode esquecer de um ou de outro --eles sempre vão juntos. O "abismo" de que Almeida fala que existe entre brasileiros não depende só dos livros que leram nem dos professores que lhes ensinaram--depende também de em que bairro moraram e de quantos impostos eles tiveram que pagar. O dinheiro determina o acesso pessoal às coisas, aos lugares, às outras pessoas, que também determina acesso a idéias, modelos de comportamento, e práticas que criam valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas meu maior problema com esse estudo é que a pesquisa social só mostra como os brasileiros falam e não como eles agem. Não tem certeza que os entrevistados façam os papeis que eles criam das palavras deles. Pode ser que essa pesquisa não mostre a verdadeira realidade do Brasil, e pelo menos é obvio que Almeida fracassou em fazer um desenho completo do país dele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-1912744060766764608?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/1912744060766764608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=1912744060766764608' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1912744060766764608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1912744060766764608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/04/molesta-cabea-do-brasileiro.html' title='O que me incomoda em &quot;Cabeça do brasileiro&quot;'/><author><name>Caitlin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03756085834892168337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-7101894853874608516</id><published>2008-03-31T18:09:00.002-03:00</published><updated>2010-09-10T13:50:54.537-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interlíngua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Katie'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênero'/><title type='text'>"Caloura" ou só "loura"?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jOU5CdRW-xw/R_FZHyauNrI/AAAAAAAAAAM/_iYmlH0pLrk/s1600-h/Imagem+204.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184022636407961266" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_jOU5CdRW-xw/R_FZHyauNrI/AAAAAAAAAAM/_iYmlH0pLrk/s320/Imagem+204.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É realmente uma coisa esquisita para mim ser chamada pela cor do meu cabelo, e até mais esquisito ser chamada assim por pessoas desconhecidas. Lá, nos Estados Unidos, não é uma grande coisa ser loiro, o que quer dizer, eu suponho, que lá tenha muitas pessoas loiras, em contraste com aqui, na Bahia.&lt;br /&gt;Eu tinha me acostumado mais ou menos a essa diferença, embora eu ainda sentisse que não deva ser minha característica definitiva, quando aconteceu algo que provou sue eu ainda não gosto de ser chamada de “loira” e que eu ainda não entendo tudo que as pessoas falam.&lt;br /&gt;Eu estava na Universidade com duas amigas, também estrangeiras, e a gente ia em busca de um lugar para sentar e bater papo. Ao atravessar a rua perto do prédio de Biologia, a gente enfrentou uma multidão de estudantes, todos homens, indo na direção oposta. Uma multidão de homens no Brasil é intimidação o bastante, mas eles não se satisfizeram só em olhar. Um indivíduo na frente gritou algo sobre “calouras”, só que eu não entendi e ouvi “louras”. Isso para mim foi demais; sermos chamadas de “louras” na frente de um monte de colegas nossos como se fossemos animais me pareceu uma falta de educação e, como também me pareceu que as mulheres nesse país sofrem caladas mais do que devam sofrer, eu xinguei ao grupo, ou pelo menos o menino em frente. Uma das minhas amigas também fez um gesto bem rude e a gente seguiu nosso caminho.&lt;br /&gt;Não foi até que algum tempo depois que elas me explicaram o que aquele rapaz gritou e eu confesso que fiquei um pouco envergonhada. Mas mesmo que o incidente não tivesse nada a ver com a cor de nossos cabelos, eu sinto como eu fizesse um serviço para toda a população feminina brasileira. E também para mim. A próxima vez eu vou estar preparada. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-7101894853874608516?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/7101894853874608516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=7101894853874608516' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/7101894853874608516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/7101894853874608516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/03/caloura-ou-s-loura.html' title='&quot;Caloura&quot; ou só &quot;loura&quot;?'/><author><name>Katie</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15907374393140125544</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_jOU5CdRW-xw/R_FZHyauNrI/AAAAAAAAAAM/_iYmlH0pLrk/s72-c/Imagem+204.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-1915300282940137881</id><published>2008-03-31T00:00:00.005-03:00</published><updated>2010-09-10T13:54:45.329-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blog'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='leitor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Julie'/><title type='text'>Medo de blogs e identidades construídas na internet</title><content type='html'>Quando alguém vai começar escrever um blog, sobre qualquer coisa, é importante para essa pessoa saber sua identidade.  Uma segurança em sua própria pessoa e suas opiniões é necessário para o sucesso do blog.  Também, é importante para essa pessoa ter um talento com a palavra escrita para não acabar em generalizações e nada mais profundo.  Por outro lado, é fácil evitar generalizações se a pessoa só escreve o que acontece na sua vida cotidiana, e muitas pessoas têm blogs assim, mas que coisa mais chata!  Vou dizer logo, que não sou uma pessoa com talento para a palavra escrita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um perigo num blog.  A identidade construída para a internet parece estar sob o controle da pessoa que a constrói, mas na verdade, fica completamente fora de seu controle. “Um gesto vale por mil palavras.” Quando não tem um espaço para mostrar com ações o que somos, nossa identidade é expressa somente com a palavra escrita.  Nossa identidade vai ter que aparecer dentro de textos curtos; isso é difícil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então para o primeiro texto, estou tentando avisar às poucas pessoas que vão ler esse blog que é importante tomar cuidado quando tentará dar uma identidade a alguém, mesmo que o tema do blog seja Identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa conversa, parece que não gosto dos blogs?  Acertou. Não gosto, mas nesse contexto, eu consigo entender a importância.  Somos um grupo de jovens dos EUA.  Estamos aqui para aprender. Nesse caminho, se nós conseguíssemos nos envolver com a cultura, vamos questionar nossas identidades, talvez só um pouco, talvez muito.  Nesse processo também vamos questionar as identidades das pessoas que estamos conhecendo.  Dentro de nosso grupo, vamos ter experiências similares ou pelo menos uma base para entender nossos colegas, então o blog serve como um lugar para aprender um com o outro mas também para ganhar uma perspectiva de pessoas fora de nosso grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso muito em identidade e a única coisa que tenho certeza em dizer é que identidade é pessoal.  Descrever a identidade do outro é um jogo perigoso.  É como descrever o corpo do outro; você acha que é óbvio que essa pessoa é jovem, magra, forte, saudável, mas por dentro essa pessoa não sente nada dessas coisas por causa de sua mente ou que o corpo realmente não é como parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, um pouco sobre mim e como cheguei nesse ponto escrevendo para um blog de estrangeiros no Brasil. Sou Julie.  Estudo no Mount Holyoke College (uma faculdade de mulheres...que coisa estranha) e faço Estudos da América Latina.  Já morei no Brasil por um ano no Rio Grande do Norte; uma experiência que me deu tanto vontade de voltar para aprender mais.  Quero desenvolver um melhor entendimento desse país e do povo brasileiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-1915300282940137881?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/1915300282940137881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=1915300282940137881' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1915300282940137881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1915300282940137881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/03/medo-de-blogs-e-identidades-construdas.html' title='Medo de blogs e identidades construídas na internet'/><author><name>Julie</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12180551487959284136</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-7203018740193006249</id><published>2008-03-28T17:25:00.001-03:00</published><updated>2010-09-10T13:57:14.563-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kyle'/><title type='text'>Quem sou</title><content type='html'>Primeiro, eu nasci. Dezoito anos mais tarde, eu estava no parque com um amigo quando eu atentei para o que é realmente importante na vida: manteiga de amendoim e pesto. Desde criança eu tenho comido muitos sanduíches de manteiga de amendoim, mas eu acho que minha vida mudou pelo melhor pela primeira vez quando eu comecei a comer sanduíches de manteiga de amendoim e banana. Isso mostrou uma grande partida dos outros meninos americanos e um nível mais alto de intimidade com o amendoim. O próximo grande passo foi a vitamina de leite, banana, e amendoim, a qual foi criada na cozinha do meu amigo, com a irmã dele ao meu lado. Desde esse momento, eu sabia que minha vida nunca seria a mesma. Com essa descoberta, eu podia comer e beber o amendoim, para que cada refeição fosse composta dessa comida mágica. Nos últimos anos, eu já fiz vinte espécies diferentes de bebidas com a manteiga de amendoim, e eu a boto sobre quatorze comidas diferentes.&lt;br /&gt;            O pesto tem um impacto tão grande quanto a manteiga de amendoim na minha vida. Meu pai e eu sempre cultivávamos manjericão no jardim quando eu estava pequeno. A gente começou com uma espécie só, mas quando eu fiz 18 anos a gente já estava cultivando oito espécies diferentes. Cada ano, eu esperei ansiosamente pelo mês de setembro para fazer o pesto em casa. Eu adorava esse mês. A cozinha cheirava muito bem, minha roupa tinha um cheiro genial, mesmo o cachorro cheirava bom. Eu levava o manjericão comigo para qualquer lugar, e quando eu não sentia bem, eu pegava meu manjericão e eu o segurava perto de mim. Houve mesmo uma época na minha vida quando eu queria ser um manjericão.&lt;br /&gt;            Então esse sou eu. Eu gosto de comer pesto e manteiga de amendoim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-7203018740193006249?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/7203018740193006249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=7203018740193006249' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/7203018740193006249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/7203018740193006249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/03/quem-sou.html' title='Quem sou'/><author><name>Kyle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13846397203690417341</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-4459469423389876947</id><published>2008-03-28T15:33:00.002-03:00</published><updated>2010-09-23T17:58:20.139-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='português'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aula de português'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seu Drake'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='classe'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='praia'/><title type='text'>O Brasil de fora</title><content type='html'>Sendo estrangeiro, queria falar sobre a imagem do Brasil no exterior, ou pelo menos&lt;br /&gt;nos Estados Unidos, cujas opiniões têm uma facilidade de se propagarem pelo resto do&lt;br /&gt;nosso mundo globalizado. O discurso polêmico da "identidade nacional brasileira" (o&lt;br /&gt;que é muito mais polêmico no Brasil do que fora) é uma construção de muitas pessoas&lt;br /&gt;distintas: brasileiros e estrangeiros, todos com interesses (e investimentos)&lt;br /&gt;diferentes. Artistas norteamericanos, como os atuais Snoop Dogg e Will.I.Am, lançam&lt;br /&gt;músicas com vídeos na MTV que apresentam o Brasil como se fosse apenas uma grande&lt;br /&gt;praia, em que multidões de mulheres lindas e exóticas tomam sol com pouca roupa.&lt;br /&gt;O interesse deles é vender suas músicas, e que o biquini é um modo eficaz já é bem&lt;br /&gt;comprovado. Embora seja um país ocidental, na realidade o Brasil tem um papel&lt;br /&gt;parecido com o papel da Espanha na Europa, o do "Outro" exótico e pintoresco. É um&lt;br /&gt;dos destinos turísticos mais populares no mundo inteiro: o Carnaval do Rio é conhecido&lt;br /&gt;como a maior festa do ano (mesmo que o Carnaval do Salvador seja maior), e os&lt;br /&gt;estrangeiros procurando qualquer coisa- praias, futebol, sexo, café, selva tropical,&lt;br /&gt;dança- podem encontrá-la, pronta para ser vendida pelos brasileiros próprios, cuja&lt;br /&gt;economia precisa do dinheiro de fora. Inevitavelmente, mencionar a oportunidade de&lt;br /&gt;estudar por um semestere no Brasil extrai um sorriso de qualquer americano: "Ooh! 'cê&lt;br /&gt;vai se divertir bastante!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menos popular, mais ainda bem conhecida é a imagem do Brasil do "Terceiro-Mundo", uma&lt;br /&gt;nação da pobreza, favela, crime nas ruas, insegurança econômica e a inferioridade&lt;br /&gt;estatístical, em geral. Ou seja, como muitos antropólogos brasileiros estão acostumados&lt;br /&gt;a dizer, uma comparação entre o Brasil e qualquer outro país ocidental é ruim para o&lt;br /&gt;Brasil. Por isso, se percebe um "complexo da inferioridade" entre os acadêmicos&lt;br /&gt;brasileiros, tanto que o escritor bahiano João Ubaldo Ribeiro escreveu seu próprio "Manifesto contra a moda de se falar mal do Brasil", mesmo com um tom um pouco irônico. De qualquer modo, eu concordo que as estatísticas não são o único modo de avaliar um país. Mas, os problemas sociais do Brasil são bem conhecidos entre os estrangeiros. Muitos dos filmes brasileiros que alcançaram um público internacional nos últimos anos tratam de temas assim. "Ônibus 174" documenta um pobre que se torna seqüestrador; "A Cidade de Deus" conta a história violenta e triste de uns favelados no Rio de Janeiro. Mas não é tudo tão ruim- aqui tem um texto tomado do livro "Português para patetas", que pretende ensinar a língua portuguesa e a cultura brasileira a americanos de um modo divertido e bem simples:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"[...] Mas todos os favelados não são miseráveis. No Rio, as pessoas mais pobres têm&lt;br /&gt;as melhores vistas das janelas das suas casas! Eles constroem casas nas ladeiras dos&lt;br /&gt;morros íngremes que ficam sobre o panorama mágico do Rio. A maior favela do Brasil&lt;br /&gt;se chama Rocinha (hoh-seen-yah), e fica no Rio. Duzento mil pessoas moram lá,&lt;br /&gt;e a maioria tem vistas maravilhosas da cidade e do mar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Keller, Karen. Portuguese for Dummies. Hoboken, NJ: Wiley Publishing, 2006.&lt;br /&gt;(a tradução é minha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza é para patetas! É certo que o livro inteiro é assim, como uma propaganda&lt;br /&gt;turística, mas creio que muitos estrangeiros "aprendem" muito sobre o Brasil por ler&lt;br /&gt;livros assim. É irresponsável apresentar as favelas desse modo, sem reconhecer&lt;br /&gt;nenhuma outra dimensão da sua existência, mas esta imagem é uma realidade fora do&lt;br /&gt;Brasil! Inclusive os brasileiros admitem que seus autores mais populares (e mais&lt;br /&gt;traduzidos), como Paulo Coelho e Jorge Amado, são "[fábricas] de palavras prontas para&lt;br /&gt;erigir "estereótipos bases" num texto vazio e repetitivo" nas palavras do Professor&lt;br /&gt;Marlon Marcos da UFBA. Parece uma crítica muito forte, mas os discursos da identidade&lt;br /&gt;nacional brasileira mais importantes e revolucionários como a tese antropofágica de&lt;br /&gt;Oswald de Andrade, o protesto clandestino de Chico Buarque, ou a biblioteca de livros&lt;br /&gt;que escreveu o Gilberto Freye sobre o tema se propagaram muito lentamente. Então, o que se propagou? O que vendeu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-4459469423389876947?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/4459469423389876947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=4459469423389876947' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/4459469423389876947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/4459469423389876947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/03/o-brasil-da-fora.html' title='O Brasil de fora'/><author><name>Seu Drake</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15458280472582715398</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-1293844155660657082</id><published>2008-03-27T12:29:00.002-03:00</published><updated>2010-09-10T14:04:16.739-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blog'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aula de português'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Seu Drake'/><title type='text'>Apresentação</title><content type='html'>Nasci no dia 19 de janeiro, 1987 (como temos o costume de calcular os anos a partir do suposto nascimento do Jesus Cristo) na cidade de Los Angeles nos Estados Unidos. Embora este fato faça de mim americano, insisto em minha identidade ser percebida por trás das coisas que fiz depois de ser parido. Não acredito que minha nacionalidade, o estereótipo em que fui nascido, fez a maior parte do quem sou do que minhas próprias escolhas e ações. Uma identidade não é uma palavra só, nem milhões. É mais que um nome, mais que um apelido, mais que palavras. É uma abstração onde se colocam as lembranças e os sonhos e os confundem. É um todo consagrado, expressado por trás de uma língua falada de expressões e gíria, mal entendida, de equívocos e suposições. É um corpo ressonante com vontade de mexer com tudo: um universo de luxúria, medo, sexo, piedade, autopreservação, alegria, conciliação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, quem sou eu? Não tem bastante espaço neste blog, nem dimensões suficientes para responder. Sou a música que componho, o futebol que jogo, o tom com que eu falo. Sou filho, irmão e estudante- todos com o mesmo nome, Drake. Os brasileiros que eu conheci escrevem o meu nome “Dreak”, e eu sou isso também. Estou sorrindo, para sempre, na sala de concertos na minha faculdade, depois de a orquestra ter tocado a minha música. Estou chorando, sentado na grama do campo do futebol depois de termos perdido um grande jogo. Estou sempre aprendendo o que me ensinaram meus pais, sempre com gritos e sussurros e silêncios no fundo da minha mente. Não posso lembrar nem esquecer, apenas sou. E quando for para a aula de português, serei “aquele gringo”, com bermudas e a camiseta do Arsenal. Apesar de ser tanto, a identidade, inevitavelmente, sofre a humilhação de tornar-se em palavras, em fofoca, enfim, uma impressão que cada dia vem a ser mais abstrata até que seja mais uma criação de quem percebe do que a própria pessoa. E mal reconhecemos que a identidade, mesmo que seja afirmativa, também é ligada à subjetividade e ao conhecimento do mundo externo. O que sou, incluindo tudo que conheço- tudo que aceitei e tudo que rejeitei- se transforma em minha expectativa para o resto da minha vida: sempre mudando, sempre vazia, sempre cheia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-1293844155660657082?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/1293844155660657082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=1293844155660657082' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1293844155660657082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1293844155660657082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/03/apresento.html' title='Apresentação'/><author><name>Seu Drake</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15458280472582715398</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-9215376994200075573</id><published>2008-03-26T13:22:00.006-03:00</published><updated>2010-09-23T17:57:54.480-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alanna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gênero'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercultura'/><title type='text'>O Que é Que a Sociedade Brasileira Celebra numa Mulher?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_5JjTwI3Qplw/R-p-wtkajOI/AAAAAAAAAAM/FjNSgKubZOw/s1600-h/Alanna+in+front+of+the+water.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182093696574328034" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_5JjTwI3Qplw/R-p-wtkajOI/AAAAAAAAAAM/FjNSgKubZOw/s320/Alanna+in+front+of+the+water.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Que é que a Sociedade Brasileira Celebra numa Mulher?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma mulher brasileira e americana, é muito interessante observar as mulheres brasileiras. A primeira vez que eu visitei ao Brasil, eu tinha surpresa que embora fizesse muito calor, quando estava dentro dum shopping com minhas irmãs, eu fui a única pessoa que estava de "shorts" e sandálias. As pessoas em volta de mim estavam vestidas elegantemente, com jóias brilhantes, roupas bonitas, e sapatos com saltos. Quando eu cheguei aqui no janeiro, de novo me lembrei que o padrão de feminilidade é muito diferente no Brasil do que da região onde eu moro nos Estados Unidos. Onde eu freqüento a universidade, a maioria dos estudantes se veste de uma maneira informal com calças confortáveis, e a maioria com moletons com o nome da universidade escrito no peito. Ao contrário, nos corredores da Universidade Católica do Salvador durante as tardes e as noites, muitos estudantes parecem ser "modelos" com cabelos perfeitos, jóias perfeitas, vestidos perfeitos, e sapatos com saltos muito altos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas cidades do Brasil, parece que o salão de beleza é uma parte da vida muito importante para muitas mulheres. Para muitas pessoas, com freqüencia é uma rotina fazer mãos e pés com tinta, depilação, e o cabelo com profissionais. Para muitos de nós do programa de intercâmbio, a grande disponibilidade de serviços de beleza baratos é uma coisa nova e maravilhosa. Muitas vezes, nos Estados Unidos, os preços destes serviços podem ser altíssimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que é uma coisa boa apresentar voçê mesmo num jeito atraente, mas ser bonita fisicamente deve ser uma coisa muito importante dentro do conceito da feminilidade brasileira? Recentemente, o país celebrou o Dia Internacional da Mulher, e como uma homenagem as mulheres brasileiras, programas de notícias mostraram mulheres brasileiras na salão de beleza, falando sobre seu amor para visitar a salão. Para mim, é uma coisa lamentável que na aparência atraente é tão conectado com o conceito da feminilidade brasileira que um programa de notícias mostraria uma salão como uma parte duma homenagem a mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As celebrações americanas das mulheres as quais eu sou acostumada têm muito mais substância. Quando eu era menina, na escola primária, nós aprendemos sobre as mulheres históricas que lutaram contra um sistema do governo machista e ganharam o direito de votar para mulheres. Nós cantamos canções cujas letras falam sobre o poder que cada mulher tem no mundo. Durante março, o mês da história da mulher, nós aprendemos que cada mulher tem o poder para qualquer coisa e que uma pessoa que fala que mulheres são fracas está errada. Nunca falamos sobre a beleza física. Ao contrário, quando eu visitei a creche na Amaralina, "Coração de Mamãe," na terça-feira, para celebrar o Dia das Mulheres os estudantes tinham colocado fotos "sexy" e bonitas de mulheres famosas, como Angelina Jolie, nas paredes. Foi claro que nesta instituição de educação das crianças, a coisa que estava sendo celebrada era a beleza das mulheres em vez de uma coisa mais substancial, como intelecto ou a força pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha opinião, uma coisa é valorizar a beleza, mas outra coisa é valorizar a beleza acima de todos as outras qualidades. Estabelecer a idéia que a aparência física duma mulher é a coisa mais importante sugere que mulheres brasileiras são coisas para ser vistas e admiradas, em vez de pessoas com capacidades.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-9215376994200075573?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/9215376994200075573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=9215376994200075573' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/9215376994200075573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/9215376994200075573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/03/o-que-que-sociedade-brasileira-celebra.html' title='O Que é Que a Sociedade Brasileira Celebra numa Mulher?'/><author><name>Alanna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02008266423190697963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5JjTwI3Qplw/R-p-wtkajOI/AAAAAAAAAAM/FjNSgKubZOw/s72-c/Alanna+in+front+of+the+water.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-1494204339045247786</id><published>2008-03-25T21:09:00.003-03:00</published><updated>2010-09-10T14:08:31.630-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gabriela Cravo e Canela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interlíngua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação com brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercultura'/><title type='text'>O Brasilamérica</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Como estudante de português, quer saber qual é minha palavra preferida? Long neck. Mas, não long neck como seria pronunciada em inglês, com consoantes duros ao finalzinho de cada palavra, mas long-e neck-e em brasinglês, com “e” ao final. Também têm not-e book-e, Mac Donaldes, Boorger King-e... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Uma vez, no aeroporto chegando do Rio de Janeiro, vi um doce que adoro comer nos Estados Unidos e que não comia por muito tempo. Decidindo gastar mais do que eu queria, perguntei para minha amiga americana como é que se dizia aquela palavra &lt;st1:personname productid="em portugu￪s. Nunca" st="on"&gt;em português. Nunca&lt;/st1:personname&gt; tendo visto este produto no Brasil, ela também não sabia o nome do meu docinho no aeroporto. Então, usando o melhor português que eu podia falar, perguntei para a moça,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;-Como se chama aquele doce?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;-Qual, este? Ah, muf-fin&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;-Oh.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Eu já sabia.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_RFrHafk-658/R-mVxJL7l1I/AAAAAAAAAAM/7Rgt0-16_V4/s1600-h/lauren+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RFrHafk-658/R-mVxJL7l1I/AAAAAAAAAAM/7Rgt0-16_V4/s320/lauren+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181837517778556754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Tenho que dizer que eu adoro conhecer palavras, digamos, “norte-americanas” (um termo que odeio) novamente, mas ao mesmo tempo acho horrível que são palavras tão entranhadas na língua brasileira agora. Em inglês, essas palavras geralmente descrevem uma coisa, e em brasinglês se transformam ao significar um objeto. Long neck, sabe que significa? Pescoço cumprido.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;E note book? Caderno, um computador é chamado um “notebook computer” quando pode abrir como caderno. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Para mim, é uma perda de cultura, e expansão da globalização, que só pode terminar com McDonald´s e WalMart (dono do Bompreço, eu ouvi falar) sendo dono de todo mundo. Estou sugerindo que se for se apropriar dessas palavras do inglês, cuida bem da sua cultura ao mesmo tempo. Mas, basta com tudo isso agora. Vou para o Mac Donnalds comer um hamburger ou talvez hot dog com ketchup e usar a internet com meu laptop. Talvez depois eu vá para o club HappyNews para tomar um long neck, você me encontra lá? &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-1494204339045247786?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/1494204339045247786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=1494204339045247786' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1494204339045247786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1494204339045247786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/03/o-brasilamrica.html' title='O Brasilamérica'/><author><name>Gabriela Cravoecanela</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11533569037872778047</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RFrHafk-658/R-mVxJL7l1I/AAAAAAAAAAM/7Rgt0-16_V4/s72-c/lauren+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-1234418164822459510</id><published>2008-03-25T20:50:00.006-03:00</published><updated>2010-09-10T14:11:21.638-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rhea'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interlíngua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><title type='text'>Pensamentos duma excêntrica</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_GK9bcnVP8Zg/R-mU-iHy-xI/AAAAAAAAAAY/_oqOJlRLzgc/s1600-h/Wallace%2520and%2520Gromit%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181836648298773266" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 248px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px" height="320" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_GK9bcnVP8Zg/R-mU-iHy-xI/AAAAAAAAAAY/_oqOJlRLzgc/s320/Wallace%2520and%2520Gromit%5B1%5D.jpg" width="289" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Meu nome é Rhea, de São Francisco, Califórnia. Lá meus amigos comentam que eu pareço com o Wallace do desenho britânico, por causa das minhas manias e o meu rosto bem animado, enquanto aqui me dizem que me pareço com a Xuxa. Acho que prefiro o homem excêntrico e esquisito.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;Sou estudante de línguas (inglês, espanhol, português e francês) e uma verdadeira nerd em lingüística. A minha área de excelência é a sociolingüística e por pura sorte, há um curso de sociolingüística aqui, na UCSAL. Eu gostaria de demonstrar o vínculo entre a sociolingüística e a identidade como finalidade desse blog.&lt;br /&gt;A língua é mais do que apenas palavras, é um símbolo de comportamento social. Pode ser que não percebamos que imediatamente depois de conhecer uma pessoa, temos a tendência de julgá-la pela fala, idioma ou dialeto que tiver.&lt;br /&gt;Pessoalmente, eu devo admitir que eu também sou vítima desse julgamento inicial. Por exemplo, talvez eu pressuponha que uma pessoa que fala francês valoriza a arte, igual a muitos norteamericanos que associam um sotaque londrino à BBC com ser refinado e articulado, o qual não é necessariamente verdade de jeito nenhum.&lt;br /&gt;A idéia subjacente da sociolingüística é simples: o uso da língua representa a identidade social, através do comportamento social e o intercâmbio humano.&lt;br /&gt;O ano passado eu escrevi uma monografia sobre o fenômeno lingüística do "espanglish" (espanhol + inglês) nos EUA. Muitos norteamericanos acreditam que uma nova língua vai aparecer em alguns estados como a Califórnia, o Texas ou a Flórida, ou até que o inglês americano está em risco de desaparecer. Depois de pesquisar o tema, eu concluí que o inglês americano não é ameaçado pelo espanhol e que o espanglish não é uma mistura pura das duas línguas, quer dizer que representa a assimilação da segunda geração de imigrantes "latinos" à cultura americana dominante. Ao analisar o espanglish bem, a maior parte do uso do espanhol está sucumbindo à linguagem inglesa, e o contrário não ocorre. Também, não existe uma padrão de espanglish, não existem regras gramaticais, portanto não é provável que uma versão organizada vá surgir. Em terceiro lugar, para 90% dos casos, com a terceira geração de imigrantes nos EUA (de qualquer país), a língua materna da família é perdida totalmente. Portanto, o espanglish serve como o período de transição de assimilação, em vez de ser uma combinação de culturas (também é importante notar que o espanglish apenas acontece nas comunidades latinas, quase nunca na cultura dominante anglofalante).&lt;br /&gt;Outra faceta do estudo de línguas é examinar o efeito das diferentes situações sociais, como o caso da criação das línguas crioulas.&lt;br /&gt;Outra abordagem dos estudos das línguas e como se relaciona à identidade é analisar como os seres humanos adaptam a fala às particulares situações sociais. Por exemplo, uma pessoa pode dizer à mesa do jantar, ''Passa o sal,'' em um contexto social, ''você se importaria de passar o sal?'' em outro, e ''o senhor poderia passar o sal por gentileza?'' em outro. &lt;passa&gt; Embora não nos demos conta, nós fomos condicionados pela sociedade para escolher entre todas aquelas opções dependendo dos nossos valores culturais e as normas de educação e status. Até algumas pessoas argumentariam que você pode estimar o dimínio da língua de uma pessoa baseado na habilidade dela de adaptar a fala adequadamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-1234418164822459510?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/1234418164822459510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=1234418164822459510' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1234418164822459510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1234418164822459510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/03/pensamentos-duma-excntrica.html' title='Pensamentos duma excêntrica'/><author><name>Rhea</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03853402078079469206</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp3.blogger.com/_GK9bcnVP8Zg/R-mOsiHy-vI/AAAAAAAAAAM/7TPrv0ElzCY/S220/Wallace%2520and%2520Gromit%5B1%5D.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_GK9bcnVP8Zg/R-mU-iHy-xI/AAAAAAAAAAY/_oqOJlRLzgc/s72-c/Wallace%2520and%2520Gromit%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-8728711903257016821</id><published>2008-03-24T18:36:00.003-03:00</published><updated>2010-09-10T14:12:43.153-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comentários'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interlíngua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercultura'/><title type='text'>`´Quem?!´´</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://windsormedia.blogs.com/photos/uncategorized/2007/08/23/huh.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://windsormedia.blogs.com/photos/uncategorized/2007/08/23/huh.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:verdana;" &gt;Embora a pronunciação seja importantísima para entender uma pessoa falando uma língua extrangeira, aqui é importante demais. Eu entendo a preocupação, posto que o meu nome é dificil de pronunciar, seja em Português ou em Inglês, mas pelo amor de Deus, como é que não me entendem?! Vou dar um exemplo: Alanna e eu estávamos procurando uma professora no Departamento de Farmácia. Fomos perguntar à recepcionista onde ficava o escritório da professora. Agora, a professora tem um nome relativamente simples: ´´Ângela.´´ Não obstante, quando o nome saiu da boca da Alanna pra a recepcionista, ela nos deu uma olhada como se f&lt;/span&gt;&lt;strong style="font-family: verdana; color: rgb(153, 0, 0); font-weight: normal;"&gt;ô&lt;/strong&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:verdana;" &gt;ssemos doidas. Alanna perguntou de novo: `Professora Ângela?´ Outra vez, a senhora falou-- ´´Quem?!´´ Por fim, socorrendo-nos, uma outra recepcionista falou-- ´´&lt;/span&gt;&lt;u style="font-family: verdana; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Âaaa&lt;/u&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:verdana;" &gt;ngela??´´ A outra gritou--- ´´Oooh! Professora &lt;/span&gt;&lt;u style="font-family: verdana; color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Âaaa&lt;/u&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-family:verdana;" &gt;ngela! Está aqui, sim.´´ Meu Deus! Para mim, ´´Ângela´´ e ´´Âaaangela´´ são a mesma coisa. Mas, para um brasileiro, não são, de jeito nenhum.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-8728711903257016821?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/8728711903257016821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=8728711903257016821' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/8728711903257016821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/8728711903257016821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/03/quem.html' title='`´Quem?!´´'/><author><name>Caley</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-R0_0MD7zmuA/TrIAdOhK6tI/AAAAAAAAAxY/1l7vHIwnqAY/s220/IMG_2496.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-7093604083857328427</id><published>2008-03-24T08:36:00.003-03:00</published><updated>2010-09-10T14:14:20.638-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='português'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caitlin'/><title type='text'>O que eu sabia do Brasil...</title><content type='html'>Antes do dia 14 de janeiro, eu só sabia isso do Brasil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Os pobres adoram Lula; os outros não gostam dele.&lt;br /&gt;-Gilberto Gil e Caetano Veloso tocam música muito boa no estilo do "Tropicalismo."&lt;br /&gt;-Quando Pelé e Ronaldinho jogam futebol, todo mundo grita "Golllllllll!!!!!!!!"&lt;br /&gt;-O Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra e Benedita da Silva estão tentando mudar a poderosa desigualdade que existe hoje na sociedade brasileira.&lt;br /&gt;-Os filmes "Ônius 174" e "Cidade de Deus" mostram a aterradora realidade do mundo das drogas e dos bandos no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;-No momento em que eu escrevo isso, a floresta amazônica está sendo destruída.&lt;br /&gt;-O Carnaval é uma loucura.&lt;br /&gt;-O samba é difícil de aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca viajo. Essa é minha primeira vez fora dos Estados Unidos, e faz só um semestre que eu falo português. Então, eu estou aprendendo mais a cada minuto que estou aqui. Já vi muitas coisas impresionantes nos dois meses que estou aqui, coisas que mudam o que eu acho do Brasil, e também o que acho de eu mesma. Aqui eu vou tentar analisar essas experiências de uma maneira honesta durante nos meses que vêm.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-7093604083857328427?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/7093604083857328427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=7093604083857328427' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/7093604083857328427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/7093604083857328427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/03/o-que-eu-sabia-do-brasil.html' title='O que eu sabia do Brasil...'/><author><name>Caitlin</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03756085834892168337</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-7034206667868853734</id><published>2008-03-23T15:31:00.003-03:00</published><updated>2010-09-23T17:58:20.140-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='interação com brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='intercultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='praia'/><title type='text'>meu lado brasileiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos-g.ak.facebook.com/photos-ak-sctm/v214/136/107/14214766/n14214766_35630094_4024.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos-g.ak.facebook.com/photos-ak-sctm/v214/136/107/14214766/n14214766_35630094_4024.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;é estranho mas verdade que a minha cidade, um subúrbio de Boston (ocapital do meu estado) me motivou vir pro Brasil. Poucas pessoassabem, mas a área de Boston tem talvez a maior população deBrasileiros fora do Brasil! (è difícil calcular exatamente o númeropor causa da imigração ilegal). Eu trabalhei por 2 anos numa escolapara crianças que tinha quase 70% crianças de pais brasileiros. Isso me fez começar a ficar apaixonada pela língua e cultura do Brasil. Eudecidi incorporar a cultura dos meus alunos ná minha própriaidentidade, e comecei a fazer cursos de português na minhauniversidade.Agora que eu estou no Brasil, continuo aumentando minha identidadecomo um estrangeiro na cultura Brasileira. Acho que a coisa que estámudando mais é meu conceito de tempo. Lá nos EEUU, sempre eu sinto compressa, preocupada com as minhas tarefas e o futuro. Mas aqui estouaprendendo a relaxar e morar no momento. Eu sei que isso tem MUITO aver com o estilo de vida que eu estou curtindo aqui (só 4 aulas,trabalho nenhum, praia praia praia...) mas também eu me sinto que odesenvolvimento do meu novo conceito de tempo vai continuar quandovoltar pros EEUU. Espero que a minha experiência no Brasil vai fazerque as partes melhores da minha personalidade surjam e as partes ruins sumam.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-7034206667868853734?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/7034206667868853734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=7034206667868853734' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/7034206667868853734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/7034206667868853734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/03/meu-lado-brasileiro.html' title='meu lado brasileiro'/><author><name>val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13071928208263505475</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2242883350672904964.post-1827285169726617581</id><published>2008-03-21T01:49:00.019-03:00</published><updated>2010-09-23T17:57:54.481-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Salvador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Val'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alex'/><title type='text'>palavras de um nativo tagarela</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Foto: Museu da Língua Portuguesa/&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Estação da Luz, São Paulo/ Alex Simões)&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qtd50bBJHTk/R-NCUlHKOhI/AAAAAAAAAB8/WFajjBu1oPA/s1600-h/012208133257-00.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180056917733161490" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qtd50bBJHTk/R-NCUlHKOhI/AAAAAAAAAB8/WFajjBu1oPA/s400/012208133257-00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"E eu, menos estrangeiro no lugar que no momento,/ sigo mais aqui sozinho, caminhando contra o vento." (Caetano Veloso: Estrangeiro. In: Circuladô.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta é a segunda experiência de uso de blog como ferramenta do curso de Português para Estrangeiros, PROPEEP, com estudantes do CIEE, um programa de intercâmbio dos Estados Unidos. Nossa primeira experiência, o blog “Boca pra Fora” continuar no ar: &lt;a href="http://bocaprafora.blogspot.com/"&gt;http://bocaprafora.blogspot.com/&lt;/a&gt; .Lá você pode ter informações sobre o professor, o curso e o programa, o que dispensou a redundância dessas informações aqui. Basicamente, estamos em Salvador e discutimos sobre a a língua-cultura do Brasil, visando a uma desestrangeirização(ALMEIDA FILHO: 2007, 12) em relação à essa língua-cultura-alvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolhemos discutir a identidade brasileira, tomando muitas vezes, porém não necessariamente, a perspectiva estadunidense como referência. Vamos ler e assistir e ouvir textos diversos. Das conversas informais pelas ruas e casas aos textos literários e acadêmicos. De canções da Música Popular Brasileira a filmes/trechos de filmes representativos de temas discutidos no curso. Às vezes privilegiando o conteúdo, às vezes, a forma (pelo uso de verbos, conjunções, uso de concordância verbal ou nominal, questões de regência, etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As aulas, as atividades de produção de texto e de conversação e o o seminário final são inspirados (não baseados) no livro “A Cabeça do Brasileiro”(ALMEIDA, 2007). O blog é um lugar de exercício da reflexão sobre os temas discutidos a partir de capítulos deste livro. No entanto, não serão excluídas outras temáticas que se refiram à identidade brasileira. São os autores, com a ajuda dos leitores, que definirão o rumo da conversa. Muitos outros livros e discos e filmes e textos diversos, verbais e não-verbais, passarão por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos próximos três meses, vocês acompanharão leituras, discussões, questões, identificações e estranhamentos em torno do ser brasileiro, em especial no que se refere à língua e à cultura que veiculam/ conformam essa idéia, e de como essa idéia é flexível, mutável, adaptável, reapropriada e atualizada a todo instante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Leiam, comentem, ajudem-nos a nos tornar melhores escritores, falantes mais proficientes da variedade brasileira do português, e pessoas melhores, o que é igualmente importante. Interajam, este é o nosso objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, espero que vocês tenham prazer em ler o que nem sempre, no caso de quem escreve, depende só do prazer, mas da persistência de se ter um “texto”, algo a dizer, em contato com o mundo, ou seja, com pessoas-leitores, provocando reflexões, ações, mudanças em quem escreve e em quem lê. Essas e esses autores aqui se lançaram ao desafio de argumentar, expor, exaltar, criticar, defender, denunciar, lamentar e sorrir em língua portuguesa, variedade brasileira, sendo eles falantes nativos de inglês, variedade estadunidense. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por ora temos um diário de bordo de navegantes de outras terras que adotaram a nossa por motivos diversos e por motivos diversos são bem vindos a esta terra chamada Brasil. E pelas escolhas, por nossa língua-cultura, por nosso país, por nossa cidade, por nossas peculiaridades, por nossa escola, pela aprendizagem visando a uma cultura de paz, já estão, todas e todos, de parabéns.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180332152122391138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qtd50bBJHTk/R-Q8pVHKOmI/AAAAAAAAACs/wbESFohiCIA/s320/pernambucanas+comendo+acaraj%C3%A9.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;Saudade: o meu bloco é de um homem só.&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Brasil: brancas pernambucanas comem acarajés afro-baianos e bebem guaraná antártica &lt;em&gt;diet,&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;usando roupas que remetem à influência ibérica &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;e cartolas com as cores do Tio Sam. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;talheres descartáveis, no Pelourinho, lugar com um nome francês,onde se maltratavam escravos, &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;que fica bem perto de minha casa. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;O olhar embevecido é meu.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Passistas do Bloco da Saudade,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fevereiro 2008,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Alex Simões )&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Alex Simões&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;P.S. O título do blog foi sugerido por um dos estudantes, e aceito, até segunda ordem, pela turma. Eu gosto muito.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;REFERÊNCIAS &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALMEIDA, Carlos Alberto. &lt;em&gt;A Cabeça do Brasileiro&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: Record, 2007. 4. ed.&lt;br /&gt;ALMEIDA FILHO, José Carlos Paes de. &lt;em&gt;Dimensões Comunicativas no Ensino de Línguas&lt;/em&gt;. São Saulo: Pontes, 2007. 4. ed. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;VELOSO, Caetano. &lt;em&gt;Circuladô.&lt;/em&gt; Rio de Janeiro: PolyGram, 1989. (CD). fx 01.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2242883350672904964-1827285169726617581?l=gringostagarelas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/feeds/1827285169726617581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2242883350672904964&amp;postID=1827285169726617581' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1827285169726617581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2242883350672904964/posts/default/1827285169726617581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gringostagarelas.blogspot.com/2008/03/palavras-de-um-nativo-tagarela.html' title='palavras de um nativo tagarela'/><author><name>Alex</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_qtd50bBJHTk/R-RuaFHKOpI/AAAAAAAAADE/M9PbNKp9Ag4/S220/012308164653-00.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qtd50bBJHTk/R-NCUlHKOhI/AAAAAAAAAB8/WFajjBu1oPA/s72-c/012208133257-00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
